é engraçado, e ao mesmo tempo muito triste, olhar meu computador do jeito que está: zerado. formatei o drive C. estou sem nenhuma mp3, sem nenhum jogo... enfim, meu computador parece que chegou da loja agora, com aqueles errinhos iniciais de instalação de drivers até. a única coisa que anda me provando o contrário é meu mouse, que está bem surrado e mal anda para a esquerda e os ligeiros crashes, que ainda me deixam fulo da vida.
eu consegui salvar apenas o ragnarok online (há! o vício eu não abandono) da destruição total. sei que sentirei muita falta de escutar meus discos favoritos, mas dou graças por ter salvo alguns em cds.
estou sem saber muito bem como reagir a esta mudança, visto que é a primeira vez que zero meu computador. estou até sem icq! tudo que fiz foi catar as atualizações do windowns, o mozilla e o slsk. perdi com meu hd antigo e-mails importantes para mim, coisas que nunca mais verei.
será que meu computador resolveu apagar meu ano passado? posso estar ficando maluco, mas realmente acredito que essas maquinas tem vontade própria. volta e meia me pego chingando e praguejando meu pc quando ele começa a reclamar de conflitos internos. ha!
já chega desse papo. como foi o feriado de vocês? bom? amanhã é volta as aulas.
8.9.04
5.9.04
estou um pouco sumido. não apenas deste blog - várias pessoas andaram reclamando que "sumi". algumas até alegaram que talvez eu tivesse descoberto algum jogo novo de playstation e outras pensaram que eu estivesse doente. talvez, "doença" é a palavra que mais se aproxime de minha ausência.
é fato que estou recluso. ando sem vontade, muitas vezes, de conversar. parece que estou passando por mais um de meus momentos de mudança. eu já discorri muito sobre isso aqui. e gosto de mudar. é necessário. como fazer um ok computer e um kid a e continuar sendo a mesma coisa.
outra coisa também é que, relendo meu textos, percebo que muitos deles nem deveriam ter sido escritos. minha impetuosidade está me custando caro para comigo mesmo. alguma coisa perfeccionista está me cobrando deleta-los. mas me pergunto mesmo se devo fazê-lo, já que eles representam algo que fui (ou que ainda sou? - talvez até mesmo este post não devesse existir).
talvez eu tenha medo de apagar meus escritos. contam tantas coisas, lembram-me tantos eventos. uma agenda de lembranças, do passado. como se eu quisesse ver o que teve para fazer dia tal, se quisesse relembrar de uma possível tristeza, se quisesse rever os mesmos problemas de sempre.
ando achando-me simplório. talvez seja uma fase, talvez eu tenha sempre sido assim. antigamente, o tênis, a calça e a camiseta não serviam. precisava de algo mais. me contento, agora (e que se frise esse agora), com o novo tênis que comprei e com uma camiseta do meu irmão.
isso significa algo?
é possível que eu esteja me cansando um pouco de tentar parecer tanto para as pessoas, mas isso significaria que estou andando em círculos e voltando a ser quem eu era quando fui à pelotas.
não, não, não, hopefully not.
hopefully not. hmmmmm.
é fato que estou recluso. ando sem vontade, muitas vezes, de conversar. parece que estou passando por mais um de meus momentos de mudança. eu já discorri muito sobre isso aqui. e gosto de mudar. é necessário. como fazer um ok computer e um kid a e continuar sendo a mesma coisa.
outra coisa também é que, relendo meu textos, percebo que muitos deles nem deveriam ter sido escritos. minha impetuosidade está me custando caro para comigo mesmo. alguma coisa perfeccionista está me cobrando deleta-los. mas me pergunto mesmo se devo fazê-lo, já que eles representam algo que fui (ou que ainda sou? - talvez até mesmo este post não devesse existir).
talvez eu tenha medo de apagar meus escritos. contam tantas coisas, lembram-me tantos eventos. uma agenda de lembranças, do passado. como se eu quisesse ver o que teve para fazer dia tal, se quisesse relembrar de uma possível tristeza, se quisesse rever os mesmos problemas de sempre.
ando achando-me simplório. talvez seja uma fase, talvez eu tenha sempre sido assim. antigamente, o tênis, a calça e a camiseta não serviam. precisava de algo mais. me contento, agora (e que se frise esse agora), com o novo tênis que comprei e com uma camiseta do meu irmão.
isso significa algo?
é possível que eu esteja me cansando um pouco de tentar parecer tanto para as pessoas, mas isso significaria que estou andando em círculos e voltando a ser quem eu era quando fui à pelotas.
não, não, não, hopefully not.
hopefully not. hmmmmm.
1.9.04
30.8.04
é deveras necessário separar o autor do que está escrito. depois que um texto toma forma - que o escritor o termina - ele não é mais de quem o escreveu, e sim, das pessoas que o lêem. não existe, portanto, uma visão unilateral de um texto, porque as pessoas têm opiniões e vivências diferentes sobre um mesmo escrito. logo, dizer que gostar de textos de pessoas de quem você não gosta é plenamente plausível e compreensível. da mesma maneira que muitas pessoas quando lêem felicidade interpretam como "alegria douradoura", enquanto eu interpreto como "orgasmo".
não queiram entender o "porque" desse post, ou porque ele está tão mal escrito. eu não ando me entendendo ultimamente, então eu prefiro ficar sem entender por uns tempos. também não ando conseguindo fazer nada e minha vida está estagnada. de fato, criou-se uma estabilidade e é bom segurar-me um pouco nela, mas ela precisa ser quebrada pois é falsa.
as coisas não poderiam estar mais ociosas. nada acontece. apenas a velha rotina e alguma diversão e algumas esperanças e alguma tristeza e alguns orgasmos e algumas músicas e a falta de inspiração e a falta ou não de sono. entre outras coisas/estados/fatores/sentimentos/etc que não estou me recordando agora.
fazer o que? meus textos são para ninguém. e ninguém realmente gosta da minha banda. porque eu tenho uma banda só.
bah. puta brainstorm.
não queiram entender o "porque" desse post, ou porque ele está tão mal escrito. eu não ando me entendendo ultimamente, então eu prefiro ficar sem entender por uns tempos. também não ando conseguindo fazer nada e minha vida está estagnada. de fato, criou-se uma estabilidade e é bom segurar-me um pouco nela, mas ela precisa ser quebrada pois é falsa.
as coisas não poderiam estar mais ociosas. nada acontece. apenas a velha rotina e alguma diversão e algumas esperanças e alguma tristeza e alguns orgasmos e algumas músicas e a falta de inspiração e a falta ou não de sono. entre outras coisas/estados/fatores/sentimentos/etc que não estou me recordando agora.
fazer o que? meus textos são para ninguém. e ninguém realmente gosta da minha banda. porque eu tenho uma banda só.
bah. puta brainstorm.
26.8.04
duas coisas:
- quando voltei da faculdade, estava um pouco cansado e acabei adormecendo. nisso, tive um sonho muito fera, que gostaria de compartilhar com vocês. mas daria um trabalho muito grande escrever tudo, então, o que fica aqui é apenas a menção à esse sonho. e quem sabe, as lembranças que a festa surreal, as galera cantando no ônibus e o ápice se tornem realidade.
- voltei a jogar final fantasy tactics. não adianta. nunca vão fazer jogo melhor que esse. eu estava lá, entretido com o (ótimo) ragnarok online, jogando todo dia, até que botei o fft para rodar e o ro foi para o lixo. viva a square que faz esses jogos lindos. :~
até.
- quando voltei da faculdade, estava um pouco cansado e acabei adormecendo. nisso, tive um sonho muito fera, que gostaria de compartilhar com vocês. mas daria um trabalho muito grande escrever tudo, então, o que fica aqui é apenas a menção à esse sonho. e quem sabe, as lembranças que a festa surreal, as galera cantando no ônibus e o ápice se tornem realidade.
- voltei a jogar final fantasy tactics. não adianta. nunca vão fazer jogo melhor que esse. eu estava lá, entretido com o (ótimo) ragnarok online, jogando todo dia, até que botei o fft para rodar e o ro foi para o lixo. viva a square que faz esses jogos lindos. :~
até.
24.8.04
funny.
a lírio branco (fotolog.net/liriobranco) acabou de fazer uma participaçãozinha especial num show de bandas da arte música (uma escola de música aqui da barra). tocamos desfalcados de baterista e de guitarra mas foi engraçado e divertido. estava precisando de um incentivo desses.
o set-list:
1 - meia cinza
2 - chorar
3 - nova
4 - sun
é isso, gente. até a próxima.
a lírio branco (fotolog.net/liriobranco) acabou de fazer uma participaçãozinha especial num show de bandas da arte música (uma escola de música aqui da barra). tocamos desfalcados de baterista e de guitarra mas foi engraçado e divertido. estava precisando de um incentivo desses.
o set-list:
1 - meia cinza
2 - chorar
3 - nova
4 - sun
é isso, gente. até a próxima.
20.8.04
18.8.04
é um pouco torturante ser lembrado todo dia de uma comemoração que você não poderá ir, embora queira muito e a presença de seus amigos seja garantida. ver em todos os lugares que tal festa existe, mas não para você. como se o mundo se fechasse num casulo florido, onde todas as cores do arco íris brilhassem dentro dele, e você ficasse do lado de fora, usando suas roupas aparentemente sem graça, seu cabelo aparentemente despenteado, sua barba aparentemente mal-feita e sua estima aparentemente baixa.
então você para e fica a olhar para o chão, como se contemplar os pés fosse mais importante do que as estrelas, e o passado volta correndo e te dá um tapinha nas costas. "e aí? sentiu minha falta?". você olha-o, sorri amarelo, mas não quer responder. porque você sabe que o passado é negro e os pensamentos são pesados, como aquela música que você compos muito tempo atrás com esse nome. ou de algo parecido com isso, tanto faz.
você começa a analizar a situação de sua vida atual e percebe que ela está uma bagunça. okay. nem tão bagunçada como já esteve. seu coração está mais calmo devido a uma estabilidade solitária na imensidão de razões de um ulisses. mas, ao mesmo tempo, se divide na decisão de continuar em frente, mesmo porque o caminho que foi escrito é tão ruim - se não pior - que o anterior.
e você volta a ouvir o tunts-tunts-tunts daquela celebração que você não poderá ir. e que talvez aquilo pudesse lhe ajudar um pouco e isso lhe confunde ainda mais. daí você pega seu instrumento, seja ele qual for, e toca uma música. se segue que lembras de seus trabalhos musicais e como existem diversas reclamações veladas dentro de si para consigo mesmo e outras que não pode revelar.
e o que vem a tona são, ainda, algumas certezas sobre a sua vida, sobre o patamar pré-estabelecido de colunas de concreto que as pessoas insistem em tentar quebrar.
"bah". você é simples. isso não vai acontecer.
então você para e fica a olhar para o chão, como se contemplar os pés fosse mais importante do que as estrelas, e o passado volta correndo e te dá um tapinha nas costas. "e aí? sentiu minha falta?". você olha-o, sorri amarelo, mas não quer responder. porque você sabe que o passado é negro e os pensamentos são pesados, como aquela música que você compos muito tempo atrás com esse nome. ou de algo parecido com isso, tanto faz.
você começa a analizar a situação de sua vida atual e percebe que ela está uma bagunça. okay. nem tão bagunçada como já esteve. seu coração está mais calmo devido a uma estabilidade solitária na imensidão de razões de um ulisses. mas, ao mesmo tempo, se divide na decisão de continuar em frente, mesmo porque o caminho que foi escrito é tão ruim - se não pior - que o anterior.
e você volta a ouvir o tunts-tunts-tunts daquela celebração que você não poderá ir. e que talvez aquilo pudesse lhe ajudar um pouco e isso lhe confunde ainda mais. daí você pega seu instrumento, seja ele qual for, e toca uma música. se segue que lembras de seus trabalhos musicais e como existem diversas reclamações veladas dentro de si para consigo mesmo e outras que não pode revelar.
e o que vem a tona são, ainda, algumas certezas sobre a sua vida, sobre o patamar pré-estabelecido de colunas de concreto que as pessoas insistem em tentar quebrar.
"bah". você é simples. isso não vai acontecer.
13.8.04
meu irmão é um fofo. ele acabou de chegar de viagem e, além de trazer o disco que eu havia pedido a ele (o Lifted or the story is in the soil, keep your ear to the ground do Bright Eyes), ainda trouxe outro presentinho: um par de headphones bem bacanas, com uma definição sonora ótima! estou usando-os neste exato momento, escutando bem alto cat power.
meu irmão esteve em londres por agora. ainda aproveitou para dar uma passadinha no país de gales e na espanha, no final da viagem. mas ele disse que o mais curtiu mesmo foi a capital inglesa.
eu fico dizendo que não, mas eu senti muitas saudades dele sim. meu irmão é uma das pessoas mais importantes na minha vida e eu dou graças a deus por ter um cara tão amigo, tão carinhoso, tão inteligente e tão maduro como irmão.
esse post é pra você, maninho: welcome back. :*
meu irmão esteve em londres por agora. ainda aproveitou para dar uma passadinha no país de gales e na espanha, no final da viagem. mas ele disse que o mais curtiu mesmo foi a capital inglesa.
eu fico dizendo que não, mas eu senti muitas saudades dele sim. meu irmão é uma das pessoas mais importantes na minha vida e eu dou graças a deus por ter um cara tão amigo, tão carinhoso, tão inteligente e tão maduro como irmão.
esse post é pra você, maninho: welcome back. :*
10.8.04
ontem, eu fiquei muito nervoso. e talvez, algo na minha vida esteja prestes a acontecer. é como eu estava falando para uma grande amiga, algum dia desses:
- os meses de agosto, setembro e outubro sempre me apresentam coisas novas. não sei se é o clima friozinho, se foram as mudanças que passei no início do ano ou se, simplesmente, são acasos do destino. o fato é que minha vida sempre acontece em agosto, setembro e outubro.
não quero falar mais que isso, porque sei que pode não acontecer. mas não custa ter um pouquinho de esperança, né?
- os meses de agosto, setembro e outubro sempre me apresentam coisas novas. não sei se é o clima friozinho, se foram as mudanças que passei no início do ano ou se, simplesmente, são acasos do destino. o fato é que minha vida sempre acontece em agosto, setembro e outubro.
não quero falar mais que isso, porque sei que pode não acontecer. mas não custa ter um pouquinho de esperança, né?
9.8.04
daqui a pouco estou indo novamente para a puc. para as aulas de desenho industrial que já não me agradam nem um pouco. mas é algo que preciso terminar. preciso ganhar dinheiro, preciso arrumar um emprego, preciso adquirir minha independência financeira.
eu tenho vários problemas e acredito um deles ser o fato que não consigo fazer absolutamente nada se não estou estruturado (ou bem; não é necessariamente a mesma coisa) psicologicamente. ou seja, assuntos do coração. simples assim.
minha cabeça é simples mas meu coração não é. ele desvia dos caminhos óbvios, se complica todo, ajeita as coisas de maneira confusa e desenfreada e corre como nunca sempre. como todo coração de uma pessoa sadia, acredito. mas eu gostaria de dar menos ênfase a meus sentimentos.
eu só me atrapalho por causa deles. quando estou mal não consigo fazer nada, fico deprimido, cabisbaixo, de mal com o mundo, parecendo uma criança que não conseguiu o brinquedo que queria. embora eu esteja tentando mudar isso, forçando-me a cumprir meus compromissos, sejam eles banda, faculdade, trabalho ou cursos. mas, no fundo, não quero fazer nada.
quero é ficar bebendo o dia inteiro, afogando as mágoas em algum bar com algum doido cantando uma música brega alta, quietamente ouvindo uma música no disc man do meu irmão.
e querendo muito chorar mas se contendo.
eu tenho vários problemas e acredito um deles ser o fato que não consigo fazer absolutamente nada se não estou estruturado (ou bem; não é necessariamente a mesma coisa) psicologicamente. ou seja, assuntos do coração. simples assim.
minha cabeça é simples mas meu coração não é. ele desvia dos caminhos óbvios, se complica todo, ajeita as coisas de maneira confusa e desenfreada e corre como nunca sempre. como todo coração de uma pessoa sadia, acredito. mas eu gostaria de dar menos ênfase a meus sentimentos.
eu só me atrapalho por causa deles. quando estou mal não consigo fazer nada, fico deprimido, cabisbaixo, de mal com o mundo, parecendo uma criança que não conseguiu o brinquedo que queria. embora eu esteja tentando mudar isso, forçando-me a cumprir meus compromissos, sejam eles banda, faculdade, trabalho ou cursos. mas, no fundo, não quero fazer nada.
quero é ficar bebendo o dia inteiro, afogando as mágoas em algum bar com algum doido cantando uma música brega alta, quietamente ouvindo uma música no disc man do meu irmão.
e querendo muito chorar mas se contendo.
6.8.04
sempre que leio seus textos fico abalado. não sei exatamente o porque, afinal já se passou bastante tempo desde que desaventuramos nossos corações com nossas brincadeiras de decepção. ainda sinto alguma coisa estranha entrando dentro de mim, como se palavras quase não fossem suficientes para explicar, como a sensação de sentir o cheiro de sua flor favorita, como tremer-se ao escutar sua música favorita.
você me surpreende sempre, cada vez mais, com a qualidade e beleza do que escreve, embora eu consiga vê-la toda ali. as características claras de estramonium, desde a maneira como pensas até seus atos, seu medo extremo para com as coisas.
as vezes eu me pergunto se não estou invadindo sua vida lendo o que publicas, mas é uma preocupação passageira. eu ando fechado para os outros, talvez como nunca estive antes. a convivência alheia está se tornando a cada dia mais insuportável e ao mesmo tempo cada vez mais necessária. engraçado, não? sou um cara de contradições e tão mutável quanto um camaleão.
minhas mudanças não são externas porém. e, acredite ou não, alguma coisa em mim mudou muito de quatro meses para cá. eu agora sou apenas uma parte de algo que ficou para trás dentre os sonhos com vermes. e isso me causa um pouco de medo, de receio, embora eu tente me acalmar com falsas promessas de que vou melhorar e de que a viagem que farei amanhã vai me fazer bem. quem disse, anyway?
eu ainda estou esperando a chan marshall que ainda acho ser você. inclusive, eu iria colocar outro nome ao invés de "chan marshall". era o seu que estaria ali.
as vezes eu me prendo a saudade, as vezes eu me prendo a pensamentos. mas não acredito que seja isso agora. eu finalmente consegui liberar alguns estigmas que estiveram aqui dentro de mim, como escutar uma música do apples in stereo. e essa liberação fez com que eu conseguisse enxergar o que vinha negando desde que as coisas tomaram o rumo que tomaram.
eu te amo muito e eu faria qualquer coisa por você.
talvez isso não deva estar aqui. e eu posso estar outdated. mas meu coração ainda é seu. cuide com carinho dele. e eu me orgulho de ser emocional, eu me orgulho de poder sentir. mas, no momento, tudo que quero é que você possa um dia voltar a sentir a faísca pequena que eu fiz surgir dentro de você.
o que há de errado em querer-te? talvez você não esteja acostumada a isso. talvez você realmente seja gay. talvez você esteja com alguém que lembra minha pessoa em diversos aspectos ou não.
tens um porto-seguro aqui.
você me surpreende sempre, cada vez mais, com a qualidade e beleza do que escreve, embora eu consiga vê-la toda ali. as características claras de estramonium, desde a maneira como pensas até seus atos, seu medo extremo para com as coisas.
as vezes eu me pergunto se não estou invadindo sua vida lendo o que publicas, mas é uma preocupação passageira. eu ando fechado para os outros, talvez como nunca estive antes. a convivência alheia está se tornando a cada dia mais insuportável e ao mesmo tempo cada vez mais necessária. engraçado, não? sou um cara de contradições e tão mutável quanto um camaleão.
minhas mudanças não são externas porém. e, acredite ou não, alguma coisa em mim mudou muito de quatro meses para cá. eu agora sou apenas uma parte de algo que ficou para trás dentre os sonhos com vermes. e isso me causa um pouco de medo, de receio, embora eu tente me acalmar com falsas promessas de que vou melhorar e de que a viagem que farei amanhã vai me fazer bem. quem disse, anyway?
eu ainda estou esperando a chan marshall que ainda acho ser você. inclusive, eu iria colocar outro nome ao invés de "chan marshall". era o seu que estaria ali.
as vezes eu me prendo a saudade, as vezes eu me prendo a pensamentos. mas não acredito que seja isso agora. eu finalmente consegui liberar alguns estigmas que estiveram aqui dentro de mim, como escutar uma música do apples in stereo. e essa liberação fez com que eu conseguisse enxergar o que vinha negando desde que as coisas tomaram o rumo que tomaram.
eu te amo muito e eu faria qualquer coisa por você.
talvez isso não deva estar aqui. e eu posso estar outdated. mas meu coração ainda é seu. cuide com carinho dele. e eu me orgulho de ser emocional, eu me orgulho de poder sentir. mas, no momento, tudo que quero é que você possa um dia voltar a sentir a faísca pequena que eu fiz surgir dentro de você.
o que há de errado em querer-te? talvez você não esteja acostumada a isso. talvez você realmente seja gay. talvez você esteja com alguém que lembra minha pessoa em diversos aspectos ou não.
tens um porto-seguro aqui.
2.8.04
29.7.04
Passei mais um dia com dor de garganta e gripe, em casa, jogando Ragnarok Online o tempo inteiro. É um joguinho viciante esse, mas cansa, pela falta de npcs competentes e de uma história elaborada como nos one-player rpgs.
Se bem que eu quero jogar Final Fantasy XI. Disseram-me que o jogo é um massive multi-player rpg com história densa e npcs cheios de quests interessantes. Quero só ver. Isso sem contar que FINAL FANTASY, porra.
Estou com saudades, porra...
Se bem que eu quero jogar Final Fantasy XI. Disseram-me que o jogo é um massive multi-player rpg com história densa e npcs cheios de quests interessantes. Quero só ver. Isso sem contar que FINAL FANTASY, porra.
Estou com saudades, porra...
28.7.04
como eu queria que respondessem quando falo, mesmo que aparentemente não existam sinais de que uma resposta é necessária. ainda está tudo guardado aqui: as lembranças, o sentimento, as fotos, as palavras, as músicas, o felipe. a gaveta onde estão guardadas as coisas está fechada. a única coisa que eu não consegui trancar na gaveta, teve que ficar no criado mudo. e ela ainda me atordoa todo dia na esperança de que um dia a resposta vai vir, esforço vão de uma mente atormentada.
a saudade me faz lembrar todo dia. todo dia.
a saudade me faz lembrar todo dia. todo dia.
27.7.04
Muse. Enfim, vou falar de Muse. Preparem-se, coloquem os sintos de segurança. Aliás, esse é um conselho que eu deveria dar a eu mesmo, já que eu sempre vou meio contra a onda. Se existe uma onda, é gostar de duas bandas, sendo elas Placebo e o já citado Muse. O Placebo nem merece menção no meu blog, é uma banda bem chatinha e em decadência. Já o Muse é bom. Mas não passa disso.
Existe algo que não me deixa gostar de Muse de maneira alguma. Tudo bem, Matthew é talvez o melhor vocalista da atualidade na música alternativa, as músicas são bem tocadas e, por favor, eles não são cópias do Radiohead - para serem cópias eles precisariam ser muito melhores, então não façam isso com os garotos -, eles tem um pingo de originalidade. Mas então, o que faz com que essa banda não me toque da maneira como outras?
Simples.
Em primeiro lugar, numa comparação forçadíssima, eu diria que eles são tão romanticos (no movimento musical-clássico) quanto um Lizt. Eles enfocam tudo num mesmo sentimento desesperado e "a-beira-da-morte". Mas aí está o erro: tudo. As músicas chegam a soar falsas depois de um tempo, pois não existe fluxo algum de emoções. Não existe uma baladinha simples, um roque and roul ou uma batida eletronica. É tudo épico, grandioso, pretensioso. E depois de um tempo, chega.
Em segundo, voltemos ao "movimento clássico": eles são romanticos. O romanticismo está ultrapasasado. Existem áreas sônicas que eles simplesmente não exploram musicalmente - ainda mais quando se faz a mesma coisa todo disco. Eu aposto que eles são pau-mandado de produtor.
Terceiro: você pode espernear, eu mesmo já disse que não parece, mas é fato - o vocalista da banda imita porque imita o Thom Yorke, do já citado Radiohead. Ele geme, ele grita, ele parece uma criança chorona. Acontece que o Thom Yorke tem uma gran-de vantagem sobre ele: ele criou isso.
Bem, acho que já dei motivos suficientes. Mas eu gosto de Muse. Really.
Existe algo que não me deixa gostar de Muse de maneira alguma. Tudo bem, Matthew é talvez o melhor vocalista da atualidade na música alternativa, as músicas são bem tocadas e, por favor, eles não são cópias do Radiohead - para serem cópias eles precisariam ser muito melhores, então não façam isso com os garotos -, eles tem um pingo de originalidade. Mas então, o que faz com que essa banda não me toque da maneira como outras?
Simples.
Em primeiro lugar, numa comparação forçadíssima, eu diria que eles são tão romanticos (no movimento musical-clássico) quanto um Lizt. Eles enfocam tudo num mesmo sentimento desesperado e "a-beira-da-morte". Mas aí está o erro: tudo. As músicas chegam a soar falsas depois de um tempo, pois não existe fluxo algum de emoções. Não existe uma baladinha simples, um roque and roul ou uma batida eletronica. É tudo épico, grandioso, pretensioso. E depois de um tempo, chega.
Em segundo, voltemos ao "movimento clássico": eles são romanticos. O romanticismo está ultrapasasado. Existem áreas sônicas que eles simplesmente não exploram musicalmente - ainda mais quando se faz a mesma coisa todo disco. Eu aposto que eles são pau-mandado de produtor.
Terceiro: você pode espernear, eu mesmo já disse que não parece, mas é fato - o vocalista da banda imita porque imita o Thom Yorke, do já citado Radiohead. Ele geme, ele grita, ele parece uma criança chorona. Acontece que o Thom Yorke tem uma gran-de vantagem sobre ele: ele criou isso.
Bem, acho que já dei motivos suficientes. Mas eu gosto de Muse. Really.
25.7.04
Hoje tem canvas tocando o primeiro disco inteiro do foo fighters na casa da matriz. Vamos? Será fera!
Acabei de voltar do ensaio da Lírio Branco. A música nova ("ignorar") está ficando muito boa e é a primeira, em muito tempo, a ter só 3 minutos e pouco. Ae! Graças a deus, eu tinha me cansado um pouco de fazer músicas gigantes.
Nada mais por hoje.
Acabei de voltar do ensaio da Lírio Branco. A música nova ("ignorar") está ficando muito boa e é a primeira, em muito tempo, a ter só 3 minutos e pouco. Ae! Graças a deus, eu tinha me cansado um pouco de fazer músicas gigantes.
Nada mais por hoje.
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