são 4:10 da manhã. e as palavras parecem fugir. como crianças de 10 anos de idade, correndo e gritando, hiperativas e hipersensíveis. os símbolos olham para mim, dão risada, botam a língua para fora, fazem caretas como se dissessem "você não me pega! lá lá lá lá lá!".
a letra "Q" parece gozar-me infinitamente. estica o rabinho, ora comprido, ora curtinho, ora cruzando sua barriguinha, ora riscando-se animadamente. ainda fica a brincar com o fonema de sua própria personalidade; "o que?" "o que?". solta gritinhos de prazer ao ver que não consigo domá-la ou entendê-la. e vai embora cantarolando, definindo todas as famílias tipográficas do planeta terra.
e agora, o que faço? o assunto fugiu-me. uma palavra em caixa-alta deu a meia volta e foi assombrar os sonhos de alguém que não eu. que palavra? TEMA. ela saiu andando com suas perninhas, toda desengonçada, chegava a ser engraçado de ver. mas ela fugiu.
meu companheiro agora é a calma, embora eu não esteja tão calmo assim. mas a calma, com seus dois "a"s, fica a cantar canções para apaziguar meu espírito.
foge-me de novo. o TEMA está começando a me chatear. desengonçado, mas corre pra burro!
quer saber? eu preciso é de um cigarro.
da-me um cigarro?
não.
me da um cigarro.
12.12.03
10.12.03
Estou preocupado com o quesito saúde ultimamente. Bem, sempre fui muito displicente com meu corpo e agora ele está mostrando sinais de desgaste. E está reclamando.
Bem, primeiramente venho tendo uns lapsos de memória preocupantes - de não me lembrar de coisas que fiz no dia anterior. Isso não me acontecia a bastante tempo e dessa vez não estou sob o efeito de nenhuma substancia psicoativa. Minha mãe disse ser stress e que ela passa por isso.
Segundo que um dente meu está me incomodando. Não é dor per say, e sim, incômodo, como se estivesse algo errado ali. Não é cárie, não é cizo (não tenho na arcada superior)... meus dentes devem estar deslocando-se estranhamente e contra minha vontade. Eu preciso procurar um dentista.
Terceiro, que minhas costas e pescoço estão doendo. Não é nada que eu nunca tivesse tido antes, sempre reclamei de dores, mas é sempre chato senti-las. Mas esse é o menor de meus problemas.
Não tenho mais nada para falar hoje.
Fiquem com Deus. Pffff.
Bem, primeiramente venho tendo uns lapsos de memória preocupantes - de não me lembrar de coisas que fiz no dia anterior. Isso não me acontecia a bastante tempo e dessa vez não estou sob o efeito de nenhuma substancia psicoativa. Minha mãe disse ser stress e que ela passa por isso.
Segundo que um dente meu está me incomodando. Não é dor per say, e sim, incômodo, como se estivesse algo errado ali. Não é cárie, não é cizo (não tenho na arcada superior)... meus dentes devem estar deslocando-se estranhamente e contra minha vontade. Eu preciso procurar um dentista.
Terceiro, que minhas costas e pescoço estão doendo. Não é nada que eu nunca tivesse tido antes, sempre reclamei de dores, mas é sempre chato senti-las. Mas esse é o menor de meus problemas.
Não tenho mais nada para falar hoje.
Fiquem com Deus. Pffff.
9.12.03
Por que as pessoas insistem em colocar comentários anônimos no meu blog? Isso cansa tanto. Vocês tem medo de que? De que eu vá machucá-las? Isso é impossível, não sou esse tipo de cara.
Vocês não querem se revelar por que se escondem como amigos na "vida real"? Se são assim, não são meus amigos. Amigos são aquelas pessoas verdadeiras.
Se escondem por que esperam voltar a falar comigo um dia? Então, é desnecessário esse tipo de comentário.
Comentem, sim. Mas não no anonimato.
Vocês não querem se revelar por que se escondem como amigos na "vida real"? Se são assim, não são meus amigos. Amigos são aquelas pessoas verdadeiras.
Se escondem por que esperam voltar a falar comigo um dia? Então, é desnecessário esse tipo de comentário.
Comentem, sim. Mas não no anonimato.
5.12.03
Meu blog está prestes a completar 2 anos...
É a primeira vez que consigo manter algo tão atualizado por tanto tempo. Começou apenas como um diário fechado onde apenas dois amigos meus liam (Luiz e Bela) e não tinha nem comentários. Depois, comecei a brincar com o template - coloquei um bannerzinho aqui, uns comentarios acolá... fui testando minhas capacidades aos poucos. O blog já sofreu uma mudança radical de template e uma mudança de endereço também.
Estava notando, também, como mudei nesse tempo todo. Antigamente as coisas eram mais simples. Os problemas eram menores... sim, sou saudosista e nostálgico.
Eu acho que preciso dar de presente ao meu blog alguma coisa. Afinal, são dois anos postando quase todo dia. Talvez uma nova roupagem, talvez incluir mais amigos, talvez falar de outras coisas mais abrangentes. Não sei. Mas eu gostaria que vocês desses sugestões.
Dois anos de... "cada dia que passa você está um dia mais morto" "ég gáf ykkur von sen varð að vonbriðum..." "popplagið" e "rokklagið". Estou me sentindo antigo.
Agora com a febre dos fotologs, os blogs estão, obviamente, fadados a decadencia. Mas eu vou continuar o meu enquanto puder. Ele é meu maior exercício de escrita. Aprendi a escrever muito melhor por causa desse sitezinho aqui, acreditem. E também, criei alguns amigos que prezo muito através de blogs.
http://starphaser.blogspot.com/ e http://popplagid.blogspot.com/ : obrigado. :)
É a primeira vez que consigo manter algo tão atualizado por tanto tempo. Começou apenas como um diário fechado onde apenas dois amigos meus liam (Luiz e Bela) e não tinha nem comentários. Depois, comecei a brincar com o template - coloquei um bannerzinho aqui, uns comentarios acolá... fui testando minhas capacidades aos poucos. O blog já sofreu uma mudança radical de template e uma mudança de endereço também.
Estava notando, também, como mudei nesse tempo todo. Antigamente as coisas eram mais simples. Os problemas eram menores... sim, sou saudosista e nostálgico.
Eu acho que preciso dar de presente ao meu blog alguma coisa. Afinal, são dois anos postando quase todo dia. Talvez uma nova roupagem, talvez incluir mais amigos, talvez falar de outras coisas mais abrangentes. Não sei. Mas eu gostaria que vocês desses sugestões.
Dois anos de... "cada dia que passa você está um dia mais morto" "ég gáf ykkur von sen varð að vonbriðum..." "popplagið" e "rokklagið". Estou me sentindo antigo.
Agora com a febre dos fotologs, os blogs estão, obviamente, fadados a decadencia. Mas eu vou continuar o meu enquanto puder. Ele é meu maior exercício de escrita. Aprendi a escrever muito melhor por causa desse sitezinho aqui, acreditem. E também, criei alguns amigos que prezo muito através de blogs.
http://starphaser.blogspot.com/ e http://popplagid.blogspot.com/ : obrigado. :)
3.12.03
Tive uns sonhos estranhos enquanto tirava um cochilo, hoje, esperando minha mãe terminar de usar o mac do meu irmão para que eu pudesse roubar o teclado dele. Foi quase um devaneio em imaginar como seria a música folclórica da Croácia. Também teve algo a ver com algumas pessoas que vivem em minha vida. Mas, por não escrever na hora em que acordei, perdi quase tudo que tinha sonhado. Droga.
Está um calor dos diabos ultimamente. Meu quarto está todo fechado e eu estou quase me arriscando a ligar meu ar condicionado podre novamente. Se bem que, da ultima vez que fiz isso, fiquei com a respiração fodida por um tempo. Hmmm.
Ontem teve a, até agora, melhor maldita do Ano: EMBATE TYLENOL vs. LANCHES. Tudo que posso dizer é que o score saiu EMPATADO. todos mandaram bem pra kct.
Esses dias estão sendo atarefados e inesperadamente bons. Mas eu preciso me organizar melhor.
bem, é isso.
Sinto que esse blog está cada vez mais as moscas...
Está um calor dos diabos ultimamente. Meu quarto está todo fechado e eu estou quase me arriscando a ligar meu ar condicionado podre novamente. Se bem que, da ultima vez que fiz isso, fiquei com a respiração fodida por um tempo. Hmmm.
Ontem teve a, até agora, melhor maldita do Ano: EMBATE TYLENOL vs. LANCHES. Tudo que posso dizer é que o score saiu EMPATADO. todos mandaram bem pra kct.
Esses dias estão sendo atarefados e inesperadamente bons. Mas eu preciso me organizar melhor.
bem, é isso.
Sinto que esse blog está cada vez mais as moscas...
28.11.03
Da minha casa antiga, de conexão discada. Bagunça, um box velho de free lights servindo de cinzeiro e um banho tomado depois de uma masturbação.
Vida como sinônimo de bagunça e cansaço. Primeira vez que esses sentimentos vêm à tona. Carma comprado não requerido. Incerteza mas agora sem se preocupar tanto.
The For Carnation no som do computador. Lentidão.
Cerveja mais tarde, quem sabe.
Vida como sinônimo de bagunça e cansaço. Primeira vez que esses sentimentos vêm à tona. Carma comprado não requerido. Incerteza mas agora sem se preocupar tanto.
The For Carnation no som do computador. Lentidão.
Cerveja mais tarde, quem sabe.
26.11.03
Mudanças
Meu fotolog mudou. Transformei-o num fotolog conceitual. Provavelmente, mudarei o nome dele também. Vocês provavelmente ainda não perceberam qual é o conceito por trás dele, afinal, eu tive essa idéia apenas duas fotos atrás. Mas é um conceito bem simples de ser explicado.
São histórias que me vem no momento em que coloco os olhos em alguma coisa. Eu penso num objeto, numa cena, num desenho, coloco-o como foto e faço um pequeno conto sobre a idéia que aquilo me trás momentaneamente. Sendo que o enfoque será, na maioria das vezes, a relação entre seres humanos, a diferença entre eles, o trabalho... bem. Vamos colocar dessa maneira: Relação Social + Objeto = be careful when you land on the moon...
Claro, não pararei de colocar meus desenhos assim que puder. E eles estarão livres desse conceito (afinal, desenho é desenho e não se discute mais isso :b).
Morris
Já está no ar o protótipo de webcomic para projeto 2. Se vocês quiserem dar uma olhada, está situado em MorrisComic.cjb.net.
Postem no fórum!
Beijinhos a todos.
Meu fotolog mudou. Transformei-o num fotolog conceitual. Provavelmente, mudarei o nome dele também. Vocês provavelmente ainda não perceberam qual é o conceito por trás dele, afinal, eu tive essa idéia apenas duas fotos atrás. Mas é um conceito bem simples de ser explicado.
São histórias que me vem no momento em que coloco os olhos em alguma coisa. Eu penso num objeto, numa cena, num desenho, coloco-o como foto e faço um pequeno conto sobre a idéia que aquilo me trás momentaneamente. Sendo que o enfoque será, na maioria das vezes, a relação entre seres humanos, a diferença entre eles, o trabalho... bem. Vamos colocar dessa maneira: Relação Social + Objeto = be careful when you land on the moon...
Claro, não pararei de colocar meus desenhos assim que puder. E eles estarão livres desse conceito (afinal, desenho é desenho e não se discute mais isso :b).
Morris
Já está no ar o protótipo de webcomic para projeto 2. Se vocês quiserem dar uma olhada, está situado em MorrisComic.cjb.net.
Postem no fórum!
Beijinhos a todos.
24.11.03
http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI219304-EI1267,00.html
A decadência está expressa nesse endereço.
A decadência está expressa nesse endereço.
23.11.03
22.11.03
21.11.03
Enfim, minha menina favorita fechou seu blog. Sentirei falta de seus escritos bem escrivinhados. Tudo que temos agora é seu fotolog (que não deixa de ser melhor que a maioria dos fotologs das redondezas...).
Mesmo assim, ainda sinto falta da maneira como dona Stardust costumava escrever sobre suas coisas em seu blog. Eu gostaria que ela pudesse mudar sua imagem em seu blog - embora isso seja realmente dificil.
Isso me faz pensar: qual imagem que as pessoas que lêem esse blog têm de mim? Já escutei que sou mal-caráter, que sou volúvel, que sou triste, que não mereço a companhia. Bem. Deixem comentários. Quero ouvir até de pessoas que não falam mais comigo mas que sei que ainda entram aqui. Por que eu sei? Eu só sei.
***
Acabei de voltar do show onde trabalhei como roadie - ajudei a meus amigos do Ashtar. O show foi totalmente fera.
Adivinhem qual foi meu pagamento... Bebidinhas de graça - muita cerveja e muito uísquinho.
Ha ha.
Até breve.
Mesmo assim, ainda sinto falta da maneira como dona Stardust costumava escrever sobre suas coisas em seu blog. Eu gostaria que ela pudesse mudar sua imagem em seu blog - embora isso seja realmente dificil.
Isso me faz pensar: qual imagem que as pessoas que lêem esse blog têm de mim? Já escutei que sou mal-caráter, que sou volúvel, que sou triste, que não mereço a companhia. Bem. Deixem comentários. Quero ouvir até de pessoas que não falam mais comigo mas que sei que ainda entram aqui. Por que eu sei? Eu só sei.
Acabei de voltar do show onde trabalhei como roadie - ajudei a meus amigos do Ashtar. O show foi totalmente fera.
Adivinhem qual foi meu pagamento... Bebidinhas de graça - muita cerveja e muito uísquinho.
Ha ha.
Até breve.
20.11.03
Alice in Chains - Over Now
Yeah, it's over now
But i can breathe somehow
When it's all worn out
I'd rather go without
You know it's been on my mind
Could you stand right here
Look me straight in the eye and say
That it's over now
We pay our debt sometime
Well it's over now
Yet i can see somehow
When it's all gone wrong
It's hard to be so strong
We pay our debt sometime
Guess it's over now
I seem alive somehow
When it's out of sight
Just wait and do your time
You know it's been on my mind
Could i stand right here
Look myself in the eyes, and say
That it's over now
We pay our debt sometime
- Essa música é maravilhosa. Revival grunge detected.
Yeah, it's over now
But i can breathe somehow
When it's all worn out
I'd rather go without
You know it's been on my mind
Could you stand right here
Look me straight in the eye and say
That it's over now
We pay our debt sometime
Well it's over now
Yet i can see somehow
When it's all gone wrong
It's hard to be so strong
We pay our debt sometime
Guess it's over now
I seem alive somehow
When it's out of sight
Just wait and do your time
You know it's been on my mind
Could i stand right here
Look myself in the eyes, and say
That it's over now
We pay our debt sometime
- Essa música é maravilhosa. Revival grunge detected.
18.11.03
Ah, as vantagens de morar no Rio de Janeiro...
Ontem, um rapaz subiu ao palco do ballroom, convidado da banda (ou seria trupe?) Orquestra Imperial. Seu nome era Marcelo Camelo. Seu amigo de banda, Rodrigo Amarante, deu-lhe um abraco assim que entrou no palco e o resto da banda comecou a desferir os acordes da musica que este ilustre convidado iria cantar.
"Cara Valente" foi ouvida. Mas desta vez, nao pela voz de sua interprete, Maria Rita. E sim, pela voz de seu compositor e mentor, Marcelo Camelo. Junto da voz rasgada, de fundo, de seu hermano ruivo.
***
Agora, uma coisinha: por que raios veneram o Jorge Mautner? Aquele cara canta mal, toca violino mal e sua presenca de palco me lembra um idoso com artrite. Eu achei que, a qualquer momento, ele poderia ter um ataque do coracao no palco. Mas isso sou eu.
***
Ja chega por hoje. Esta um calor infernal. Nao estou conseguindo nem raciocinar direito. E eu odeio quando essas coisas acontecem... Por que raios eu nao moro na Islandia?
Ontem, um rapaz subiu ao palco do ballroom, convidado da banda (ou seria trupe?) Orquestra Imperial. Seu nome era Marcelo Camelo. Seu amigo de banda, Rodrigo Amarante, deu-lhe um abraco assim que entrou no palco e o resto da banda comecou a desferir os acordes da musica que este ilustre convidado iria cantar.
"Cara Valente" foi ouvida. Mas desta vez, nao pela voz de sua interprete, Maria Rita. E sim, pela voz de seu compositor e mentor, Marcelo Camelo. Junto da voz rasgada, de fundo, de seu hermano ruivo.
Agora, uma coisinha: por que raios veneram o Jorge Mautner? Aquele cara canta mal, toca violino mal e sua presenca de palco me lembra um idoso com artrite. Eu achei que, a qualquer momento, ele poderia ter um ataque do coracao no palco. Mas isso sou eu.
Ja chega por hoje. Esta um calor infernal. Nao estou conseguindo nem raciocinar direito. E eu odeio quando essas coisas acontecem... Por que raios eu nao moro na Islandia?
17.11.03
Then i come in, they go mad, hit my nose and hit my back, break me every single bone, throw me out just like a stone. It's the corner. it's the dress, small the town and big the mess, that I cause with every step, but still I walk, nonetheless. They're skipping backwards, they're thrashing days, is that all they're believing in? Smash my head
to make it spin. It won't change so come with me, just with your eyes I will see. just with your arms I can hold, and keep away them dump and cold.
to make it spin. It won't change so come with me, just with your eyes I will see. just with your arms I can hold, and keep away them dump and cold.
the notwist - trashing days
13.11.03
As quatro estações de Vivaldi
A bola de neve já explodiu e agora os problemas estão derretendo como gelo numa tarde quente de verão. Houve um tempo em que achei que sempre continuaríamos no passado inverno, onde a bola de never continuaria a permanecer, mesmo estando desfalecida sob uma árvore de galhos mortos, suplicando por sol e calor. Agora não mais. O gelo está derretendo, o sol está aparecendo e, por mais que isso possa trazer algumas consequências que ainda não têm solução, brevemente tudo estará florido, quando chegar a primavera.
Mas a estação pela qual eu realmente espero é o outono. Onde as árvores amadurencem, as primeiras nuvens chegam, as folhas envelhecidas caem e o ar grita inteligentemente o que está por vir. Dessa vez eu deveria escutar o ar. Seu grito murmurado nos fala muito mais do que o calor exuberante do verão, muito mais do que a beleza doce da primavera e muito mais que o baque violento do inverno.
O outono é a estação da reflexão, dos pensamentos, do clima ameno, da concretização e amadurecimento de todos os seres vivos. É o momento onde nos preparamos para as viscissitudes, onde nos armamos para o caos que está por vir.
Muitas pessoas nunca passaram por um outono. Mal sabem o que estão perdendo. Nunca pararam para escutar o ar. Nunca pararam para observar a beleza marrom e verde-musgo sincera. Nunca perceberam a beleza de pensar. E ainda acham que a maturidade vem com o florescer. Se enganam. Maturidade vem com a realização do ciclo, com o preparo e com a ponderação. O outono demonstra justamente isso. Ponderação, pensamentos, lamentos felizes, esperança.
Como eu queria que sempre fosse outono. Estamos entrando no verão e está na hora de escutar o sol. Mas o sol nunca passa do razo. Ele não tem nada além de um calor razo. Discordem de mim, falem o que quiser. A estação primordialmente perfeita chama-se outono.
Será que, apesar de estarmos entrando no verão, as pessoas estão entrando num estado de espírito outunal? Realmente espero isso. Espero sinceramente que todos possamos achar as respostas, que possamos refletir, que possamos nos preparar para qualquer um dos infortúnios que as outras estações venham nos pregar. Por melhores ou piores que sejam.
A bola de neve já explodiu e agora os problemas estão derretendo como gelo numa tarde quente de verão. Houve um tempo em que achei que sempre continuaríamos no passado inverno, onde a bola de never continuaria a permanecer, mesmo estando desfalecida sob uma árvore de galhos mortos, suplicando por sol e calor. Agora não mais. O gelo está derretendo, o sol está aparecendo e, por mais que isso possa trazer algumas consequências que ainda não têm solução, brevemente tudo estará florido, quando chegar a primavera.
Mas a estação pela qual eu realmente espero é o outono. Onde as árvores amadurencem, as primeiras nuvens chegam, as folhas envelhecidas caem e o ar grita inteligentemente o que está por vir. Dessa vez eu deveria escutar o ar. Seu grito murmurado nos fala muito mais do que o calor exuberante do verão, muito mais do que a beleza doce da primavera e muito mais que o baque violento do inverno.
O outono é a estação da reflexão, dos pensamentos, do clima ameno, da concretização e amadurecimento de todos os seres vivos. É o momento onde nos preparamos para as viscissitudes, onde nos armamos para o caos que está por vir.
Muitas pessoas nunca passaram por um outono. Mal sabem o que estão perdendo. Nunca pararam para escutar o ar. Nunca pararam para observar a beleza marrom e verde-musgo sincera. Nunca perceberam a beleza de pensar. E ainda acham que a maturidade vem com o florescer. Se enganam. Maturidade vem com a realização do ciclo, com o preparo e com a ponderação. O outono demonstra justamente isso. Ponderação, pensamentos, lamentos felizes, esperança.
Como eu queria que sempre fosse outono. Estamos entrando no verão e está na hora de escutar o sol. Mas o sol nunca passa do razo. Ele não tem nada além de um calor razo. Discordem de mim, falem o que quiser. A estação primordialmente perfeita chama-se outono.
Será que, apesar de estarmos entrando no verão, as pessoas estão entrando num estado de espírito outunal? Realmente espero isso. Espero sinceramente que todos possamos achar as respostas, que possamos refletir, que possamos nos preparar para qualquer um dos infortúnios que as outras estações venham nos pregar. Por melhores ou piores que sejam.
Acabei de tirar minhas meias. Estou em casa, com calor e cansado. Meu ar condicionado está com o filtro podre de sujeira e eu acho melhor não ligá-lo pois não quero contrair nenhuma doença pulmonar. Logo, fico suando. Fico com calor. E os líquidos que saem de meu corpo não me deixar relaxar. Parece que estou melado o tempo inteiro, que tudo está sujo, que a poeira fica sempre no ar. Estou ouvindo The Sea and Cake e esse som está me pedindo um mergulho numa piscina gelada, ao lado de um coquetel gelado de frutas - alcoólico, de preferência. As músicas também me pedem para que eu fique mais um pouquinho com calor, pois ela é quente. Soa-me como um jazzista fusion num banquinho de praia a contemplar o mar e o calor. Mas ainda assim, existe a sujeira inerente ao calor. E o calor suja o corpo e o corpo não mais reage como corpo. Fica mole, molenga, como uma gelatina a derreter num forno de microondas constantemente ligado na potência máxima. E o Rio de Janeiro vive a fritar os pés das pessoas nos asfaltos com o calor e vive a nos tirar a alma com seus pagodes e chopinhos gelados característicos.
Tudo isso apenas para dizer: eu odeio morar nos trópicos.
Tudo isso apenas para dizer: eu odeio morar nos trópicos.
11.11.03
Acabei de ler um post no blog do Elton (o link está aí ao lado) que gostei e me identifiquei muito. Ele fala que a melhor coisa que se tem para escutar no rádio são as ondas eletroestáticas. AM. Cacofonias sonoras como pequenas sinfonias chiadas e barulhentas subvertendo a audição. Leiam. Recomendo totalmente.
(Elton, você escreve bem, meu rapaz.)
Eu deveria fazer um texto sobre alguma coisa conceitual, mas ultimamente estou com um artist block absurdo. Nada realmente vem na minha cabeça em termos de criatividade. Eu realmente preciso de mais tempo para minha pessoa - ou, quem sabe, menos tempo. Ando não fazendo quase nada. Fico parado, pensando, não consigo produzir, não consigo pensar, não consigo, não consigo, não com, sigo. Sigo adiante mesmo que fique tropeçando em minhas próprias pernas tentando achar alguma solução para minha ociosidade não tão momentânea.
Sinto meus pés quando eles tocam o chão, vejo e as folhas caindo lentamente das árvores, escuto o leve ruído do vento, sinto o cheiro do molhado e minha saliva parece mais amarga do que nunca em minha boca. As sensações estão boas. Estou no chão. Estou sentindo. At last. Estava com saudades.
- Que bom que você voltou.
- Você sabe que vai doer depois.
- Mas eu prefiro te ter e doer do que não te ter e não sentir.
- Você vive em seu mundo e não percebe o que acontece ao seu redor. Toque, cheire, deguste, veja, escute.
- Os 5 sentidos? Pensei tê-los sobreposto.
- Sem eles, você nunca irá perceber as camadas que estão por trás dos outros sentidos. Eles não tudo. Mas são a chave para a descoberta de todos os outros.
- Sentir de novo é uma missão nova a ser tomada então.
- Quando você pisa numa poça d´água, você sente seus pés molharem. Deixe que a umidade entre por suas entranhas, te corroa até que você não saiba mais o que é água e o que é pé.
- Até que eu possa me tornar um com a água.
- Até que o simples toque entre nós dois possa nos transformar em um só ser.
- E assim teremos paz.
- E assim teremos plenitude.
(Elton, você escreve bem, meu rapaz.)
Eu deveria fazer um texto sobre alguma coisa conceitual, mas ultimamente estou com um artist block absurdo. Nada realmente vem na minha cabeça em termos de criatividade. Eu realmente preciso de mais tempo para minha pessoa - ou, quem sabe, menos tempo. Ando não fazendo quase nada. Fico parado, pensando, não consigo produzir, não consigo pensar, não consigo, não consigo, não com, sigo. Sigo adiante mesmo que fique tropeçando em minhas próprias pernas tentando achar alguma solução para minha ociosidade não tão momentânea.
Sinto meus pés quando eles tocam o chão, vejo e as folhas caindo lentamente das árvores, escuto o leve ruído do vento, sinto o cheiro do molhado e minha saliva parece mais amarga do que nunca em minha boca. As sensações estão boas. Estou no chão. Estou sentindo. At last. Estava com saudades.
- Que bom que você voltou.
- Você sabe que vai doer depois.
- Mas eu prefiro te ter e doer do que não te ter e não sentir.
- Você vive em seu mundo e não percebe o que acontece ao seu redor. Toque, cheire, deguste, veja, escute.
- Os 5 sentidos? Pensei tê-los sobreposto.
- Sem eles, você nunca irá perceber as camadas que estão por trás dos outros sentidos. Eles não tudo. Mas são a chave para a descoberta de todos os outros.
- Sentir de novo é uma missão nova a ser tomada então.
- Quando você pisa numa poça d´água, você sente seus pés molharem. Deixe que a umidade entre por suas entranhas, te corroa até que você não saiba mais o que é água e o que é pé.
- Até que eu possa me tornar um com a água.
- Até que o simples toque entre nós dois possa nos transformar em um só ser.
- E assim teremos paz.
- E assim teremos plenitude.
10.11.03
Passei o final de semana da casa da menina que decidiu fechar o blog dela e foi realmente divertido. Assim que chegou em casa - hoje, 1 da manhã - minha mãe vem falar comigo que eu devo ter um limite, que estou dormindo muito fora de casa, bla bla bla...
Achei realmente estranho ela vir com esses papos. Preferi ignorar. Se bem que eu deveria ouvi-la. Ela sempre é muito ponderada e tem coisas interessantes a dizer...
ouvindo super furry animals - the international language of screaming
cara... nao tem nada para falar aqui...
acho que vou encher linguiça escrevendo um bando de "no"
onononononononononononononononononononononononononononon
onononononononononononononononononononononononononononon
ononononononononono
onononononononononononononononononononononononononononon
onononononononononononononononoonononononononononononono
nononononononononononononononononononononononononononono
onon
Achei realmente estranho ela vir com esses papos. Preferi ignorar. Se bem que eu deveria ouvi-la. Ela sempre é muito ponderada e tem coisas interessantes a dizer...
ouvindo super furry animals - the international language of screaming
cara... nao tem nada para falar aqui...
acho que vou encher linguiça escrevendo um bando de "no"
onononononononononononononononononononononononononononon
onononononononononononononononononononononononononononon
ononononononononono
onononononononononononononononononononononononononononon
onononononononononononononononoonononononononononononono
nononononononononononononononononononononononononononono
onon
7.11.03
Prepare your shoes not to come back soon, prepare your heart not to stop too soon. You cannot walk with us. One step inside doesn't mean you understand, one step inside doesn't mean I'm yours. In your world my feet are out of step, my
arms don't move, my hand won't grab. I will never read your stupid map, so don't
call me incomplete, you are the freak.
Essa música explica tanta coisa que já senti...
arms don't move, my hand won't grab. I will never read your stupid map, so don't
call me incomplete, you are the freak.
Essa música explica tanta coisa que já senti...
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