23.5.04

Cara... que letra linda.

Priests/Paramedics by Pedro The Lion

Paramedics, brave and strong
up before the break of dawn
putting poker faces on
broken bodies all day long
the neighbors heard a fight
someone had a knife
it must have been the wife
the husband's lost a lot of blood
he wakes up screaming "oh my god"

Am I gonna die?
Am I gonna die?
as they strapped his arms down to his sides
in times like these they've been taught to lie
"buddy just calm down, you'll be alright"

several friends came to his grave
his children were so well behaved
as the priest gone up to speak
the assembly craved relief
but he himself not giving up
So instead he offered them this bitter cup

you're gonna die
we're all gonna die
Could be 20 years, could be tonight
Lately I have been wondering why
We go to so much trouble
To postpone the unavoidable
And prolong the pain of being alive

21.5.04

estou com cheiro de leite. e eu odeio leite. deve ser o sabonete novo que compraram aqui em casa. agora eu vou jantar.

okay. isso não tem nada de interessante. mas eu não estou me sentindo nada interessante hoje. por isso que vou sair para beber e me divertir. para me sentir interessante. e para esquecer as paranóias.

e para perceber que muitas vezes eu sou rude com meus amigos e isso me deixa triste porque não quero ser assim.

vou levar minha vida de uma maneira 1 + 1 = 2, de agora em diante. quem sabe assim eu consigo escapar um pouco dos problemas que atordoam minha cabeça.

19.5.04

Tive um sonho estranhíssimo essa noite. Envolvia pessoas antes próximas a mim e uma pessoa que não conheço. O sonho me falou até o fotolog dela. Era algo como fotolog.net/lealoca. O endereço não existe, mas eu me lembro vividamente do rosto dessa Lea.

E ela fará algo não muito legal com outra ela.

18.5.04

só para explicar o post sobre política:

eu não sou um analfabeto político. leio sobre as coisas, as vezes até me forçando. porque sei que preciso saber. mesmo porque é uma questão que não é apenas minha, é de várias pessoas.

se eu fosse daqueles que não querem nem ao menos saber, ignoram completamente a existência, aí sim poderiam me chamar de "analfabeto", "alienado" ou o que for. mas não é assim.

e eu não odeio a política. eu odeio política. o artigo muda tudo.

deu.
Estou escutando Sneaker Pimps depois de muito tempo e lembrando de tantas coisas. Esses sentimentos me são comuns: saudosismo e nostalgia. Agora, ao escutar essa banda novamente, me veio como uma onda, como uma brisa tingida de amarelo pelo desgaste das páginas.

Mas, mais que tudo, 2003 tinha um cheiro diferente. Eu nunca havia parado para pensar nisso - embora já tenha comentado aqui nesse blog o quanto o cheiro é importante. Chega a ser engraçado: todas as recordações que estou tendo agora vêm acompanhadas de uma lembrança de um cheiro que sei que foi especificamente daquele ano.

2003 me pareceu, também, mais frio. Não se o lugar onde o Sneaker Pimps está me levando é mais frio do que minha casa, mas é assim que estou me sentindo agora. Inclusive, eu estou vendo-me cobrir mais com o edredon e não querer sair nunca mais daquele quarto.

As paredes vermelhas que nunca foram pintadas em 2003. Que saudade do ano passado. E do cheiro. Principalmente do cheiro. E da maneira como as coisas eram arrumadas em casa e de todas as confusões que vivi.

Minha nossa, estou a verter lágrimas com todas essas lembranças.

Cara. Sneaker Pimps nunca mais será a mesma coisa para mim. Me voltam muitas coisas. Mas, ao mesmo tempo, elas me voltam com um sorriso no rosto. Um sorriso acompanhado de uma lágrima. Por que?

17.5.04

Eu odeio política. É daqueles assuntos que não me interessam, que sempre geram discussões que não levam a nada. Odeio essas pessoas "engajadas" em "causas políticas".

Lógico, é necessário que se tome partido - para isso é necessário analizar a situação, estudar um pouquinho, coisa que faço com alguma cautela. Mas, por mais que eu tente, simplesmente não consigo ver graça nenhuma em política.

Para mim, todo esse rebuliço ao redor da bebedeira de Lula é um saco - mas tem seu lado positivo. Para quem sempre quis vê-lo fora do trono - como assim ele considera - feito eu, é realmente interessante.

Mas é muito engraçado.

But I couldn't care less. I've became way to conformist for my own good.

16.5.04

Sabe quando você encontra em alguma música, em alguma letra, em alguma pessoa algo que você se identifique tanto que chega a doer? Como se algo fora de você pudesse explicar exatamente como você sempre se sentiu frente a tudo?

Comigo, essa pessoa foi Conor Orbest. Não foi apenas em uma de suas letras e uma de suas músicas que me li - foram em quase todas. Mas posso destacar duas. Primeiro, a música que fez com que eu me apaixonasse por Bright Eyes - e, subsequentemente, o outro trabalho de Orbest, o Desaparecidos -, "False Advertising".

Depois, foi uma música que, apesar de ser uma visão estranha de seguir em frente, me deu esperanças de continuar vivendo todas as minhas febres. De viver tudo aquilo que me deixa acordado a noite. "Sunrise, Sunset" é o nome da canção e a letra da mesma é uma das mais fantásticas que já li em minha vida. A música também; acompanha o ritmo de batidas cardíacas que a letra necessita, com certas explosões de sentimentos, antes contidas por algo que nem mesmo o autor pode explicar, "because you've changed".

Eu só posso agradecer ao Zebo, o Trigger Cut aí do lado, por ter me mostrado essa banda que, de certa maneira, mudou minha maneira de pensar.

***

Ontem, acabei indo parar na ploc 80's. A festa acabou se resumindo a jogar sonic no master system e jogar super trunfo com a Livia, o Fred e o Ivan. Foi bem bacana. Fazia tempo que não ia na Nautillus (ou espaço Marun, whatever) e me diverti.

Logo depois, fui fazer compras no supermercado (!!!) com o Fred e a Livia. Foi muito divertido! Pegamos uns biscoitos e comemos lá mesmo, conversando sobre coisas engraçadas. Também foi curioso ver o cd do Alice in Chains por 6,90 - Hahaha. Enfim.

Bom domingo para vocês. Eu agora vou dormir. Amanhã tem o churrasco "masmorra" (só porque o Museu me chamou :b).

15.5.04

what's wrong with second best?

caralho. viva o pedrão!!

14.5.04

Estou deveras impressionado. Hoje minha internet funcionou - ao menos por 1 minuto - com o cabo que liga à parede do telefone ao modem do velox desconectado. Eu devo emitir ondas eletro-magnéticas, porque é a primeira vez que vejo isso acontecer e nunca ouvi caso parecido com esse. Eu realmente tenho uma coisa especial com máquinas que nem eu vou entender. Principalmente computadores.

Eu resolvi colocar uma foto minha hoje no fotolog. Amanhã coloco mais alguma carta de magic e mais alguma frase enigmática. A maioria dessas frases não fazem senso nenhum para muitas pessoas, mas a mim sim. E o fotolog é meu, não é verdade? Não preciso que os outros compartilhem de minhas loucuras, porém - por isso me escondo através de enigmas facilmente decifráveis.

Hoje tem o show do Lemonheads no Ballroom. Deve ser legal. Eu só conheço um disco deles - o It's a Shame About Ray - e é bem legal. Gostaria de conhecer outros mas, ao mesmo tempo, as vezes é legal ir a um show sem conhecer muita coisa. Deixar-se surpreender é muito bacana.

Eu quero ver o que vai acontecer, então estou virando a página com dedos sujos de belladona. Se meus dedos virão ou não à boca na próxima página, apenas o futuro poderá dizer. E ele é incerto como sempre foi e como eu nunca quis que fosse.

Mode Riot Fel On.

13.5.04

Eu só gostaria de deixar uma coisa bem clara aqui:

- Eu odeio que sintam pena de mim. Pena é um sentimento muito baixo e eu não me deixo sentir por ninguém porque não quero que sintam de mim. Especialmente àquelas pessoas que já foram/são próximas a mim.

- Sinceramente, àqueles que sentem pena de mim, vão tomar no meio de seus respectivos orifícios anais.

- Sim, porque poucas pessoas, como a bela, conhecem o riot me.

- And you wish you'd never see me.
"(...)These drunken hours -- graces deflowered
Cast down by an angel
She used to kiss his weeping eyes
Depressed in her bosom
Tears roll off her nipple

Sweet baby, don't cry...
Your tears are only alibis
To prove you still feel --
You only feel sorry for yourself(...)"

Cursive - The Martyr

12.5.04

As vezes me bate uma vontade louca de sair gritando palavrões no meio da rua. De encher os pulmões, abrir a boca e deixar minhas cordas vocais ressoarem com sujeira e fúria. O tipo de fúria adolescente punk - cara de criança, roupas largas, inconsequencia.

Mas aí algo dentro de mim me diz para ficar quieto e analizar. Me diz para conter meus sentimentos, me diz para perceber como estou enganado sobre diversas coisas, como tento me cegar perante a realidade. Eu engulo os palavrões e eles descem como uma cerveja ruim e quente no calor de 40 graus - ficam entalados na garganta, meu estomago começa a revirar.

E fico com esse enjoo até o ponto que tenho que colocar o dedo na goela e esses palavrões são todos vomitados dentro de minha mente, para esvaírem-se em acordes de guitarra ou palavras esquivas.

E tento fugir cada vez mais da realidade bebendo, tentando me destrair. Não conseguindo cumprir com meus deveres e sendo displicente como fui quando tinha 18 anos. Achando que mudei sendo que continuando igualzinho ao que já fui.

E aí o sistema imunológico já está enfraquecido e acabo contraindo uma doença - minha cabeça e meu corpo foram esquecidos e o conjunto deles resolve ficar na cama. Com a garganta doento, com os pés frios e com os lábios quebrados.

Pedindo suplicantemente por um copo d'água, apenas um lábio pode sarar a sede dos meus. Mas eu estou doente e ninguém me trará o copo d'água. Preciso levantar-me, correr atrás e ainda assim, ninguém me garante que terá água em casa.

Então, cá estou, deitado, doente da mente, do corpo e do coração, suplicando por um copo d'água, voltando a ser a pessoa que fui por bastante tempo. Eu ainda não me olhei no espelho e tenho medo do que irei encontrar.

Uma nova pessoa foi construída dos poucos frangalhos que existiam de mim. Essa nova pessoa é frágil, pequena, triste e luta por uma causa perdida. Se eu for pensar, muitas coisas do stargazer ainda sobraram. Mas novos pedaços foram descobertos.

Não que sejam legais. São apenas uma condição momentãnea.

Que tristeza. Que tristeza.

11.5.04

Estou de volta. Quero encontrar vocês, amigos. Estou com saudades. :~

9.5.04

mais um post rapido.

Ainda em cbta, na casa da Lu. Ontem foi o show do Pixies - i´m speachless. Foi fantástico, apesar do frio. Eu estou meio chateado porque eu perdi o Grenade, mas são coisas da vida. Depois fomos eu e mais um grupo de amigos, incluindo Fabio Portugal, Luiza e Bela, tomar um drink pós show na rua 24H. Programinha light, apenas para conversar e descansar a cabeça.

O Pixies não tocou rock music e eu fiquei puto - só para constar.

O show do Teenage Fanclub foi ótimo as well, mas o que me surpreendeu mesmo foi o Hell on Wheels. Um show agitado, realmente bom. Enfim, o saldo desse CPF foi positivo - embora muitas pessoas tenham me dito que o do ano passado foi incomparavelmente melhor. Mas valeu.

Amanhã estou de volta ao Rio.

No som: Franz Ferdinand

Ah. Feliz Dia das Mães! :)

6.5.04

apenas um post rapido.

Cbta. Bebendo, me divertindo. Enfim. Pixies depois de amanhã. Escutando Grandaddy no computador da Lu. Sentindo saudades de algumas pessoa. Frio, friozinho. Meus pés estão gelados. Sensação de que falta alguma coisa - talvez mais bossa nos prédios, minimalistas demais.

Por enquanto é só.

4.5.04

cara, se o pixies não tocar "rock music" eu vou ficar muito puto.
caralho, o cursive's domestica é bom demais. é um disco tão bem feito, as músicas são tão boas que chega a doer. você consegue sentir a dor na voz de Kashner em cada música.

o mais legal do cursive também é que a banda não se enquadra. por exemplo, no ugly organ: tudo bem, uma banda com pegada emo. mas... com um violoncelo?

no domestica não é diferente. apesar de ainda não ter o violoncelo, a construção músical é toda fragmentada - lembra pavement algumas vezes, só que de uma maneira muito mais abrasiva.

e as letras? maravilhosamente bem construídas, com metáforas complexas mas de fácil compreensão. principalmente na época do domestica - que conta basicamente a história da separação de Kashner.

cursive é uma banda que recomendo a todos que gostam de música boa. realmente, o selo criado pelos moleques do commander venus - saddle creek - aparece com bandas muito boas.

dentre essa seleção estão, inclusive, bright eyes, desaparecidos... enfim. recomendo a seleção de bandas da saddle creek. como diria um conhecido meu... é emo bom.

se bem que...

por que raios sunny day real estate é emo? eu não vejo absolutamente NADA de emo nessa banda...
[nada a ver com o assunto, mas bem, vocês sacaram]

3.5.04

Eu sempre sou mal interpretado... que droga, eu deveria tentar deixar as coisas mais claras. Simplesmente escrever o que penso sem fazer rodeios.

Se bem que existem certas coisas que queremos comunicar que nem sempre queremos que todas as pessoas entendam. Eu entrei nas metáforas e associações por causa disso, mas sempre acabo me esquecendo o quanto isso é subjetivo. E as interpretações alheias podem machucar aos outros e a mim. Já passei por isso e não é bacana.

Eu também fico usando eufemismos para tentar suavizar qualquer que seja a situação e isso também não é tão proveitoso quanto parecia ser. Algumas vezes é necessário que seja usado mas, assim como as metáforas, um eufemismo mal utilizado é como colocar a cabeça na guilhotina.

Eu fico me perguntando de tudo. Até demais. Eu deveria descançar minha cabeça, tentar ser mais normal.
Não estou conseguindo dormir de novo. O que será que há de errado comigo? Uns diriam que é porque ando saindo muito, trocando noite pelo dia, mas acho que não, pois ando dormindo ben pouco. E aí, como fica? Eu devo estar ficando lesado, inclusive, pois a Fli me disse ontem que o ser humano produz um certo hormônio quando dorme a noite.

Perdoem minha inguinorãnssa por não saber disso.

Estou preocupado também com meu ingresso pro Pixies. Não chegou até agora. Hmmmm...

2.5.04

- Oi.
- Oi.
- Então, vamos continuar aquela nossa conversa...
- Você tem certeza de que quer continuar?
- Hã?
- Você me ouviu.
- Eu... Eu não sei. No fundo acho que quero, mas tenho medo do que poderei descobrir.
- Então vamos conversar sobre isso.
- Certo... Nós estávamos em qual parte? Do existêncialismo?
- Sim. Você esta se perguntando...
- ...Se vale a pena viver com tudo isso.
- Mas o que é tudo isso?
- Era minha razão de viver. Isso basta.
- Basta? Sua vida resume-se a sentimentos tão simples assim?
- Sempre me achei um minimalista. Sempre procurei ver a simplicidade das coisas, mesmo sabendo que...
- ...Elas não existem.
- Você quer parar de me interromper?
- Perdão. Faz parte de quem somos.
- Bem, voltando: de que adianta viver sentindo tanta dor? Ando como um zumbi, não paro para pensar, não consigo fazer nada. O que posso fazer? Não vejo mais um motivo.
- Simples. Você precisa achar uma razão pela qual valha a pena viver. Se esforçar em algo que, mesmo que não seja completo, bem sucedido, faça sua cabeça relaxar um pouco de todos esses pensamentos nocivos que você vem tendo.
- De certa maneira, você já me disse o que fazer, mas eu simplesmente não consigo.
- Você está se referindo ao conformismo...?
- Sim.
- Mas você já foi assim. E você sabe que não deu muito certo, que apenas perdeu valores em sua vida.
- Eu sei. Mas ao menos com o conformismo, eu tenho algo para lutar.
- Explique-se.
- Ao não abandonar quem sou, eu sofro. Mas eu luto por aquilo que perdi. Porque, mesmo tentando não abandonar, algo foge. Algo fica perdido. Lógico, se sou um conformado, eu deveria deixar passar.
- Mas nós não conseguimos, não é verdade? Nós não aceitamos. Nós tentamos correr atrás de nossa própria pessoa e por vezes ela escapa como areia pelos dedos.
- Sempre sobram alguns grãos.
- Você vai viver de grãos?
- É o que restou.
- Não existe razão; você não está pensando direito, está apenas tentando encaixar um emaranhado de pensamentos como se eles fossem resolver alguma coisa.
- Ao menos esses pensamentos me fazem refletir sobre quem sou.
- Mas é só isso?
- Como assim?
- Tudo que você anda fazendo me soa vazio. Sua vida soa vazia. Você está vivendo de restos de comida, realizando restos de trabalho, tocando restos de guitarra.
- Então, se minha vida anda tão vazia, por que não simplesmente acabar com ela?
- Covardia.
- Covardia?
- É. Um ato impensado, uma fuga. E depois, do outro lado, você se arrependerá.
Começa a chorar.
- Mas de que adianta tudo, então? Eu estou apenas vivendo sem ao menos realizar que estou vivo! Estou entrando na psicologia barata que sempre detestei. Estou sendo que nunca quis ser!
- Você só me fez mudar. Mas depois mudou de mim.
- Você quer me biografar! Mas não quer saber do fim.
- Eu não faço isso. Estou tentando ajudá-lo.
- Vamos parar por hoje. Eu já não aguento mais.
- Isso é fugir.
Acende um cigarro
- Fugir?
- É. De que adianta fugir de um problema quando ele pode ser resolvido? Não seria melhor simplesmente sentir o que você quer sentir?
- Eu não quero mais sentir.
- Isso é voltar atrás.
- Chega.
Neuronios se desligam. Tu Tu Tu Tu...