bem, hoje foi um dia estranho. mas ao menos eu tive uma notícia boa: meu sexto sentido está funcionando a todo o vapor. eu deveria acreditar mais em meus instintos. bem. nem tanto. eu acreditei que gostaria, mas aparentemente fiz mal.
sry. do i really make you half of you?
20.8.04
18.8.04
é um pouco torturante ser lembrado todo dia de uma comemoração que você não poderá ir, embora queira muito e a presença de seus amigos seja garantida. ver em todos os lugares que tal festa existe, mas não para você. como se o mundo se fechasse num casulo florido, onde todas as cores do arco íris brilhassem dentro dele, e você ficasse do lado de fora, usando suas roupas aparentemente sem graça, seu cabelo aparentemente despenteado, sua barba aparentemente mal-feita e sua estima aparentemente baixa.
então você para e fica a olhar para o chão, como se contemplar os pés fosse mais importante do que as estrelas, e o passado volta correndo e te dá um tapinha nas costas. "e aí? sentiu minha falta?". você olha-o, sorri amarelo, mas não quer responder. porque você sabe que o passado é negro e os pensamentos são pesados, como aquela música que você compos muito tempo atrás com esse nome. ou de algo parecido com isso, tanto faz.
você começa a analizar a situação de sua vida atual e percebe que ela está uma bagunça. okay. nem tão bagunçada como já esteve. seu coração está mais calmo devido a uma estabilidade solitária na imensidão de razões de um ulisses. mas, ao mesmo tempo, se divide na decisão de continuar em frente, mesmo porque o caminho que foi escrito é tão ruim - se não pior - que o anterior.
e você volta a ouvir o tunts-tunts-tunts daquela celebração que você não poderá ir. e que talvez aquilo pudesse lhe ajudar um pouco e isso lhe confunde ainda mais. daí você pega seu instrumento, seja ele qual for, e toca uma música. se segue que lembras de seus trabalhos musicais e como existem diversas reclamações veladas dentro de si para consigo mesmo e outras que não pode revelar.
e o que vem a tona são, ainda, algumas certezas sobre a sua vida, sobre o patamar pré-estabelecido de colunas de concreto que as pessoas insistem em tentar quebrar.
"bah". você é simples. isso não vai acontecer.
então você para e fica a olhar para o chão, como se contemplar os pés fosse mais importante do que as estrelas, e o passado volta correndo e te dá um tapinha nas costas. "e aí? sentiu minha falta?". você olha-o, sorri amarelo, mas não quer responder. porque você sabe que o passado é negro e os pensamentos são pesados, como aquela música que você compos muito tempo atrás com esse nome. ou de algo parecido com isso, tanto faz.
você começa a analizar a situação de sua vida atual e percebe que ela está uma bagunça. okay. nem tão bagunçada como já esteve. seu coração está mais calmo devido a uma estabilidade solitária na imensidão de razões de um ulisses. mas, ao mesmo tempo, se divide na decisão de continuar em frente, mesmo porque o caminho que foi escrito é tão ruim - se não pior - que o anterior.
e você volta a ouvir o tunts-tunts-tunts daquela celebração que você não poderá ir. e que talvez aquilo pudesse lhe ajudar um pouco e isso lhe confunde ainda mais. daí você pega seu instrumento, seja ele qual for, e toca uma música. se segue que lembras de seus trabalhos musicais e como existem diversas reclamações veladas dentro de si para consigo mesmo e outras que não pode revelar.
e o que vem a tona são, ainda, algumas certezas sobre a sua vida, sobre o patamar pré-estabelecido de colunas de concreto que as pessoas insistem em tentar quebrar.
"bah". você é simples. isso não vai acontecer.
13.8.04
meu irmão é um fofo. ele acabou de chegar de viagem e, além de trazer o disco que eu havia pedido a ele (o Lifted or the story is in the soil, keep your ear to the ground do Bright Eyes), ainda trouxe outro presentinho: um par de headphones bem bacanas, com uma definição sonora ótima! estou usando-os neste exato momento, escutando bem alto cat power.
meu irmão esteve em londres por agora. ainda aproveitou para dar uma passadinha no país de gales e na espanha, no final da viagem. mas ele disse que o mais curtiu mesmo foi a capital inglesa.
eu fico dizendo que não, mas eu senti muitas saudades dele sim. meu irmão é uma das pessoas mais importantes na minha vida e eu dou graças a deus por ter um cara tão amigo, tão carinhoso, tão inteligente e tão maduro como irmão.
esse post é pra você, maninho: welcome back. :*
meu irmão esteve em londres por agora. ainda aproveitou para dar uma passadinha no país de gales e na espanha, no final da viagem. mas ele disse que o mais curtiu mesmo foi a capital inglesa.
eu fico dizendo que não, mas eu senti muitas saudades dele sim. meu irmão é uma das pessoas mais importantes na minha vida e eu dou graças a deus por ter um cara tão amigo, tão carinhoso, tão inteligente e tão maduro como irmão.
esse post é pra você, maninho: welcome back. :*
10.8.04
ontem, eu fiquei muito nervoso. e talvez, algo na minha vida esteja prestes a acontecer. é como eu estava falando para uma grande amiga, algum dia desses:
- os meses de agosto, setembro e outubro sempre me apresentam coisas novas. não sei se é o clima friozinho, se foram as mudanças que passei no início do ano ou se, simplesmente, são acasos do destino. o fato é que minha vida sempre acontece em agosto, setembro e outubro.
não quero falar mais que isso, porque sei que pode não acontecer. mas não custa ter um pouquinho de esperança, né?
- os meses de agosto, setembro e outubro sempre me apresentam coisas novas. não sei se é o clima friozinho, se foram as mudanças que passei no início do ano ou se, simplesmente, são acasos do destino. o fato é que minha vida sempre acontece em agosto, setembro e outubro.
não quero falar mais que isso, porque sei que pode não acontecer. mas não custa ter um pouquinho de esperança, né?
9.8.04
daqui a pouco estou indo novamente para a puc. para as aulas de desenho industrial que já não me agradam nem um pouco. mas é algo que preciso terminar. preciso ganhar dinheiro, preciso arrumar um emprego, preciso adquirir minha independência financeira.
eu tenho vários problemas e acredito um deles ser o fato que não consigo fazer absolutamente nada se não estou estruturado (ou bem; não é necessariamente a mesma coisa) psicologicamente. ou seja, assuntos do coração. simples assim.
minha cabeça é simples mas meu coração não é. ele desvia dos caminhos óbvios, se complica todo, ajeita as coisas de maneira confusa e desenfreada e corre como nunca sempre. como todo coração de uma pessoa sadia, acredito. mas eu gostaria de dar menos ênfase a meus sentimentos.
eu só me atrapalho por causa deles. quando estou mal não consigo fazer nada, fico deprimido, cabisbaixo, de mal com o mundo, parecendo uma criança que não conseguiu o brinquedo que queria. embora eu esteja tentando mudar isso, forçando-me a cumprir meus compromissos, sejam eles banda, faculdade, trabalho ou cursos. mas, no fundo, não quero fazer nada.
quero é ficar bebendo o dia inteiro, afogando as mágoas em algum bar com algum doido cantando uma música brega alta, quietamente ouvindo uma música no disc man do meu irmão.
e querendo muito chorar mas se contendo.
eu tenho vários problemas e acredito um deles ser o fato que não consigo fazer absolutamente nada se não estou estruturado (ou bem; não é necessariamente a mesma coisa) psicologicamente. ou seja, assuntos do coração. simples assim.
minha cabeça é simples mas meu coração não é. ele desvia dos caminhos óbvios, se complica todo, ajeita as coisas de maneira confusa e desenfreada e corre como nunca sempre. como todo coração de uma pessoa sadia, acredito. mas eu gostaria de dar menos ênfase a meus sentimentos.
eu só me atrapalho por causa deles. quando estou mal não consigo fazer nada, fico deprimido, cabisbaixo, de mal com o mundo, parecendo uma criança que não conseguiu o brinquedo que queria. embora eu esteja tentando mudar isso, forçando-me a cumprir meus compromissos, sejam eles banda, faculdade, trabalho ou cursos. mas, no fundo, não quero fazer nada.
quero é ficar bebendo o dia inteiro, afogando as mágoas em algum bar com algum doido cantando uma música brega alta, quietamente ouvindo uma música no disc man do meu irmão.
e querendo muito chorar mas se contendo.
6.8.04
sempre que leio seus textos fico abalado. não sei exatamente o porque, afinal já se passou bastante tempo desde que desaventuramos nossos corações com nossas brincadeiras de decepção. ainda sinto alguma coisa estranha entrando dentro de mim, como se palavras quase não fossem suficientes para explicar, como a sensação de sentir o cheiro de sua flor favorita, como tremer-se ao escutar sua música favorita.
você me surpreende sempre, cada vez mais, com a qualidade e beleza do que escreve, embora eu consiga vê-la toda ali. as características claras de estramonium, desde a maneira como pensas até seus atos, seu medo extremo para com as coisas.
as vezes eu me pergunto se não estou invadindo sua vida lendo o que publicas, mas é uma preocupação passageira. eu ando fechado para os outros, talvez como nunca estive antes. a convivência alheia está se tornando a cada dia mais insuportável e ao mesmo tempo cada vez mais necessária. engraçado, não? sou um cara de contradições e tão mutável quanto um camaleão.
minhas mudanças não são externas porém. e, acredite ou não, alguma coisa em mim mudou muito de quatro meses para cá. eu agora sou apenas uma parte de algo que ficou para trás dentre os sonhos com vermes. e isso me causa um pouco de medo, de receio, embora eu tente me acalmar com falsas promessas de que vou melhorar e de que a viagem que farei amanhã vai me fazer bem. quem disse, anyway?
eu ainda estou esperando a chan marshall que ainda acho ser você. inclusive, eu iria colocar outro nome ao invés de "chan marshall". era o seu que estaria ali.
as vezes eu me prendo a saudade, as vezes eu me prendo a pensamentos. mas não acredito que seja isso agora. eu finalmente consegui liberar alguns estigmas que estiveram aqui dentro de mim, como escutar uma música do apples in stereo. e essa liberação fez com que eu conseguisse enxergar o que vinha negando desde que as coisas tomaram o rumo que tomaram.
eu te amo muito e eu faria qualquer coisa por você.
talvez isso não deva estar aqui. e eu posso estar outdated. mas meu coração ainda é seu. cuide com carinho dele. e eu me orgulho de ser emocional, eu me orgulho de poder sentir. mas, no momento, tudo que quero é que você possa um dia voltar a sentir a faísca pequena que eu fiz surgir dentro de você.
o que há de errado em querer-te? talvez você não esteja acostumada a isso. talvez você realmente seja gay. talvez você esteja com alguém que lembra minha pessoa em diversos aspectos ou não.
tens um porto-seguro aqui.
você me surpreende sempre, cada vez mais, com a qualidade e beleza do que escreve, embora eu consiga vê-la toda ali. as características claras de estramonium, desde a maneira como pensas até seus atos, seu medo extremo para com as coisas.
as vezes eu me pergunto se não estou invadindo sua vida lendo o que publicas, mas é uma preocupação passageira. eu ando fechado para os outros, talvez como nunca estive antes. a convivência alheia está se tornando a cada dia mais insuportável e ao mesmo tempo cada vez mais necessária. engraçado, não? sou um cara de contradições e tão mutável quanto um camaleão.
minhas mudanças não são externas porém. e, acredite ou não, alguma coisa em mim mudou muito de quatro meses para cá. eu agora sou apenas uma parte de algo que ficou para trás dentre os sonhos com vermes. e isso me causa um pouco de medo, de receio, embora eu tente me acalmar com falsas promessas de que vou melhorar e de que a viagem que farei amanhã vai me fazer bem. quem disse, anyway?
eu ainda estou esperando a chan marshall que ainda acho ser você. inclusive, eu iria colocar outro nome ao invés de "chan marshall". era o seu que estaria ali.
as vezes eu me prendo a saudade, as vezes eu me prendo a pensamentos. mas não acredito que seja isso agora. eu finalmente consegui liberar alguns estigmas que estiveram aqui dentro de mim, como escutar uma música do apples in stereo. e essa liberação fez com que eu conseguisse enxergar o que vinha negando desde que as coisas tomaram o rumo que tomaram.
eu te amo muito e eu faria qualquer coisa por você.
talvez isso não deva estar aqui. e eu posso estar outdated. mas meu coração ainda é seu. cuide com carinho dele. e eu me orgulho de ser emocional, eu me orgulho de poder sentir. mas, no momento, tudo que quero é que você possa um dia voltar a sentir a faísca pequena que eu fiz surgir dentro de você.
o que há de errado em querer-te? talvez você não esteja acostumada a isso. talvez você realmente seja gay. talvez você esteja com alguém que lembra minha pessoa em diversos aspectos ou não.
tens um porto-seguro aqui.
2.8.04
29.7.04
Passei mais um dia com dor de garganta e gripe, em casa, jogando Ragnarok Online o tempo inteiro. É um joguinho viciante esse, mas cansa, pela falta de npcs competentes e de uma história elaborada como nos one-player rpgs.
Se bem que eu quero jogar Final Fantasy XI. Disseram-me que o jogo é um massive multi-player rpg com história densa e npcs cheios de quests interessantes. Quero só ver. Isso sem contar que FINAL FANTASY, porra.
Estou com saudades, porra...
Se bem que eu quero jogar Final Fantasy XI. Disseram-me que o jogo é um massive multi-player rpg com história densa e npcs cheios de quests interessantes. Quero só ver. Isso sem contar que FINAL FANTASY, porra.
Estou com saudades, porra...
28.7.04
como eu queria que respondessem quando falo, mesmo que aparentemente não existam sinais de que uma resposta é necessária. ainda está tudo guardado aqui: as lembranças, o sentimento, as fotos, as palavras, as músicas, o felipe. a gaveta onde estão guardadas as coisas está fechada. a única coisa que eu não consegui trancar na gaveta, teve que ficar no criado mudo. e ela ainda me atordoa todo dia na esperança de que um dia a resposta vai vir, esforço vão de uma mente atormentada.
a saudade me faz lembrar todo dia. todo dia.
a saudade me faz lembrar todo dia. todo dia.
27.7.04
Muse. Enfim, vou falar de Muse. Preparem-se, coloquem os sintos de segurança. Aliás, esse é um conselho que eu deveria dar a eu mesmo, já que eu sempre vou meio contra a onda. Se existe uma onda, é gostar de duas bandas, sendo elas Placebo e o já citado Muse. O Placebo nem merece menção no meu blog, é uma banda bem chatinha e em decadência. Já o Muse é bom. Mas não passa disso.
Existe algo que não me deixa gostar de Muse de maneira alguma. Tudo bem, Matthew é talvez o melhor vocalista da atualidade na música alternativa, as músicas são bem tocadas e, por favor, eles não são cópias do Radiohead - para serem cópias eles precisariam ser muito melhores, então não façam isso com os garotos -, eles tem um pingo de originalidade. Mas então, o que faz com que essa banda não me toque da maneira como outras?
Simples.
Em primeiro lugar, numa comparação forçadíssima, eu diria que eles são tão romanticos (no movimento musical-clássico) quanto um Lizt. Eles enfocam tudo num mesmo sentimento desesperado e "a-beira-da-morte". Mas aí está o erro: tudo. As músicas chegam a soar falsas depois de um tempo, pois não existe fluxo algum de emoções. Não existe uma baladinha simples, um roque and roul ou uma batida eletronica. É tudo épico, grandioso, pretensioso. E depois de um tempo, chega.
Em segundo, voltemos ao "movimento clássico": eles são romanticos. O romanticismo está ultrapasasado. Existem áreas sônicas que eles simplesmente não exploram musicalmente - ainda mais quando se faz a mesma coisa todo disco. Eu aposto que eles são pau-mandado de produtor.
Terceiro: você pode espernear, eu mesmo já disse que não parece, mas é fato - o vocalista da banda imita porque imita o Thom Yorke, do já citado Radiohead. Ele geme, ele grita, ele parece uma criança chorona. Acontece que o Thom Yorke tem uma gran-de vantagem sobre ele: ele criou isso.
Bem, acho que já dei motivos suficientes. Mas eu gosto de Muse. Really.
Existe algo que não me deixa gostar de Muse de maneira alguma. Tudo bem, Matthew é talvez o melhor vocalista da atualidade na música alternativa, as músicas são bem tocadas e, por favor, eles não são cópias do Radiohead - para serem cópias eles precisariam ser muito melhores, então não façam isso com os garotos -, eles tem um pingo de originalidade. Mas então, o que faz com que essa banda não me toque da maneira como outras?
Simples.
Em primeiro lugar, numa comparação forçadíssima, eu diria que eles são tão romanticos (no movimento musical-clássico) quanto um Lizt. Eles enfocam tudo num mesmo sentimento desesperado e "a-beira-da-morte". Mas aí está o erro: tudo. As músicas chegam a soar falsas depois de um tempo, pois não existe fluxo algum de emoções. Não existe uma baladinha simples, um roque and roul ou uma batida eletronica. É tudo épico, grandioso, pretensioso. E depois de um tempo, chega.
Em segundo, voltemos ao "movimento clássico": eles são romanticos. O romanticismo está ultrapasasado. Existem áreas sônicas que eles simplesmente não exploram musicalmente - ainda mais quando se faz a mesma coisa todo disco. Eu aposto que eles são pau-mandado de produtor.
Terceiro: você pode espernear, eu mesmo já disse que não parece, mas é fato - o vocalista da banda imita porque imita o Thom Yorke, do já citado Radiohead. Ele geme, ele grita, ele parece uma criança chorona. Acontece que o Thom Yorke tem uma gran-de vantagem sobre ele: ele criou isso.
Bem, acho que já dei motivos suficientes. Mas eu gosto de Muse. Really.
25.7.04
Hoje tem canvas tocando o primeiro disco inteiro do foo fighters na casa da matriz. Vamos? Será fera!
Acabei de voltar do ensaio da Lírio Branco. A música nova ("ignorar") está ficando muito boa e é a primeira, em muito tempo, a ter só 3 minutos e pouco. Ae! Graças a deus, eu tinha me cansado um pouco de fazer músicas gigantes.
Nada mais por hoje.
Acabei de voltar do ensaio da Lírio Branco. A música nova ("ignorar") está ficando muito boa e é a primeira, em muito tempo, a ter só 3 minutos e pouco. Ae! Graças a deus, eu tinha me cansado um pouco de fazer músicas gigantes.
Nada mais por hoje.
22.7.04
E quando você pensava que alguém tinha mudado, esse alguém te surpreende mostrando que era outro alguém apenas em sua companhia e vestindo a máscara que dizia que você sempre teve. Esse alguém dizia ter medo do que as pessoas pensavam, quando na verdade se escondia sobre textos publicados e, com certeza, na esperança de que você um dia os lesse e entendesse ao menos uma pequena parte dele.
Mas, aos seus olhos, sobraram pouquíssimos sentimentos, sendo um protagonista e um antagonista, quando o que alguém mais queria que você sentisse outrora era o antagônico. O protagonista vigora em sua força e explendor, mas sente falta de quando era da outra maneira, quando herói e mocinho éram um só e andavam de mãos dadas dentro de seu corpo.
Tudo isso apenas por olhar a vastidão de si mesmo e perceber que você nada mais é que mais um. Mas, apesar de tudo, a comunicação vem, e existe o desprecavimento da parte de alguém.
Então, numa breve viagem ao interior, você descobre que a poeira ainda está lá, perto dos feiches de luz, perto do cíclico, perto do neon rosa. E que ainda toca-o profundamente.
Preciso dar mais alguma bandeira? Ou devo ater-me a descoberta tão óbvia e simples feita aqui, de que quem carrega pureza em seu nome finalmente resolveu dar as caras, e possivelmente, o fez pelos motivos já ditos?
A porta está aberta de novo. Quem irá entrar dessa vez?
Mas, aos seus olhos, sobraram pouquíssimos sentimentos, sendo um protagonista e um antagonista, quando o que alguém mais queria que você sentisse outrora era o antagônico. O protagonista vigora em sua força e explendor, mas sente falta de quando era da outra maneira, quando herói e mocinho éram um só e andavam de mãos dadas dentro de seu corpo.
Tudo isso apenas por olhar a vastidão de si mesmo e perceber que você nada mais é que mais um. Mas, apesar de tudo, a comunicação vem, e existe o desprecavimento da parte de alguém.
Então, numa breve viagem ao interior, você descobre que a poeira ainda está lá, perto dos feiches de luz, perto do cíclico, perto do neon rosa. E que ainda toca-o profundamente.
Preciso dar mais alguma bandeira? Ou devo ater-me a descoberta tão óbvia e simples feita aqui, de que quem carrega pureza em seu nome finalmente resolveu dar as caras, e possivelmente, o fez pelos motivos já ditos?
...e depois de muito tempo...
A porta está aberta de novo. Quem irá entrar dessa vez?
20.7.04
Acabei de voltar da maldita. Não foi tão boa quanto a outra, mas foi proveitosa. Fez-me perceber que a casa da matriz me recorda tantas coisas! Desde boas até ruins. Quando a favela hype ainda era na sala que hoje se encontra a sala de vídeo. Quando as pessoas que frequentavam a casa da matriz eram outras e o clima era de relativa novidade para mim, que estava cada dia mais conhecendo pessoas novas e aquilo tudo ainda era supreendendente.
Lembro-me de um dia em que o sofá da sala onde localiza-se a favela hype hoje em dia foi coroado com uma série de carícias. Lembro-me de outro onde a pista de dança nunca viu casal tão unido por diversas situações. Lembro-me da antiga lojinha vendo discussões e pessoas querendo que eu me retirasse da casa por estar com o espírito quente.
Ah, a casa da matriz. Tantas lembranças, tantas coisas, em tão pouco tempo! Terei eu coragem e saco de frequentar aquele lugar tão assíduamente por mais tempo, vendo sempre as mesmas pessoas e conhecendo (praticamente) ninguém novo?
O ano passado foi bom. Esse ano, com tudo que está acontecendo, está sendo BEN pior.
E agora, repito um post do ano passado, mais ou menos da mesma época, só que, agora, com um pequeno ajuste:
2004 será um ano muito solitário para mim
2004 will be a very lonely year to me
(/interna)
Lembro-me de um dia em que o sofá da sala onde localiza-se a favela hype hoje em dia foi coroado com uma série de carícias. Lembro-me de outro onde a pista de dança nunca viu casal tão unido por diversas situações. Lembro-me da antiga lojinha vendo discussões e pessoas querendo que eu me retirasse da casa por estar com o espírito quente.
Ah, a casa da matriz. Tantas lembranças, tantas coisas, em tão pouco tempo! Terei eu coragem e saco de frequentar aquele lugar tão assíduamente por mais tempo, vendo sempre as mesmas pessoas e conhecendo (praticamente) ninguém novo?
O ano passado foi bom. Esse ano, com tudo que está acontecendo, está sendo BEN pior.
E agora, repito um post do ano passado, mais ou menos da mesma época, só que, agora, com um pequeno ajuste:
2004 será um ano muito solitário para mim
2004 will be a very lonely year to me
(/interna)
18.7.04
Essa música vai para uma amiga minha. Uma amiga realmente querida. E uma amiga que realmente precisa dessa mensagem.
Olha lá quem vem do lado oposto
e vem sem gosto de viver
Olha lá os que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo
mas não deixa ninguém ver
Por que será ?
Eu que já não sou assim
muito de ganhar
junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.
Nós somos vencedores, menina. Vencedores.
:*
Estarei sempre com você. Por mais que você possa nunca vir a ler esse post.
Olha lá quem vem do lado oposto
e vem sem gosto de viver
Olha lá os que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo
mas não deixa ninguém ver
Por que será ?
Eu que já não sou assim
muito de ganhar
junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.
los hermanos - o vencedor
Nós somos vencedores, menina. Vencedores.
:*
Estarei sempre com você. Por mais que você possa nunca vir a ler esse post.
17.7.04
Voltando do show do Los Hermanos, alguns pensamentos me vieram a cabeça, mas o principal foi esse:
- Que saudade da época do bloco!
O show foi bom, mas eu me senti um estranho lá. Como se a banda que um dia me fez pular não estivesse mais lá, como se os meus amigos que compartilharam aquela época comigo não existissem. Como se eu fosse outro, vestido em outras roupas. Porém, sentindo as mesmas coisas - as músicas dos Hermanos ainda me tocam. Principalmente as do bloco. Ai, ai...
Outras considerações: é muito triste que pessoas próximas a você queiram tanto se afastar que o retiram até da sua lista de fãs no orkut. Eu não deveria ligar para essas coisas, mas isso não me deixa acreditar o contrário: eu devo estar me tornando apenas "mais um". Aquele tipo de pessoa que entra na sua vida na hora que você precisa aprender algo com ela e, quando isso acontece, ela se esvai. É como um copo de cerveja. Gelado, gostoso no início, quente no final e sem gostinho de "quero mais". Apenas a lembrança do gelado o faz pedir outra. Mas aí ja é outra cerveja.
Meus pensamentos são minimalistas como eu sou.
Amanhã postarei a letra de uma das músicas novas da Lírio Branco. Estou ansioso: a música ficou legal e, depois de muito tempo, pequena. Fazia tempo que não conseguia fazer uma música de três minutos.
Até. Estou sem palavras por agora.
- Que saudade da época do bloco!
O show foi bom, mas eu me senti um estranho lá. Como se a banda que um dia me fez pular não estivesse mais lá, como se os meus amigos que compartilharam aquela época comigo não existissem. Como se eu fosse outro, vestido em outras roupas. Porém, sentindo as mesmas coisas - as músicas dos Hermanos ainda me tocam. Principalmente as do bloco. Ai, ai...
Outras considerações: é muito triste que pessoas próximas a você queiram tanto se afastar que o retiram até da sua lista de fãs no orkut. Eu não deveria ligar para essas coisas, mas isso não me deixa acreditar o contrário: eu devo estar me tornando apenas "mais um". Aquele tipo de pessoa que entra na sua vida na hora que você precisa aprender algo com ela e, quando isso acontece, ela se esvai. É como um copo de cerveja. Gelado, gostoso no início, quente no final e sem gostinho de "quero mais". Apenas a lembrança do gelado o faz pedir outra. Mas aí ja é outra cerveja.
Meus pensamentos são minimalistas como eu sou.
Amanhã postarei a letra de uma das músicas novas da Lírio Branco. Estou ansioso: a música ficou legal e, depois de muito tempo, pequena. Fazia tempo que não conseguia fazer uma música de três minutos.
Até. Estou sem palavras por agora.
13.7.04
Idéias Malucas III:
As vezes eu tenho vontade de sair escrevendo tudo nesse blog. Tudo que realmente penso, tudo que realmente sinto, parar de vez de florear minhas palavras com metáforas bonitinhas que só eu entendo. Afinal, o que é o bom escritor? Não é aquele que consegue escrever o que todos conseguem entender? Ao menos, para mim sempre foi assim. Não que eu seja um bom escritor (at all) mas eu me esforço. Gostaria muito, também, de escrever um livro, mas isso é tópico para outro "idéias malucas".
Será que devo escrever, então, tudo que realmente quero? É cada vez mais difícil poder se expressar por aqui. Ao contrário de mim, muitas pessoas dão importancia extrema ao que escrevem sobre elas e a internet. Eu descobri que muitos lêem meu blog também, mesmo estando os comentários quase sempre vazios. Por que poucos comentam? Pode ser que a maioria não tenha nada a dizer, mas mesmo assim, é estranha a sensação quando uma pessoa vira para você e lhe diz que não gostou de seu ultimo post.
Acabei de esbarrar, mais uma vez, no problema da ambiguidade: vejam bem, não estou falando de ninguém específico no último parágrafo, como pode certamente parecer. Estou apenas mostrando um descontentamento em não poder falar o que realmente penso no meu espaço por simples capricho de outras pessoas. E eu não sou tão corajo, nem muito menos babaca, a ponto de expor as pessoas se elas simplesmente não querem.
Mas eu gostaria que meu blog pudesse voltar a ser o que era quando se chamava "Cada dia que passa, você está um dia mais morto" ou algo assim. Era um blog muito exclusivo, sem comentários, onde eu sabia que apenas duas pessoas liam - Luiz e Bela. Se bem que, naquela época, eu conhecia bem menos pessoas do que conheço hoje e tinha vivido bem menos coisas.
Então, como todo Idéias Malucas termina com uma pergunta, aqui vai:
- Devo escrever o que realmente penso sobre todos e não usar fru-frus de linguagem para esconder as coisas?
***
Cara, por que toda maldita é sempre foda? Essa ultima então, foi uma loucura só. Valeu muito a pena - e olha que eu estava com pouquíssimo dinheiro.
Até breve.
As vezes eu tenho vontade de sair escrevendo tudo nesse blog. Tudo que realmente penso, tudo que realmente sinto, parar de vez de florear minhas palavras com metáforas bonitinhas que só eu entendo. Afinal, o que é o bom escritor? Não é aquele que consegue escrever o que todos conseguem entender? Ao menos, para mim sempre foi assim. Não que eu seja um bom escritor (at all) mas eu me esforço. Gostaria muito, também, de escrever um livro, mas isso é tópico para outro "idéias malucas".
Será que devo escrever, então, tudo que realmente quero? É cada vez mais difícil poder se expressar por aqui. Ao contrário de mim, muitas pessoas dão importancia extrema ao que escrevem sobre elas e a internet. Eu descobri que muitos lêem meu blog também, mesmo estando os comentários quase sempre vazios. Por que poucos comentam? Pode ser que a maioria não tenha nada a dizer, mas mesmo assim, é estranha a sensação quando uma pessoa vira para você e lhe diz que não gostou de seu ultimo post.
Acabei de esbarrar, mais uma vez, no problema da ambiguidade: vejam bem, não estou falando de ninguém específico no último parágrafo, como pode certamente parecer. Estou apenas mostrando um descontentamento em não poder falar o que realmente penso no meu espaço por simples capricho de outras pessoas. E eu não sou tão corajo, nem muito menos babaca, a ponto de expor as pessoas se elas simplesmente não querem.
Mas eu gostaria que meu blog pudesse voltar a ser o que era quando se chamava "Cada dia que passa, você está um dia mais morto" ou algo assim. Era um blog muito exclusivo, sem comentários, onde eu sabia que apenas duas pessoas liam - Luiz e Bela. Se bem que, naquela época, eu conhecia bem menos pessoas do que conheço hoje e tinha vivido bem menos coisas.
Então, como todo Idéias Malucas termina com uma pergunta, aqui vai:
- Devo escrever o que realmente penso sobre todos e não usar fru-frus de linguagem para esconder as coisas?
***
Cara, por que toda maldita é sempre foda? Essa ultima então, foi uma loucura só. Valeu muito a pena - e olha que eu estava com pouquíssimo dinheiro.
Até breve.
10.7.04
idéias malucas parte II:
Vem me ocorrendo já tem uns anos fazer um disco inteiramente solo, com músicas pop - violão, guitarra, baixo, bateria - apenas pelo gosto de tocar músicas legais, com melodias bonitas e simples. Nada de fru-frus experimentais e presunçosos (como é de meu feitio), apenas música de violão.
Eu tocaria todos os instrumentos do álbum - e, quem sabe, até me arriscaria a tocar teclado numa música que fiz. Seria um disco gostoso de escutar, daqueles que a gente coloca numa festa, ou mesmo então, daqueles que a gente quer escutar para se sentir bem. Músicas leves, como um Ben Kweller ou um Sondre Lerche fazem.
Já cheguei a pensar em vários conceitos para um disco e já cheguei a colocar em prática um projetinho experimental solo chamado Trigger Cap (nome horrível, não?), mas esse cd nada teria a ver com isso. Seria apenas (soft) rock. Não como um The Calling da vida, e sim, como "música boa feita para qualquer hora".
Meus únicos receios de gravar um disco desse são que talvez eu não consiga tocar bateria direito (embora eu tenha praticado e a bateria que penso para tal projeto seja extremamente minimista), que eu gaste muito dinheiro e que a gravação fique uma porcaria (como, geralmente, gravações independentes são).
O tema principal seria, obviamente, músicas de amor, mas não a visão amarga que tenho imprimido sempre na Lírio Branco - seriam amores bem sucedidos, daqueles "e eles viveram felizes para sempre". Aquele tipo de sentimento que todo mundo quer ter, todo mundo que ouvir, mas que realmente ninguém tem.
Já cheguei até a pensar em mesclar algumas coisas que tivessem a ver com "sol" e "calor", já que um amor bem sucedido, ao meu ver, aquece o corpo e o espírito e nos eleva a um estado especial, sendo esse estado quase impossível de passar para o papel. Existem poucas músicas em que eu realmente tenha conseguido isso e - ironicamente - as fiz quando estava no fundo do poço.
Essa empreitada também seria uma maneira de fugir um pouco das influências claras de My Bloody Valentine e Bright Eyes que a Lírio Branco vem mostrando ultimamente. Além, é óbvio, do tema corriqueiro do "choro", onde em (quase) todas as músicas têm o verbo "chorar" no meio. Tem até uma música que se chama "chorar"!
Ah, e eu não chamaria o disco de "Felipe Fortes". Não gosto. Eu criaria um pseudônimo, tipo Phillip Puddle (tá, foi um péssimo exemplo, mas é que gosto muito da idéia de duas letras iguais no início do nome/sobrenome).
Devo tentar?
Vem me ocorrendo já tem uns anos fazer um disco inteiramente solo, com músicas pop - violão, guitarra, baixo, bateria - apenas pelo gosto de tocar músicas legais, com melodias bonitas e simples. Nada de fru-frus experimentais e presunçosos (como é de meu feitio), apenas música de violão.
Eu tocaria todos os instrumentos do álbum - e, quem sabe, até me arriscaria a tocar teclado numa música que fiz. Seria um disco gostoso de escutar, daqueles que a gente coloca numa festa, ou mesmo então, daqueles que a gente quer escutar para se sentir bem. Músicas leves, como um Ben Kweller ou um Sondre Lerche fazem.
Já cheguei a pensar em vários conceitos para um disco e já cheguei a colocar em prática um projetinho experimental solo chamado Trigger Cap (nome horrível, não?), mas esse cd nada teria a ver com isso. Seria apenas (soft) rock. Não como um The Calling da vida, e sim, como "música boa feita para qualquer hora".
Meus únicos receios de gravar um disco desse são que talvez eu não consiga tocar bateria direito (embora eu tenha praticado e a bateria que penso para tal projeto seja extremamente minimista), que eu gaste muito dinheiro e que a gravação fique uma porcaria (como, geralmente, gravações independentes são).
O tema principal seria, obviamente, músicas de amor, mas não a visão amarga que tenho imprimido sempre na Lírio Branco - seriam amores bem sucedidos, daqueles "e eles viveram felizes para sempre". Aquele tipo de sentimento que todo mundo quer ter, todo mundo que ouvir, mas que realmente ninguém tem.
Já cheguei até a pensar em mesclar algumas coisas que tivessem a ver com "sol" e "calor", já que um amor bem sucedido, ao meu ver, aquece o corpo e o espírito e nos eleva a um estado especial, sendo esse estado quase impossível de passar para o papel. Existem poucas músicas em que eu realmente tenha conseguido isso e - ironicamente - as fiz quando estava no fundo do poço.
Essa empreitada também seria uma maneira de fugir um pouco das influências claras de My Bloody Valentine e Bright Eyes que a Lírio Branco vem mostrando ultimamente. Além, é óbvio, do tema corriqueiro do "choro", onde em (quase) todas as músicas têm o verbo "chorar" no meio. Tem até uma música que se chama "chorar"!
Ah, e eu não chamaria o disco de "Felipe Fortes". Não gosto. Eu criaria um pseudônimo, tipo Phillip Puddle (tá, foi um péssimo exemplo, mas é que gosto muito da idéia de duas letras iguais no início do nome/sobrenome).
Devo tentar?
7.7.04
Eu estou muito insatisfeito comigo mesmo. Estou insatisfeito com tudo. O que posso fazer para melhorar? O que posso fazer para aparecer. Começo a achar que certas coisas já não têm mais espaço em minha vida e que preciso retirá-las para dar espaço para outras. Mas complica mesmo quando até o que você achava que fazia bem parece-lhe insuficiente, fraco, apagado.
Am I fadding away?
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