5.12.07

além do myspace, outro local ótimo para se procurar e ouvir bandas e artistas novos é o last.fm. o site é muito bacana - um grande site de relacionamentos todo baseado nos gostos musicais dos usuários e nos perfis dos milhares de artistas (que são em wiki, ou seja, editáveis pelos próprios usuários!) que o site apresenta.

no last.fm, os artistas podem disponibilizar quantas músicas quiserem para seus fãs ouvirem - e é assim que tive a oportunidade de escutar o belo trabalho de Fábio Goes. O rapaz, produtor musical paulista, faz uma bela mistura de indie pop, chamber pop, mpb e psicodelia. meu amigo jan, da excelente banda brisa, o havia recomendado há tempos, mas só agora pude escutar seu trabalho na íntegra - e realmente vale a pena.

aliás, aqui vai o link para o disco inteiro dele: http://www.last.fm/music/Fabio+G%C3%B3es/Sol+no+escuro

divirtam-se!

28.11.07

é muito bom ouvir coisas novas. mas é melhor ainda quando essas canções novas provém de um amadurecimento do artista que as compôs. e é com muita felicidade que posso dizer que o driving music me apareceu como uma bela surpresa - canções melodiosas, "pra cima", pop-no-bom-sentido-da-palavra.

o driving music é a empreitada solo do fábio andrade, frontman do antigo (e famoso) the invisibles. sempre achei o som dos invisíveis apenas bacaninha. na minha opinião sempre faltou alguma coisa, embora nunca soube explicar necessariamente o que era. talvez a falta de melodias mais coesas? mais arranjos elegantes? sempre senti que algo ali poderia ser lapidado.

já no driving music não vejo muito o que pode mudar: as canções, mesmo em seu estado demo, tem bons arranjos pop punk, que flertam com o indie rock de bandas dos anos 90 como o lemonheads e o teenage fanclub. as letras são inteligentes; falam das mesmas coisas de sempre, mas com um toque pessoal bem legal. é sempre legal quando o artista tenta se aproximar da gente (mesmo que seja em inglês).

dá próxima vez que eu discotecar, com certeza colocarei uma canção do driving music. é muito bom!

13.11.07

é impressionante como o myspace é legal. você vai garimpando, garimpando até que esbarra em artistas desconhecidos tão legais que você tem vontade de dizer pro mundo todo o que está escutando. o Les Fragments de La Nuit é uma dessas bandas.

composta de três violinistas, um cellista e um pianista, os franceses fazem um som bonito, atmosférico, que horas lembra post-rock, ora lembra minimalismo clássico. eles dizem que suas músicas são mais impressões e texturas do que canções com estrutura regular - o que faz muito sentido se analizarmos as orquestrações. ainda assim, as músicas tem melodias sólidas e belas.

os achei partindo do myspace da DJ6, entrando na página de outra ótima banda francesa chamada Violet Lyn, passando pela página de um local onde o Les Fragments irá tocar até chegar, enfim, à página da banda.

Apaixonante.

2.10.07


provavelmente você já leu sobre isso em algum lugar da internet. mas eu, como bom fã de radiohead que sou, não poderia deixar de comentar sobre o assunto. dia 10 desse mês sai o disco novo do radiohead. mas não, ele não estará nas prateleiras da sua loja de discos favorita e sim, apenas disponível para download no site da banda. sendo que thom yorke e cia. não definiram um preço fixo para o álbum, ou seja: você paga o quanto achar que deve pagar pelo disco novo. sim, isso inclui zero dólares.

além disso, eles disponibilizarão para compra, no sítio www.inrainbows.com, um caixinha com vários quitutes musicais bacanas, chamado de diskbox. o preço é meio salgado (40 libras) mas vale a pena: dois cds, dois vinis, encartes e artbook... isso com as despesas de envio já inclusas!

"the music industry is so fucked up"!

31.8.07

olha só que legal: a sega-16 publicou um artigo meu! escrevi sobre quando discotequei apenas músicas de video game, e mandei para eles. eles gostaram e agora todos podem saber um pouco mais como foi a discotecagem e como a influência do genesis e do blue-blur foi e é importante em nossas vidas!

o link é esse aqui: http://sega-16.com/Stories%2016.php

15.8.07

dizem que a chan marshall vem ao brasil para tocar no tim festival. se for verdade (e todos nós esperamos que sim!) eu gostaria muito de ver uma versão ao vivo da sensacional great waves, do album cinder. mas esse disco não é da cat power, não! é de uma banda sensacional de post-rock chamada dirty three.

utilizando instrumentos como banjos, bandolins, guitarras, violoncelos, violinos e baixo, a banda cria uma sonoridade atmosférica com suas dinamicas em baixo volume e um som bem ousado que, em alguns momentos, lembra o também ótimo explosions in the sky e, em outros, o colossal godspeed you black emperor.

aqui vai o link do clipe de great waves: http://www.youtube.com/watch?v=EHEkzLQyG48

6.8.07

após ter colocado mais de meia hora de músicas de video-game da ultima vez que discotequei na festa a maldita, percebo o crime que cometi ao não ter colocado nenhuma música do clássico castlevania. principalmente do jogo que está aí ao lado, na foto: a terceira edição da franquia, chamado carinhosamente de dracula's curse.

realmente, alguns compositores de trilhas de jogos de video-game, como o nobuo uematsu do final fantasy, podem ser chamados de gênios. eu realmente gostaria de saber quem foi o cara que fez as músicas do clássico da konami. porque decididamente ele é um ser iluminado.

fica aqui a dica.

3.8.07

apesar de não ter a grandiosidade de alguns outros títulos da série, final fantasy IX cumpre muito bem o seu papel: é um excelente rpg para o playstation (talvez, o melhor console de rpgs de todos os tempos). acabei de terminar o jogo e, embora eu tenha ficado um pouco decepcionado com alguns aspectos da jogabilidade e a história seja um pouco previsível, ele está muito acima da maioria de role playing games disponível no mercado.

a história começa com zidane, um garoto loiro com rabo de macaco, e sua trupe do teatro planejando o rapto da princesa garnet. eventualmente, como em todos os final fantasies, o grupo acaba tendo que salvar o mundo, e o que parecia ser apenas uma história do conflito entre interesses políticos acaba tomando ares sobrenaturais épicos.

a história, porém, nunca é surpreendente: você sempre tem uma vaga idéia do que vai acontecer e o final do jogo é feliz, ao contrário do fantástico final fantasy X. existem algumas perguntas que ficam logo que o final acontece, mas talvez a square tenha deixado isso para a imaginação dos gamers.

final fantasy IX é um jogo nos moldes dos antigos final fantasies: estão de volta cristais, existe um black mage no seu grupo (e, talvez, um dos personagens mais legais do jogo) chamado vivi, o design dos personagens é todo em sd (super deformed) inclusive nas cenas de fmv, os moogles andam pra lá e pra cá e ainda temos chocobos. porém, ao contrário do gigantesco final fantasy XII, esse jogo não me pareceu uma homenagem tão grande aos antigos jogos da série.

a jogabilidade é clássico final fantasy: turn-based-random-encounters. o jogo, porém, falha ao não ter um sistema de batalha coeso como aconteceu no final fantasy VII: o active battle gauge não funciona tão bem e mesmo após executar um comando ele pode demorar horas para acontecer. nisso, os inimigos já comeram teu couro. frustrante.

todas as habilidades especiais vem de itens, o que também é um pouco chato, já que você precisa ficar procurando por cada itenzinho fraco para obter algumas habilidades importantes, como loudmouth (que previne contra silence).

o jogo também é bem menor do que a maioria dos fantasies modernos: acabei de terminá-lo em apenas 35 horas, enquanto levei mais de 60 horas para terminar o final fantasy VII.

ainda assim, o jogo vale a pena, pois é bem divertido e square é aquela coisa: garantia de títulos de qualidade.

23.7.07

realmente, esse mês de julho foi todo harry potter: o quinto filme e o sétimo (e último) livro foram lançados para grande deleite de todos os fãs do bruxo. tendo já lido o livro e visto o filme, posso dizer o que achei dos dois e também fazer uma análise geral da história em si, visto que agora não teremos mais livros novos do bruxo.

harry potter and the deathly hallows é um livro muito mal escrito. parece que a autora j.k rowling estava com pressa para se livrar logo da grande pedra no sapato que se tornou harry potter e colocou de qualquer maneira idéias que já estavam prontas há anos - idéias, aliás, excelentes: o livro vale pelas ótimas referências e pela ação constante.

o livro realmente peca na descrição dos personagens - muitos deles parecem sem vida, supridos de qualquer tipo de sentimento humano (e não, não estou falando dos death eaters, que supostamente são frios e cruéis) - e na pouca ambientação.


aliás, a ambientação é um dos pontos fracos da autora. ao ver o quinto filme da série, harry potter and the order of the phoenix, pude perceber como o ministério da magia é completamente diferente daquilo que eu havia imaginado e isso não é por falta de atenção minha, e sim por descrições vagas dos ambientes em que se encontram os personagens. de qualquer maneira maneira, a ambientação é o melhor do filme.

chamem alfonso cuarón novamente! depois do excelente the prizioner of azkaban, nenhum outro diretor realmente conseguiu pegar o espírito do harry potter. o quinto filme da série é diferente do livro numa série de fatores importantes. os atores estão mal (e, mais uma vez, rupert grin, o ron, se destaca absurdamente frente aos outros) e o filme é confuso.

25.6.07

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

18.5.07

olhando as influências do elma, eles citaram uma banda que eu nunca havia ouvido falar chamada battles. fiquei um tempo sem pesquisar muito, até que há pouquíssimo tempo vi na pitchfork que eles lançaram seu primeiro album por agora - com uma estrondosa nota 9.1 e destaque na página principal do site! para os chatos da pitchfork darem uma nota tão alta para uma banda, é porque ela deve ser algo de sensacional; eis que fui atrás de mais informações e do som.

o que me chamou atenção é o cacife dos membros da banda: todos eles são músicos experientes e que tiveram atenção da mídia e do público com projetos anteriores. o baterista, por exemplo, tocava no helmet - uma bandas muito conceituada e aclamada pela crítica.

o battles foi formado em 2003 e já lançaram 2 EPs. mirrored é o primeiro album deles e que disco!!! existem influências claras de math-rock por todas as músicas, mas elas vão muito mais além: essa parece, realmente, ser a primeira banda a realmente conviver em bons termos com todos os avanços tecnológicos e digitais e usar o que eles têm de melhor a oferecer para o rock. parecem robozinhos fazendo sons junto com humanos, criando um ambiente sônico inteiramente novo que consegue ser ao mesmo tempo frio e visceral. o exemplo máximo disso está na fantástica atlas: a bateria acústica, quase tribal, duela lindamente com baixos e guitarras sintetizados e uma voz claramente digitalizada através de um pitch-shifter.

a primeira banda a realmente viver no século 21.

14.5.07

o myspace realmente é fantástico. além de ser uma ponte online entre você e seus amigos mais queridos, dá pra descobrir bandas e artistas sensacionais apenas fuçando um pouquinho. além disso, você ainda pode modificar seu perfil de acordo com seus gostos pessoais (isso significa que você verá um monte de lay-não-outs espalhados por aí, mas aí não é culpa do site) e colocar músicas preferidas no seu espaço para as pessoas ouvirem.

não tenho certeza exata de como fui parar no perfil do goran gora. talvez tenha sido fuçando através de amigos meus, talvez tenha sido fuçando perfis de outras bandas presentes no site. o que me chamou atenção desse carinha aí foi o fato de, além de ter mencionado como artistas-semelhantes o damien rice e o kings of convenience, ele ser da látvia. estranho não? pode crer que sim, mas o talento dele é real.

vale a pena escutar músicas bonitas feito the girl in the back e kids and figures. são de uma beleza pura - sem artifícios de gravação complexos, apenas a voz agradável de goran gora, seu violão e um sotaque muito charmoso.

9.5.07

uma das bandas mais sensacionais que ouvi nos ultimos tempos é o elma. eles são uma banda absurdamente energética de math rock com alguma estética metaleira que cai muito bem ao estilo. na verdade, a banda soa como indies tocando metal. o que é muito melhor do que metaleiros tocando metal, convenhamos.

o elma faz parte do acervo de bandas experimentais do (ótimo) selo de são paulo chamado amplitude. o site do label (amplitude.art.br) não diz muito sobre quase nenhuma das bandas que tem no cardápio: tudo que existe sobre o elma lá, por exemplo, é a formação da banda (onde os artistas não colocaram os sobrenomes! como vou saber quem é "rodrigo"?) e um release que está mais para uma declaração de amor a banda do que um informativo legal sobre o grupo. não existem músicas para download nem stream mas, ao fuçar algo na internet, descobri dois locais onde podemos contemplar os únicos lançamentos dos math-rockers: o myspace e o last.fm!

o myspace tem gravações da demo da banda; está mal gravado, mas dá para ver que os rapazes são talentosos. já o last.fm tem o EP na íntegra em stream e ainda dá para dar o download da primeira faixa do disco, a maldição encantada!

o EP do elma é algo de impressionante: urgente, caótico, com apenas 10 minutos em 5 músicas. ao escutar pela primeira vez o que mais me chamou atenção foi a excelente qualidade de gravação; se bem que isso não é novidade, sendo um lançamento da amplitude. logo após descascar as camadas e camadas de produção cuidadosa, o que achei foram composições magníficas, tempos quebrados - um som audacioso, feito para poucos.

como não se apaixonar?

9.4.07

muitos de vocês (ainda) não sabem, mas eu tenho uma banda chamada dj6. ela é motivo de grande orgulho pra mim. já temos um EP recém saído do forno e agora até um site .com.br! (www.dj6.com.br) como meu blog é sobre música e video-games, nada mais justo que eu falar um pouquinho da minha própria banda. e quem sabe, se você gostar, ir no nosso próximo show, dia 14 desse mês no casarão cultural dos arcos.

a banda começou quando bruno correia, o rapaz de óculos da foto aí em cima, estava com muita vontade de ter uma banda. mas muita mesmo. já discotecava numa festa que ficou famosinha aqui no rio chamada hang the dj, mas não era o suficiente. ele queria mais.

aí ele chamou um amigão dele chamado bruno fiuza. eles trabalhavam juntos, gostavam das mesmas músicas e até já tinham tocado num sarau. bruno fiuza resolveu topar, afinal desde a época do perla siete que ele não tinha uma banda maneira o suficiente para ele sair tocando por aí.

mas quem iria cantar? eis que apareceu o nome de julia vaz, essa menina da foto aí. diziam que ela cantava bem pra caramba, um talento desconhecido - coisa que ninguém realmente sabia. mas ela é gata, é uma artista gráfica do caralho, é amigona do bruno correia, então ela entrou no barco.

eu não me lembro muito bem como veio meu convite. acho que foi numa boate. o bruno já tinha me visto tocar guitarra numa banda que eu tive que era realmente uma barulheira só, chamada kmph. acho que ele me chamou porque gostou do que viu e porque temos influências musicais parecidíssimas.

e estava feita a dj6. para uma banda recém formada, até que tocamos um bocadinho em 2006 - dois shows no empório, um show na audio rebel, um show na fosfobox, e um show no mb estúdio. aliás, esse show no estúdio foi a despedida de nosso colega bruno fiuza, que resolveu largar as baquetas.

mas isso não nos impediu de entramos no estúdio do sal, que ele chama de drop d, para gravarmos nosso primeiro ep. eu produzi e, na época, achei que ficaria pronto rapidão. acabou que demorou uns seis meses pra ficar pronto, mas as gravações foram tranquilas e posso orgulhosamente falar que o disquinho ficou fodão.

daí o fred mendes, amigo meu há anos, baterista mineiro radicado no rio de janeiro, começou a tocar com a gente. e os ensaios foram ficando cada vez melhores até que ele entrou pra banda de vez depois do show excepcional que fizemos dia 31 na lapa, para lançamento do ep.

essa é a breve historinha da dj6. espero que você tenha gostado e vá nos ver dia 14 no casarão cultural dos arcos (av. men de sá 23, lapa). a casa abre as 22:00 horas :)

27.3.07

as vezes dá a maior vontade de ficar no frio, beber um vinho e aproveitar o fogo carinhoso de uma lareira. uma das melhores coisas para se escutar enquanto se aproveita momentos introspectivos é iron and wine, projeto musical desse barbudo aí do lado.

não se deixe enganar pela aparência: a voz de samuel beam é doce, quieta, quase um sussurro, caindo bem com as doces harmonias e melodias construídas, basicamente, por violões e alguns outros instrumentos inusitados como banjos e bandolins. ele faz parte de um grupo de artistas que trazem de volta o folk à cena músical, como joanna newsom e devendra banhardt, mas bebendo de algumas outras influências, fazendo com que seu som acabe lembrando mais kings of convenience do que os outros.

iron and wine faz parte do magnífico cardápio de bandas do selo sub pop: beam chamou atenção do bam-bam-bam da gravadora, jonathan poneman, logo após ter feito seu nome no underground com alguns discos caseiros, estéticamente lo-fi, lançados por volta de 2001.

o iron and wine já tem 3 albuns e cada um deles é uma excelente experiência, com destaque para o segundo, onde beam entrou num estúdio profissional para gravar pela primeira vez: our endless numbered days.

13.3.07

há uns dias atrás, um amigo meu me chamou para ir à sua casa tocar um violão - estamos com um projeto de tocar em barzinhos para tirar uma graninha e, quem sabe, umas lagriminhas de uma menininhas indies. esse parceiro meu tem o novo video-game da nintendo, o wii, e após tocarmos algumas músicas do broken social scene, do nada surf e do blonde red-head, jogamos um pouco e agora posso fazer uma análise de minha gaming experience.

o wii é sensacional. o video game é realmente pequeno e seu design é muito convidativo - ele poderia ter sido facilmente produzido pela apple inc. os joysticks (nunchuck e wii remote, o primeiro ligado no ultimo através de um pequeno cabo) são igualmente belos e ergonômicos. o que me chamou atenção foi o fato de que o nunchuck parece diretamente retirado do controller do nintendo 64 - até então, o melhor joystick que já tive o prazer de usar.

o video-game é todo pensado com a tecnologia wireless - ou seja, quase nenhum cabo te enchendo o saco. a resposta do wii remote é algo impressionante; realmente é quase imperceptível a latência entre movimento real e movimento na tela, se é que existe alguma. o jogo do wario é uma forma magnífica de como o wii remote pode ser utilizado de maneiras absurdamente originais e de como o controle reponde bem a todas as diferentes formas de jogabilidade.

o console estava conectado à internet através do sistema wireless existente na casa de meu amigo - e a internet funcionou muito bem até o video-game travar enquanto eu lia meu gmail. mas o simples fato de um console de jogos possuir uma interface tão bonita e funcional é um plus para a nintendo, embora tenha sido a primeira vez que eu tenha visto um videogame travar.

não tive a possibilidade de jogar vários jogos - incluindo o famoso zelda, onde eles transformaram o link num cara destro! - porém o wii sports, que acompanha o console, é um belo exemplo do que o video-game pode oferecer em termos de jogabilidade e diversão. até criar o seu mii (seu personagem virtual, que aparecerá em vários jogos do wii) é fantástico e proporciona momentos engraçados.

o nintendo wii, porém, é claramente um video-game que aposta no jogador casual e em jogos multiplayer. não vejo como o controle inovador pode realmente alterar a jogabilidade de games que já são em sua natureza imersivos, como rpgs à lá final fantasy. outro problema é a necessidade da compra de um classic controller (para jogar vários jogos geniais de mega drive, snes, nes, etc, a disposição no wii virtual console) a parte. ainda assim, é um video-game inovador e onde a nintendo finalmente conseguiu o que queria:

transformar-se na disney do mundo dos games.

13.2.07

eu sempre gostei de sunny day real estate. acho as melodias emotivas e passionais de jeremy enigk realmente cativantes. é uma banda tão legal ao ponto de já ter passado por quase todos os clichés existêntes do rock and roll - descoberta da religião e da espiritualidade, membros que vão tocar em bandas absurdamente mainstream e famosas (foo fighters, galera), discos que marcaram época e que ditaram a regra para uma série de bandas a seguir (infelizmente, eu acho que essas bandas não entenderam muito bem o que o sunny day realmente quis dizer), entre outras coisas - e não soar kitchy. mas eu só conhecia realmente o diary, primeiro album da banda, e alguns lados-b maravilhosos, como a música guitar and video-games.

eis que hoje escuto o disco de despedida dos caras, the rising tide, e fico absurdamente embasbacado com o som que chega a meus ouvidos. é difícil de explicar com palavras o quão grandioso esse album realmente é. eu estava pensando em compará-lo com discos épicos do indie rock como o transatlanticism, do death cab for cutie, mas ele é muito maior do que isso. existem momentos de esperança e aproximação ao ouvinte que lembram the shins e outros de puro rock and roll que flutua entre as maravilhosamente bem construídas linhas de guitarra e excelente produção musical.

o mais impressionante é que esse disco veio antes da referências que estou citando aqui. é um disco de belo indie rock, talvez como enigk sempre imaginou. e prova ainda mais como sunny day foi uma banda importantíssima para o rock mundial.

ah, se esses emos realmente entendessem o sunny day real estate...

29.1.07

vocês já jogaram super mario rpg? eu estava relembrando do jogo enquanto jogava o magnífico final fantasy XII, para playstation 2. o saudosismo e a nostalgia foi tanta que voltei ao snes para jogar essa aventura do mario e pude concluir, mais uma vez, que a square é mestra em fazer bons jogos de rpg - principalmente nos frutíferos anos 90.

o jogo começa como começam todos os outros marios existentes (e a maioria dos zeldas também!): a princesa toadsdoll é raptada pelo malzão do bowser e cabe ao nosso herói bigodudo (que mora convenientemente ao lado do castelo de seu antagonista) salvar sua amada. mas é exatamente aí que entra o dedo da square no meio - logo que o jogo começa, vemos mario numa visão isométrica onde todos os personagens são renderizados. ao enconstar num oponente, a tela do jogo muda para uma outra exclusiva para batalhas, bem como em rpgs tradicionais, onde podemos selecionar as ações de mário através de menus (turn based action, meus amigos).

as mudanças não param por aí: logo após quase resgatar a princesa, mario é chutado do castelo por uma grande espada com olhos esbugalhados (!!!) - e a história, que começa a ser lentamente desenvolvida, passa a ser a mais rica em um jogo do mario até hoje, com a introdução de dois personagens que são igualmente expressivos: mallon e geno. o jogo também faz referência a diversos clichês do mundo do encanador (como os tubos gigantes) de maneira divertida e criativa. o destaque vai para a personalidade de bowser, que na verdade é o maior bebê chorão.

quanto aos gráficos, são superbos - esse jogo mostra todo o potencial do antigo video-game da nintendo e também como a square prima sempre por jogos que são um deleite aos olhos. as animações são ótimas e todos os personagens são muito bem representados. como todo jogo em visão isométrica, você pode ter algum problema pulando de um obstáculo ao outro (a única coisa que fez landstalker me jogar o controle ao chão) mas a softhouse sobe dosar muito bem os puzzles e os mini-games, de maneira que o jogo nunca fica cansativo e os problemas desse tipo de visão podem ser relevados.

o som é a única parte do jogo que é instável: ao mesmo tempo que existem canções memoráveis como a da despedida de mallon, algumas músicas como a do navio fantasma me irritam profundamente, querendo desligar o som da tv (ou do pc). os efeitos sonoros são ótimos e salvam a parte sonora do jogo.

super mario rpg é um jogo que merece ser jogado por ter todas as qualidades de um grande rpg e também por rever vários conceitos e clichês do mundo do encanador. um dos melhores jogos do snes - e talvez o meu favorito.