2.11.04

cara.

como slint consegue ser tão bom? estou escutando o spiderland provavelmente provavelmente pela milésima vez e é um disco sempre surpreendente e inovador - tendo sido gravado a mais de dez anos! possivelmente é um daqueles discos que muitos chamam "atemporais".

não só o slint era uma puta banda de estúdio, com seus tempos fragmentados, suas mudanças subtas de volume, sua voz soturna - muitas vezes nada mais que um sussurro -, como também era sensacional ao vivo. comprovei isso quando baixei um bootleg deles - tocando em chicago em 89.

o show tem versões interessantes de "nosferatu man", "breadcrumb trail" e "good morning captain" - sendo que essas duas ultimas estão sem o vocal, e "nosferatu..." está com a voz completamente diferente. o concerto tem também uma música inédita (desconfio que minha versão esteja com problemas, visto que no meio da música entram uns barulhos completamente desconexos) e músicas do primeiro disco da banda, tweez.

mais interessante é escutar the for carnation após a dose incessante de slint e ver que brian mcmahan continua o mesmo - apenas mais velho, mais maduro.

e mais quieto.

23.10.04

sabe aquela historia sobre não mais escrever sobre mim nesse blog? então. menti. vou colocar apenas mais um post. só mais um. esse merece. também está no meu outro blog.

já ficou online o tanto que devia.

um surto de raiva.

22.10.04

e o tim festival, eim?

+ pj hrvy, brn wlsn, grnd, lbrtns e th mrs vlt são as atrações que mais quero ver.

e tenho ingresso para todas. uhul.

que feliz.

18.10.04

CARALHO. desisto do meu computador.
- maquina escrota.

19.9.04

sabem? eu quero voltar mesmo com a lp. não que seja um som mais fácil de tocar. não que seja mais difícil whatsoever. não que seja exatamente o som que quero fazer. não que se afaste totalmente do som que quero fazer. mas é que sinto muita falta de tocar aqueles indie rocks que tocava quando nem sabia o que era isso. e também, falta de tocar com o luiz, meu parceirão de longa data. quando a gente vai poder se unir e voltar a fazer aquelas músicas de revolta adolescente? haha. saudades.

ah. e uma coisa. cansei de falar de meus problemas nesse blog. vou falar só de música agora. e também, das minhas bandas, porque algo narcisista eu preciso manter. apenas pelo hábito.

16.9.04

terça feira, logo após o show do GRAM (que foi magnífico, por sinal), dei uma olhada na banquinha de cds e acabei por comprar o lp debutante do valv, por 15 reais. o disco foi lançado pela midsummer madness, do lariú - caso não saibam quem é, dêem uma checada no blog da maldita - volta e meia ele discoteca lá. a banda conta, neste álbum, com a participação especial de fernanda takai, do pato fu, na música que dá título ao disco - the sense of movement - além de john, também do pato fu, na produção da mesma música.

o valv é uma banda de bh que faz um som influenciado por bandas como sonic youth, kent e swerdriver, formada em 2000.

the sense of movement pega onde o ammonite (primeiro lançamento da banda, um ep) parou e apresenta sonoridades mais coesas e, embora possa parecer um disco difícil numa primeira escuta, existe escondido por trás um forte apelo pop que é apresentado após algumas ouvidas. o valv abusa de distorções bem altas e também de alguns clichês do post rock e do indie rock, mas sai do comum ao esbarrar no shoegaze. a pressão da banda é percebida principalmente na música de número 7, between the knees, uma porrada do início ao fim. a participação de fernanda takai em nada acrescenta ao disco. talvez, se ela cantasse uma música inteira sozinha...

como uma das melhores bandas do "cenário indie nacional" (pfffffffffff), é uma boa compra, pois dá para sentir o cheiro de algo muito maior vindo do valv num futuro próximo.

13.9.04

meu computador não serve mais para nada mesmo.

8.9.04

é engraçado, e ao mesmo tempo muito triste, olhar meu computador do jeito que está: zerado. formatei o drive C. estou sem nenhuma mp3, sem nenhum jogo... enfim, meu computador parece que chegou da loja agora, com aqueles errinhos iniciais de instalação de drivers até. a única coisa que anda me provando o contrário é meu mouse, que está bem surrado e mal anda para a esquerda e os ligeiros crashes, que ainda me deixam fulo da vida.

eu consegui salvar apenas o ragnarok online (há! o vício eu não abandono) da destruição total. sei que sentirei muita falta de escutar meus discos favoritos, mas dou graças por ter salvo alguns em cds.

estou sem saber muito bem como reagir a esta mudança, visto que é a primeira vez que zero meu computador. estou até sem icq! tudo que fiz foi catar as atualizações do windowns, o mozilla e o slsk. perdi com meu hd antigo e-mails importantes para mim, coisas que nunca mais verei.

será que meu computador resolveu apagar meu ano passado? posso estar ficando maluco, mas realmente acredito que essas maquinas tem vontade própria. volta e meia me pego chingando e praguejando meu pc quando ele começa a reclamar de conflitos internos. ha!

já chega desse papo. como foi o feriado de vocês? bom? amanhã é volta as aulas.

5.9.04

estou um pouco sumido. não apenas deste blog - várias pessoas andaram reclamando que "sumi". algumas até alegaram que talvez eu tivesse descoberto algum jogo novo de playstation e outras pensaram que eu estivesse doente. talvez, "doença" é a palavra que mais se aproxime de minha ausência.

é fato que estou recluso. ando sem vontade, muitas vezes, de conversar. parece que estou passando por mais um de meus momentos de mudança. eu já discorri muito sobre isso aqui. e gosto de mudar. é necessário. como fazer um ok computer e um kid a e continuar sendo a mesma coisa.

outra coisa também é que, relendo meu textos, percebo que muitos deles nem deveriam ter sido escritos. minha impetuosidade está me custando caro para comigo mesmo. alguma coisa perfeccionista está me cobrando deleta-los. mas me pergunto mesmo se devo fazê-lo, já que eles representam algo que fui (ou que ainda sou? - talvez até mesmo este post não devesse existir).

talvez eu tenha medo de apagar meus escritos. contam tantas coisas, lembram-me tantos eventos. uma agenda de lembranças, do passado. como se eu quisesse ver o que teve para fazer dia tal, se quisesse relembrar de uma possível tristeza, se quisesse rever os mesmos problemas de sempre.

ando achando-me simplório. talvez seja uma fase, talvez eu tenha sempre sido assim. antigamente, o tênis, a calça e a camiseta não serviam. precisava de algo mais. me contento, agora (e que se frise esse agora), com o novo tênis que comprei e com uma camiseta do meu irmão.

isso significa algo?

é possível que eu esteja me cansando um pouco de tentar parecer tanto para as pessoas, mas isso significaria que estou andando em círculos e voltando a ser quem eu era quando fui à pelotas.

não, não, não, hopefully not.

hopefully not. hmmmmm.




1.9.04

heh... o que vocês acham da idéia de ter felipe fortes trabalhando no orkut?
caralho. hoje, um dia que parecia promissor, acabou se tornando uma grande merda. estou muito puto comigo mesmo e com outras coisas também. que merda de vida escrota. a gente realmente precisa viver com insatisfações mesmo.

que cocô...

30.8.04

é deveras necessário separar o autor do que está escrito. depois que um texto toma forma - que o escritor o termina - ele não é mais de quem o escreveu, e sim, das pessoas que o lêem. não existe, portanto, uma visão unilateral de um texto, porque as pessoas têm opiniões e vivências diferentes sobre um mesmo escrito. logo, dizer que gostar de textos de pessoas de quem você não gosta é plenamente plausível e compreensível. da mesma maneira que muitas pessoas quando lêem felicidade interpretam como "alegria douradoura", enquanto eu interpreto como "orgasmo".

não queiram entender o "porque" desse post, ou porque ele está tão mal escrito. eu não ando me entendendo ultimamente, então eu prefiro ficar sem entender por uns tempos. também não ando conseguindo fazer nada e minha vida está estagnada. de fato, criou-se uma estabilidade e é bom segurar-me um pouco nela, mas ela precisa ser quebrada pois é falsa.

as coisas não poderiam estar mais ociosas. nada acontece. apenas a velha rotina e alguma diversão e algumas esperanças e alguma tristeza e alguns orgasmos e algumas músicas e a falta de inspiração e a falta ou não de sono. entre outras coisas/estados/fatores/sentimentos/etc que não estou me recordando agora.

fazer o que? meus textos são para ninguém. e ninguém realmente gosta da minha banda. porque eu tenho uma banda só.

bah. puta brainstorm.

26.8.04

duas coisas:

- quando voltei da faculdade, estava um pouco cansado e acabei adormecendo. nisso, tive um sonho muito fera, que gostaria de compartilhar com vocês. mas daria um trabalho muito grande escrever tudo, então, o que fica aqui é apenas a menção à esse sonho. e quem sabe, as lembranças que a festa surreal, as galera cantando no ônibus e o ápice se tornem realidade.

- voltei a jogar final fantasy tactics. não adianta. nunca vão fazer jogo melhor que esse. eu estava lá, entretido com o (ótimo) ragnarok online, jogando todo dia, até que botei o fft para rodar e o ro foi para o lixo. viva a square que faz esses jogos lindos. :~

até.

24.8.04

funny.

a lírio branco (fotolog.net/liriobranco) acabou de fazer uma participaçãozinha especial num show de bandas da arte música (uma escola de música aqui da barra). tocamos desfalcados de baterista e de guitarra mas foi engraçado e divertido. estava precisando de um incentivo desses.

o set-list:
1 - meia cinza
2 - chorar
3 - nova
4 - sun

é isso, gente. até a próxima.

20.8.04

bem, hoje foi um dia estranho. mas ao menos eu tive uma notícia boa: meu sexto sentido está funcionando a todo o vapor. eu deveria acreditar mais em meus instintos. bem. nem tanto. eu acreditei que gostaria, mas aparentemente fiz mal.

sry. do i really make you half of you?

18.8.04

é um pouco torturante ser lembrado todo dia de uma comemoração que você não poderá ir, embora queira muito e a presença de seus amigos seja garantida. ver em todos os lugares que tal festa existe, mas não para você. como se o mundo se fechasse num casulo florido, onde todas as cores do arco íris brilhassem dentro dele, e você ficasse do lado de fora, usando suas roupas aparentemente sem graça, seu cabelo aparentemente despenteado, sua barba aparentemente mal-feita e sua estima aparentemente baixa.

então você para e fica a olhar para o chão, como se contemplar os pés fosse mais importante do que as estrelas, e o passado volta correndo e te dá um tapinha nas costas. "e aí? sentiu minha falta?". você olha-o, sorri amarelo, mas não quer responder. porque você sabe que o passado é negro e os pensamentos são pesados, como aquela música que você compos muito tempo atrás com esse nome. ou de algo parecido com isso, tanto faz.

você começa a analizar a situação de sua vida atual e percebe que ela está uma bagunça. okay. nem tão bagunçada como já esteve. seu coração está mais calmo devido a uma estabilidade solitária na imensidão de razões de um ulisses. mas, ao mesmo tempo, se divide na decisão de continuar em frente, mesmo porque o caminho que foi escrito é tão ruim - se não pior - que o anterior.

e você volta a ouvir o tunts-tunts-tunts daquela celebração que você não poderá ir. e que talvez aquilo pudesse lhe ajudar um pouco e isso lhe confunde ainda mais. daí você pega seu instrumento, seja ele qual for, e toca uma música. se segue que lembras de seus trabalhos musicais e como existem diversas reclamações veladas dentro de si para consigo mesmo e outras que não pode revelar.

e o que vem a tona são, ainda, algumas certezas sobre a sua vida, sobre o patamar pré-estabelecido de colunas de concreto que as pessoas insistem em tentar quebrar.

"bah". você é simples. isso não vai acontecer.

13.8.04

honestamente: quanto vale uma amizade?
meu irmão é um fofo. ele acabou de chegar de viagem e, além de trazer o disco que eu havia pedido a ele (o Lifted or the story is in the soil, keep your ear to the ground do Bright Eyes), ainda trouxe outro presentinho: um par de headphones bem bacanas, com uma definição sonora ótima! estou usando-os neste exato momento, escutando bem alto cat power.

meu irmão esteve em londres por agora. ainda aproveitou para dar uma passadinha no país de gales e na espanha, no final da viagem. mas ele disse que o mais curtiu mesmo foi a capital inglesa.

eu fico dizendo que não, mas eu senti muitas saudades dele sim. meu irmão é uma das pessoas mais importantes na minha vida e eu dou graças a deus por ter um cara tão amigo, tão carinhoso, tão inteligente e tão maduro como irmão.

esse post é pra você, maninho: welcome back. :*

10.8.04

ontem, eu fiquei muito nervoso. e talvez, algo na minha vida esteja prestes a acontecer. é como eu estava falando para uma grande amiga, algum dia desses:

- os meses de agosto, setembro e outubro sempre me apresentam coisas novas. não sei se é o clima friozinho, se foram as mudanças que passei no início do ano ou se, simplesmente, são acasos do destino. o fato é que minha vida sempre acontece em agosto, setembro e outubro.

não quero falar mais que isso, porque sei que pode não acontecer. mas não custa ter um pouquinho de esperança, né?

9.8.04

daqui a pouco estou indo novamente para a puc. para as aulas de desenho industrial que já não me agradam nem um pouco. mas é algo que preciso terminar. preciso ganhar dinheiro, preciso arrumar um emprego, preciso adquirir minha independência financeira.

eu tenho vários problemas e acredito um deles ser o fato que não consigo fazer absolutamente nada se não estou estruturado (ou bem; não é necessariamente a mesma coisa) psicologicamente. ou seja, assuntos do coração. simples assim.

minha cabeça é simples mas meu coração não é. ele desvia dos caminhos óbvios, se complica todo, ajeita as coisas de maneira confusa e desenfreada e corre como nunca sempre. como todo coração de uma pessoa sadia, acredito. mas eu gostaria de dar menos ênfase a meus sentimentos.

eu só me atrapalho por causa deles. quando estou mal não consigo fazer nada, fico deprimido, cabisbaixo, de mal com o mundo, parecendo uma criança que não conseguiu o brinquedo que queria. embora eu esteja tentando mudar isso, forçando-me a cumprir meus compromissos, sejam eles banda, faculdade, trabalho ou cursos. mas, no fundo, não quero fazer nada.

quero é ficar bebendo o dia inteiro, afogando as mágoas em algum bar com algum doido cantando uma música brega alta, quietamente ouvindo uma música no disc man do meu irmão.

e querendo muito chorar mas se contendo.