no ano de 2001 eu frequentava muito alguns canais de bate-papo no mIRC. conheci vários amigos que, mesmo longe, estão no meu coração até hoje. no mIRC descobri fãs de sigur rós quando quase ninguém aqui conhecia a banda, descobri piadas como o anal cunt e até mesmo bandas bonitas como o turin brakes.
dentre essas descobertas, está o abandoned pools. alter ego do multi-instrumentista e compositor norte-americano tommy walter, a banda me foi apresentada por um querido amigo do canal #grunge, o delay. lembro-me de ter gostado de cara das três músicas que ele me passou: the remedy, mercy kiss e blood.
essas três músicas estão no album de estréia da banda, que só realmente fui conhecer por inteiro anos depois, chamado humanistic, de 2001. e que album de estréia! músicas bonitas e nervosas, uma produção impecável e que, em alguns momentos, nos faz lembrar de smashing pumpkins - principalmente pelo tom anasalado de voz de tommy. as letras falam de aceitação e de amor, como quase toda banda de rock de hoje em dia, só que elas tem uma fúria e uma energia pouco-usual, além de idéias bem colocadas - "Then you can be the remedy/ And I can be the enemy/ And he can go and live as nothing/ They you can be the wanna be/ And I can be the remedy/ And he can go to hell for all I care" é de uma fúria contagiante.
o abandoned pools é uma banda injustiçada pela falta de exposição na mídia em geral, pois tommy walter é absurdamente talentoso e merecia um lugar ao sol. infelizmente, vários artistas absurdamente talentosos gozam do mesmo destino triste que ele.
15.10.06
11.10.06
eu me lembro claramente de quando ganhei o mega drive. o video game ainda não existia em terras tupiniquins - meus pais conseguiram para mim uma versão importada do japão através de uma amiga deles. lembro da caixa branca, do video-game preto com o "16-bit" dourado (coisa que não existia na versão brasileira e nem no gênesis), e da felicidade que foi jogar os primeiros jogos - quase todos importados do paraguay. dentre esses títulos, o que me lembro com mais claridade é o batman, um plataformer de boa qualidade e gráficos impressionantes (para quem só jogava famicom e master system, o mega drive era um colírio para os olhos).
aí eu coloquei as mãos no primeiro sonic. nunca mais minha vida foi a mesma: nunca tinha visto um jogo com gráficos tão legais, tão rápido, tão cativante! era muito melhor que qualquer jogo do mario - o sonic representava tudo aquilo que o mario nunca foi: velocidade, atitude, etc. o ouriço era cool.
aí o mega drive foi lançado no brasil. ele vinha acompanhado de um jogo (que sempre achei chatíssimo) chamado altered beast e nem sinal do sonic nas prateleiras. ainda assim, eu queria jogar alguns títulos que estavam saindo por aqui e os cartuchos brasileiros não entravam no meu video-game japonês. comprei um novo, brazuca, lançado aqui pela tec-toy (que fez um trabalho maravilhoso com a sega aqui no brasil, praticamente destruindo toda a concorrência que a nintendo poderia ter durante a guerra dos 16-bits).
daí eu consegui uma cópia americana do sonic 2. o melhor jogo da minha vida até então. ele foi a razão da minha primeira virada de noite - e tal lembrança ainda resiste de tanto que esse jogo significou para mim. outro jogo que me marcou profundamente foi landstalker - lembro-me de tê-lo alugado e ficado dias e dias com ele, não querendo devolver. assim que os emuladores de gênesis chegaram a um nível bom o suficiente para jogar jogos comerciais, fui atrás que nem um louco da rom. naquela época era difícil achar jogos de mega e landstalker, sendo um rpg, mais ainda.
eis então que, anos depois, baixo o emulador de gênesis novamente e boto as mãos no phantasy star IV - jogo que na época me fazia babar nas revistas de video-game (alguém aí se lembra da game power?) - e percebo ser um dos melhores rpgs que já joguei em minha vida. comecei a procurar mais coisa sobre o universo phantasy star na internet e descubro vários sites, desde aqueles falando da tristeza dos gamers americanos (e por que não mundiais) ao saber que o remake de phantasy star II nunca verá luz nos estados unidos, até aqueles com reviews, entrevistas e factos sobre o antigo console da sega.
dentre esses sites eu tenho que destacar o www.sega-16.com. o logo do site diz tudo: come for the games, stay for the memories. cheio de entrevistas, resenhas e artigos sobre o nosso querido genny e os jogos lançados (ou não) para ele, o site é genial. uma volta gostosa ao passado, um antro de informações sobre o video game da sega.
vale a pena uma olhada; se não pelos jogos, apenas pela memória :)
aí eu coloquei as mãos no primeiro sonic. nunca mais minha vida foi a mesma: nunca tinha visto um jogo com gráficos tão legais, tão rápido, tão cativante! era muito melhor que qualquer jogo do mario - o sonic representava tudo aquilo que o mario nunca foi: velocidade, atitude, etc. o ouriço era cool.
aí o mega drive foi lançado no brasil. ele vinha acompanhado de um jogo (que sempre achei chatíssimo) chamado altered beast e nem sinal do sonic nas prateleiras. ainda assim, eu queria jogar alguns títulos que estavam saindo por aqui e os cartuchos brasileiros não entravam no meu video-game japonês. comprei um novo, brazuca, lançado aqui pela tec-toy (que fez um trabalho maravilhoso com a sega aqui no brasil, praticamente destruindo toda a concorrência que a nintendo poderia ter durante a guerra dos 16-bits).
daí eu consegui uma cópia americana do sonic 2. o melhor jogo da minha vida até então. ele foi a razão da minha primeira virada de noite - e tal lembrança ainda resiste de tanto que esse jogo significou para mim. outro jogo que me marcou profundamente foi landstalker - lembro-me de tê-lo alugado e ficado dias e dias com ele, não querendo devolver. assim que os emuladores de gênesis chegaram a um nível bom o suficiente para jogar jogos comerciais, fui atrás que nem um louco da rom. naquela época era difícil achar jogos de mega e landstalker, sendo um rpg, mais ainda.
eis então que, anos depois, baixo o emulador de gênesis novamente e boto as mãos no phantasy star IV - jogo que na época me fazia babar nas revistas de video-game (alguém aí se lembra da game power?) - e percebo ser um dos melhores rpgs que já joguei em minha vida. comecei a procurar mais coisa sobre o universo phantasy star na internet e descubro vários sites, desde aqueles falando da tristeza dos gamers americanos (e por que não mundiais) ao saber que o remake de phantasy star II nunca verá luz nos estados unidos, até aqueles com reviews, entrevistas e factos sobre o antigo console da sega.
dentre esses sites eu tenho que destacar o www.sega-16.com. o logo do site diz tudo: come for the games, stay for the memories. cheio de entrevistas, resenhas e artigos sobre o nosso querido genny e os jogos lançados (ou não) para ele, o site é genial. uma volta gostosa ao passado, um antro de informações sobre o video game da sega.
vale a pena uma olhada; se não pelos jogos, apenas pela memória :)
7.10.06
a primeira vez que tive contato com um album que "cria um ambiente em torno de si" (em explicação ao post passado) foi com o acústico do alice in chains. as melodias menores e harmonizadas, geralmente escondidas nos albuns por guitarras distorcidas e estruturas up-tempo, floresceram como em nenhum outro album da banda, tomando corpo e criando uma grande sensação que percorre todo o album. é como se ele mostrasse as várias nuances de um mesmo sentimento e/ou sensação, explicando com música o que, muitas vezes, não consegue se dizer com palavras.
é claro que isso tem a ver com a aproximação que temos de música. naquela época do acústico do alice in chains, eu escutava muito as bandas grunges, mas apenas o nirvana (com o sensacional - e único dos grunges que continuo realmente escutando até hoje - in utero) e o alice in chains conseguiram a proeza de criar disco que criam ambientes em torno de si.
ao ir amadurecendo meus gostos musicais, fui descobrindo cada vez mais o indie rock (na época em que era obscuro escutar weezer) e bandas que exploravam sonoridades mais estranhas, mas igualmente belas. conheci inúmeras bandas e dei uma segunda chance ao radiohead (quando eu era moleque, eu ouvi o the bends e tinha achado uma porcaria - anos depois isso mudou um pouco e hoje é talvez, junto com o sigur rós, minha banda favorita).
o disco que mudou minha maneira de ouvir música foi do radiohead: o ok computer. ele é um disco que leva ao extremo o conceito de "criar um ambiente em torno de si" ao ser um loosely concept album (apenas por não achar termo melhor em português) sobre a vida moderna, mas não de forma acusatória ou "para fora", e sim através de grandes anthems introspectivos e reflexivos sobre o que passamos no nosso mundo tumultuado. e mesmo após quase 10 anos (!!!) continua um album atual.
pequena lista de albums que "criam um ambiente em torno de si" (existem muitos outros, vou citar apenas alguns que vem à cabeça agora):
nirvana, in utero
alice in chains, unplugged
weezer, pinkerton
radiohead, ok computer
radiohead, kid a
sigur rós, agaetis byrjun
sigur rós, ()
sigur rós, takk
my bloody valentine, loveless
the beach boys, pet sounds
death cab for cutie, transatlanticism
slint, spiderland
queens of the stone age, rated r
e por aí vai. um dia farei uma lista mais completa. :>
é claro que isso tem a ver com a aproximação que temos de música. naquela época do acústico do alice in chains, eu escutava muito as bandas grunges, mas apenas o nirvana (com o sensacional - e único dos grunges que continuo realmente escutando até hoje - in utero) e o alice in chains conseguiram a proeza de criar disco que criam ambientes em torno de si.
ao ir amadurecendo meus gostos musicais, fui descobrindo cada vez mais o indie rock (na época em que era obscuro escutar weezer) e bandas que exploravam sonoridades mais estranhas, mas igualmente belas. conheci inúmeras bandas e dei uma segunda chance ao radiohead (quando eu era moleque, eu ouvi o the bends e tinha achado uma porcaria - anos depois isso mudou um pouco e hoje é talvez, junto com o sigur rós, minha banda favorita).
o disco que mudou minha maneira de ouvir música foi do radiohead: o ok computer. ele é um disco que leva ao extremo o conceito de "criar um ambiente em torno de si" ao ser um loosely concept album (apenas por não achar termo melhor em português) sobre a vida moderna, mas não de forma acusatória ou "para fora", e sim através de grandes anthems introspectivos e reflexivos sobre o que passamos no nosso mundo tumultuado. e mesmo após quase 10 anos (!!!) continua um album atual.
pequena lista de albums que "criam um ambiente em torno de si" (existem muitos outros, vou citar apenas alguns que vem à cabeça agora):
nirvana, in utero
alice in chains, unplugged
weezer, pinkerton
radiohead, ok computer
radiohead, kid a
sigur rós, agaetis byrjun
sigur rós, ()
sigur rós, takk
my bloody valentine, loveless
the beach boys, pet sounds
death cab for cutie, transatlanticism
slint, spiderland
queens of the stone age, rated r
e por aí vai. um dia farei uma lista mais completa. :>
29.9.06
conheci o the shins logo que a banda lançou seu primeiro lp, oh, inverted world. o pessoal estava falando muito, na época, da banda e resolvi baixar umas músicas. como era época de internet discada (a infernal dial-up) consegui baixar apenas umas 5 músicas - entre elas "caring is creepy", "your algebra" e "new slang".
lembro-me de ter achado-as interessantes, mas nada que realmente prendesse minha atenção. só fui compreender e ficar apaixonado pelos caras ano passado, onde percebi toda a coesão sonora, a produção lo-fi de qualidade (beirando ao pavement) e a influência clara de beach boys (outra banda que gosto muito).
oh, inverted world é um disco para aqueles que gostam de boa música e lembrei-me dele novamente ao olhar a playlist do meu ipod. acho uma experiência muito mais gratificante, however, ouvi-lo do início até o fim. é um daqueles raros albuns que conseguem criar um ambiente em torno de si, uma sensação de todo. é uma proeza que poucos artistas conseguem. sempre retorno àqueles artistas que fazem albuns memoráveis feito esse.
amigos meus (e as vezes, até eu mesmo!) costumam dizer que o the shins é o beach boys moderno. de certa maneira, a voz lembra, as melodias lembram e o clima angelical também. vamos só esperar que o the shins não caia nas baboseiras que o beach boys caiu ao ter sido "abandonado" pelo brian wilson.
o the shins está gravando o ultimo disco do contrato com a sub-pop as we speak.
lembro-me de ter achado-as interessantes, mas nada que realmente prendesse minha atenção. só fui compreender e ficar apaixonado pelos caras ano passado, onde percebi toda a coesão sonora, a produção lo-fi de qualidade (beirando ao pavement) e a influência clara de beach boys (outra banda que gosto muito).
oh, inverted world é um disco para aqueles que gostam de boa música e lembrei-me dele novamente ao olhar a playlist do meu ipod. acho uma experiência muito mais gratificante, however, ouvi-lo do início até o fim. é um daqueles raros albuns que conseguem criar um ambiente em torno de si, uma sensação de todo. é uma proeza que poucos artistas conseguem. sempre retorno àqueles artistas que fazem albuns memoráveis feito esse.
amigos meus (e as vezes, até eu mesmo!) costumam dizer que o the shins é o beach boys moderno. de certa maneira, a voz lembra, as melodias lembram e o clima angelical também. vamos só esperar que o the shins não caia nas baboseiras que o beach boys caiu ao ter sido "abandonado" pelo brian wilson.
o the shins está gravando o ultimo disco do contrato com a sub-pop as we speak.
28.9.06
estou com vontade de esmagar meu computador. detoná-lo em mil pedacinhos pequenininhos e ficar rindo de cada um deles como um tirano louco, igual àqueles de desenhos animados americanos. nada seria melhor que um martelo agora para acabar de vez com a vida desta máquina que está pedindo, implorando quase, para ser sacrificada. também aliviaria muito do meu estresse quanto à esse treco velho.
bem, meu computador parou de ligar uma época. voltou a ligar miraculosamente, mas, como um velho doente, começou a dar um problema atrás do outro. o ultimo é grave demais e está me deixando com os cabelos vermelhos de raiva: ele resolveu ficar mudo e surdo. não emite mais nenhum som, não capta nada também. isso sem contar que o sistema operacional simplesmente está se recusando a colar ou copiar qualquer coisa.
e justo agora que eu tenho duas gravações super importantes (a da dj6 e a do elton) prestes a acontecer!!! como vou fazer agora? com tantas coisas importantes a serem feitas...
que raiva!
update: perdi alguns arquivos, mas foi melhor que perder todos. agora estou com o sistema mais estabilizado... eu acho.
bem, meu computador parou de ligar uma época. voltou a ligar miraculosamente, mas, como um velho doente, começou a dar um problema atrás do outro. o ultimo é grave demais e está me deixando com os cabelos vermelhos de raiva: ele resolveu ficar mudo e surdo. não emite mais nenhum som, não capta nada também. isso sem contar que o sistema operacional simplesmente está se recusando a colar ou copiar qualquer coisa.
e justo agora que eu tenho duas gravações super importantes (a da dj6 e a do elton) prestes a acontecer!!! como vou fazer agora? com tantas coisas importantes a serem feitas...
que raiva!
update: perdi alguns arquivos, mas foi melhor que perder todos. agora estou com o sistema mais estabilizado... eu acho.
16.9.06
então, pessoal, acabei de terminar o phantasy star IV para mega drive. sei que já falei antes desse jogo aqui, mas agora que terminei eu posso realmente abrir o grito sobre: que jogo do caralho!
acho que foi um dos melhores rpgs para video-game que já joguei em minha vida, e olha que eu sou fã da série final fantasy. a história envolvente, os personagens expressivos e cativantes, o sistema de batalhas rápido e divertido, a trilha sonora fantástica, um final feliz mas com elementos imprevisíveis, tornando-o bem original, três mundos e dois satélites para explorar... realmente, um jogo primoroso, daquela época em que o que importava não eram gráficos ou trilha sonora e, sim, um jogo consistente, divertido e "prende-atenção" até o final.
em comparação aos rpgs do super nintendo, posso dizer que achei melhor que quase todos que já joguei - incluindo aí o final fantasy VI, tão amado por todos, e o super-valorizado seiken densetsu III (ou secret of mana III, só lançado no japão, mas disponível em rom traduzido para o inglês).
lógico que o jogo não é perfeito: os personagens poderiam ser um pouco melhor trabalhados e explorados (como geralmente são na série final fantasy), mas isso não altera o fato de que o jogo é ótimo.
e ao ver os créditos do jogo você percebe que ele foi feito por um time muito pequeno de programadores e designers, talvez uns cinco apenas!!!
realmente a série phantasy star é um marco nos rpgs, assim como a série shining force, e me provou mais ainda que os rpgs de mega drive nada devem aos de super nintendo - e esse jogo me provou que podem ser ainda melhores!
parabéns, sega, por esse masterpiece!
acho que foi um dos melhores rpgs para video-game que já joguei em minha vida, e olha que eu sou fã da série final fantasy. a história envolvente, os personagens expressivos e cativantes, o sistema de batalhas rápido e divertido, a trilha sonora fantástica, um final feliz mas com elementos imprevisíveis, tornando-o bem original, três mundos e dois satélites para explorar... realmente, um jogo primoroso, daquela época em que o que importava não eram gráficos ou trilha sonora e, sim, um jogo consistente, divertido e "prende-atenção" até o final.
em comparação aos rpgs do super nintendo, posso dizer que achei melhor que quase todos que já joguei - incluindo aí o final fantasy VI, tão amado por todos, e o super-valorizado seiken densetsu III (ou secret of mana III, só lançado no japão, mas disponível em rom traduzido para o inglês).
lógico que o jogo não é perfeito: os personagens poderiam ser um pouco melhor trabalhados e explorados (como geralmente são na série final fantasy), mas isso não altera o fato de que o jogo é ótimo.
e ao ver os créditos do jogo você percebe que ele foi feito por um time muito pequeno de programadores e designers, talvez uns cinco apenas!!!
realmente a série phantasy star é um marco nos rpgs, assim como a série shining force, e me provou mais ainda que os rpgs de mega drive nada devem aos de super nintendo - e esse jogo me provou que podem ser ainda melhores!
parabéns, sega, por esse masterpiece!
15.9.06
já tem um tempo que eu penso em fazer uma banda nos moldes broken social scene - reunir umas 15 pessoas, compor músicas explosivas e de vários estilos diferentes e sair tocando por aí. afinal, existem tantas pessoas talentosas que nunca tive oportunidade de tocar!
hoje esse projeto tomou seu primeiro passo: se chamará bloco da juventude sônica (se bem que o nome é provisório), e uma pessoa muito querida e talentosa já aceitou tocar guitarra comigo. agora falta chamar o resto da multidão de artistas que quero junto nesta empreitada.
faz muito tempo, também, que não faço músicas genuínamente rock and roll. estava sentindo falta disso, de verdade. peguei meu violão e comecei a compor faixas mais eletrizantes que as baladas tristes que estão no starphaser music, ou que as melodias sexys da dj6.
vamos ver no que esse projeto vai dar. wish me luck :>
hoje esse projeto tomou seu primeiro passo: se chamará bloco da juventude sônica (se bem que o nome é provisório), e uma pessoa muito querida e talentosa já aceitou tocar guitarra comigo. agora falta chamar o resto da multidão de artistas que quero junto nesta empreitada.
faz muito tempo, também, que não faço músicas genuínamente rock and roll. estava sentindo falta disso, de verdade. peguei meu violão e comecei a compor faixas mais eletrizantes que as baladas tristes que estão no starphaser music, ou que as melodias sexys da dj6.
vamos ver no que esse projeto vai dar. wish me luck :>
6.9.06
sempre fui um fã de rpgs para video-game, sejam eles novos ou old school. gosto muito da idéia de jogar um jogo com uma história sólida e personagens cativantes, mesmo que muitos deles tenham um storyline bem linear. é por essas e outras que resolvi jogar phantasy star IV, para o mega drive.
phantasy star IV é um jogo que saiu nos ultimos momentos de vida do video-game da sega (1994) e talvez por isso não tenha tido tanta atenção quanto a obra prima que é phantasy star II. mas isso não o faz um jogo menos magnífico. muito pelo contrário, tenho me divertido bastante jogando e até agora a história parece ser bem promissora.
esse jogo me lembrou outro, talvez meu favorito do genesis: shining force II. seu esquema de batalhas táticas mudaram minha "vida" - e talvez seja culpa dele que meu jogo favorito seja final fantasy tactics. me lembro que tudo em SF II era bom: os personagens eram cativantes, o sistema de batalha muito bem feito (e também deu origem a quase todos os tactics-rpgs de hoje em dia, feito tactics ogre ou disgaea, além do já mencionado final fantasy tactics), a história era profunda e os gráficos muito bonitos. e não foi meu espanto ao perceber que ano passado a sega lançou para o playstation 2 uma continuação da franquia: shining force neo.
shining force neo não tem absolutamente nada a ver com o clássico rpg para mega drive. é apenas mais um diablo da vida, onde você sai matando um bando de monstros, consegue itens especiais, uppa seu personagem para passar por áreas mais difíceis e zera o jogo. fazer de shining force um hack and slash já seria um crime gigantesco, mas não é só isso: a história é linear, quase beirando a idiotisse (segundo o próprio gamespot.com), e o som é terrível. os gráficos não são nada especiais para um ps2 - são baseados em anime, como tudo hoje em dia.
agora fica a esperança de que a seguencia de shining force neo (chamada shining force exa) respeite o que o jogo realmente era, ao invés de desrespeitar os fãs com um jogo porcaria como esse.
phantasy star IV é um jogo que saiu nos ultimos momentos de vida do video-game da sega (1994) e talvez por isso não tenha tido tanta atenção quanto a obra prima que é phantasy star II. mas isso não o faz um jogo menos magnífico. muito pelo contrário, tenho me divertido bastante jogando e até agora a história parece ser bem promissora.
esse jogo me lembrou outro, talvez meu favorito do genesis: shining force II. seu esquema de batalhas táticas mudaram minha "vida" - e talvez seja culpa dele que meu jogo favorito seja final fantasy tactics. me lembro que tudo em SF II era bom: os personagens eram cativantes, o sistema de batalha muito bem feito (e também deu origem a quase todos os tactics-rpgs de hoje em dia, feito tactics ogre ou disgaea, além do já mencionado final fantasy tactics), a história era profunda e os gráficos muito bonitos. e não foi meu espanto ao perceber que ano passado a sega lançou para o playstation 2 uma continuação da franquia: shining force neo.
shining force neo não tem absolutamente nada a ver com o clássico rpg para mega drive. é apenas mais um diablo da vida, onde você sai matando um bando de monstros, consegue itens especiais, uppa seu personagem para passar por áreas mais difíceis e zera o jogo. fazer de shining force um hack and slash já seria um crime gigantesco, mas não é só isso: a história é linear, quase beirando a idiotisse (segundo o próprio gamespot.com), e o som é terrível. os gráficos não são nada especiais para um ps2 - são baseados em anime, como tudo hoje em dia.
agora fica a esperança de que a seguencia de shining force neo (chamada shining force exa) respeite o que o jogo realmente era, ao invés de desrespeitar os fãs com um jogo porcaria como esse.
30.8.06
olha só que bacana: esse final de semana tem tortoise (sexta) e coco rosie (sábado) no circo voador. para quem ainda não sabe, não se pode perder a chance de conferir essas duas bandas norte-americanas sensacionais! já estou com meus ingressos garantidos e espero vê-los lá.
apenas a título de curiosidade, o tortoise é uma banda de post-rock do início dos anos 90. seu album millions now living will never die (acertei o nome? eu sempre confundo porque ele é longo...) é uma das peças chave no movimento, e também uma obra prima de marca maior.
o coco rosie é uma banda que une as duas irmãs coco e rosie (dã!). seu primeiro album, la maison de mon reve, é um trabalho lo-fi de primeira linha, com vários arranjos inusitados.
espero-os lá. :>
apenas a título de curiosidade, o tortoise é uma banda de post-rock do início dos anos 90. seu album millions now living will never die (acertei o nome? eu sempre confundo porque ele é longo...) é uma das peças chave no movimento, e também uma obra prima de marca maior.
o coco rosie é uma banda que une as duas irmãs coco e rosie (dã!). seu primeiro album, la maison de mon reve, é um trabalho lo-fi de primeira linha, com vários arranjos inusitados.
espero-os lá. :>
29.8.06
os mutantes fizeram uma apresentação nos estados unidos há pouco tempo atrás. certo, certo, a primeira pergunta quem vem à cabeça é "como assim"? a segunda é "eles não acabaram faz tempo"? a terceira, que só chega após ler o review do show que a pitchfork fez (você pode ler aqui: pitchfork feature: live: os mutantes) é "como assim, a rita lee não foi"? e a quarta, que faz a casa cair: "como assim a zélia duncan substituiu rita lee"?!?
acho que é até desnecessário continuar o post sobre esse show, embora, no geral, a pitchfork tenha falado muito bem do show. claro que deve ser genial ver os irmãos sérgio e arnaldo no palco, mas sem a rita lee perde muito da graça. e com a zélia duncan, perde quase toda graça.
ao menos, vale a pena a lida na matéria.
acho que é até desnecessário continuar o post sobre esse show, embora, no geral, a pitchfork tenha falado muito bem do show. claro que deve ser genial ver os irmãos sérgio e arnaldo no palco, mas sem a rita lee perde muito da graça. e com a zélia duncan, perde quase toda graça.
ao menos, vale a pena a lida na matéria.
21.8.06
ok. death note.
estou lendo este mangá agora depois de um tempão e depois de várias pessoas o terem recomendado para mim. realmente a história me surpreendeu de início - olhando apenas para ilustrações você nem imagina que o mangá se leva a sério, e que tem temática policial, envolvendo detetives, investigações e o sobrenatural (o que é bem bacana, porque da a este título um sabor todo diferente dos mangás que envolvem conflitos criminais e policiais).
a trama gira sempre em torno de yagami raito (ou como gostaria a autora, yagami light), um rapaz comum de 17 anos, que ao sair de uma aula do colégio, acha um estranho caderno escuro no chão, onde na capa está escrito, em inglês, "death note". ao abrir o caderno, light vê instruções de "como usar" o caderno - é um caderno da morte, onde, ao se escrever o nome de uma pessoa, esta mesma morre de um ataque de coração quarenta segundos após ter seu nome escrito.
logo após testar o caderno, entra em cena ryuuku (ou ryuk), um shinigami, ou deus da morte. o caderno pertencia a ele, mas o deixou cair no mundo humano. o deus, então, teria de ficar perto do humano que o pegou até que este morra ou abdique do uso do death note.
esse é apenas o comecinho da história, que vai ficando cada vez mais tensa - o aparecimento de L, o detetive mais famoso do mundo, só deixa a trama principal do mangá mais excitante.
mas, exatamente no meio do mangá, a autora comete um erro imperdoável, que é continuar a série quando ela deveria acabar. logo após esse erro, a personalidade de yagami light fica estranha (ela perde o brilho) e o mangá fica um pouco mais previsível e bem desinteressante (até a galera que faz os scanlations parece ter percebido isso, porque os scans ficam horrorosos após o meio da série). eu mesmo estou empurrando a série (estou no capítulo 76) e tá ficando difícil.
vamos ver se alguma surpresa me aguarda, mas estou achando complicado. existem alguns autores que não sabem quando terminar uma boa série (não é mesmo, senhor toriyama akira?) e outros que a terminam rapido demais (não é mesmo, senhor togashi yoshihiro?).
estou lendo este mangá agora depois de um tempão e depois de várias pessoas o terem recomendado para mim. realmente a história me surpreendeu de início - olhando apenas para ilustrações você nem imagina que o mangá se leva a sério, e que tem temática policial, envolvendo detetives, investigações e o sobrenatural (o que é bem bacana, porque da a este título um sabor todo diferente dos mangás que envolvem conflitos criminais e policiais).
a trama gira sempre em torno de yagami raito (ou como gostaria a autora, yagami light), um rapaz comum de 17 anos, que ao sair de uma aula do colégio, acha um estranho caderno escuro no chão, onde na capa está escrito, em inglês, "death note". ao abrir o caderno, light vê instruções de "como usar" o caderno - é um caderno da morte, onde, ao se escrever o nome de uma pessoa, esta mesma morre de um ataque de coração quarenta segundos após ter seu nome escrito.
logo após testar o caderno, entra em cena ryuuku (ou ryuk), um shinigami, ou deus da morte. o caderno pertencia a ele, mas o deixou cair no mundo humano. o deus, então, teria de ficar perto do humano que o pegou até que este morra ou abdique do uso do death note.
esse é apenas o comecinho da história, que vai ficando cada vez mais tensa - o aparecimento de L, o detetive mais famoso do mundo, só deixa a trama principal do mangá mais excitante.
mas, exatamente no meio do mangá, a autora comete um erro imperdoável, que é continuar a série quando ela deveria acabar. logo após esse erro, a personalidade de yagami light fica estranha (ela perde o brilho) e o mangá fica um pouco mais previsível e bem desinteressante (até a galera que faz os scanlations parece ter percebido isso, porque os scans ficam horrorosos após o meio da série). eu mesmo estou empurrando a série (estou no capítulo 76) e tá ficando difícil.
vamos ver se alguma surpresa me aguarda, mas estou achando complicado. existem alguns autores que não sabem quando terminar uma boa série (não é mesmo, senhor toriyama akira?) e outros que a terminam rapido demais (não é mesmo, senhor togashi yoshihiro?).
17.8.06
i just got a feeling. i don't know if it means pressing the same button over and over again, or if i'm doomed to be a complete faillure. but i got this feeling itching my spine that someday something will happen for me. maybe not here, maybe not where exactly i plan to, but something will take place, and it'll be huge. and that only got bigger after reading nineteen volumes of beck.
of course; i never shared any dream with my band mates, nor did have a special sort of vibe when sellecting a guitar from a shop. but let's face it, the real world isn't so romantic. even if my dreams rests in the figure of a cartoon named maho, even if i'll never be able to put out a show for more than 20 fans, i want to build something that i can think forever as 'great'.
the pathway to success is a tough one; and i need to practice more and more and more until i become on the edge of perfection within my limits. i'll only know if this vibe i'm feeling right now is bullshit when i'm on the edge, on a peek, with a foot on the air and the other in the ground. only then i'll know if i'll fly or if i'll fall and meet death. but at least i'll make the best out of myself, and wont die regreting something! and who knows? the odds are against it, but i may even fly!
nothing will hold me back now. thank you, beck. for giving me this utterly huge boost of confidence. i needed you in this time of my life, full of doubts and dissapointments. to know that one share the same dreams as myself, to know that it might even happen to gramps like me, to know it take years and years of practice and hard training for something to happen, makes me hopeful again.
once i was koyuki, and maybe the years and the disaproval and hardships i've been through made me different. but it still is the same spirit, i'm still a kid inside, waiting for something to happen. no longer i will wait! now i will take the step foward, just like you did back then when you want to regroup. i have to make it happen! this is my only shot in this life! this is what i was meant for! i have to make it!
i have dreams too! it's good to be able to dream so vividly again, to live an experience inside myself, to have the conditions to be able to make the choices i have to make! i'm not alone in this. i have MYSELF again.
THANK YOU, MONGOLIAN CHOP SQUAD
of course; i never shared any dream with my band mates, nor did have a special sort of vibe when sellecting a guitar from a shop. but let's face it, the real world isn't so romantic. even if my dreams rests in the figure of a cartoon named maho, even if i'll never be able to put out a show for more than 20 fans, i want to build something that i can think forever as 'great'.
the pathway to success is a tough one; and i need to practice more and more and more until i become on the edge of perfection within my limits. i'll only know if this vibe i'm feeling right now is bullshit when i'm on the edge, on a peek, with a foot on the air and the other in the ground. only then i'll know if i'll fly or if i'll fall and meet death. but at least i'll make the best out of myself, and wont die regreting something! and who knows? the odds are against it, but i may even fly!
nothing will hold me back now. thank you, beck. for giving me this utterly huge boost of confidence. i needed you in this time of my life, full of doubts and dissapointments. to know that one share the same dreams as myself, to know that it might even happen to gramps like me, to know it take years and years of practice and hard training for something to happen, makes me hopeful again.
once i was koyuki, and maybe the years and the disaproval and hardships i've been through made me different. but it still is the same spirit, i'm still a kid inside, waiting for something to happen. no longer i will wait! now i will take the step foward, just like you did back then when you want to regroup. i have to make it happen! this is my only shot in this life! this is what i was meant for! i have to make it!
i have dreams too! it's good to be able to dream so vividly again, to live an experience inside myself, to have the conditions to be able to make the choices i have to make! i'm not alone in this. i have MYSELF again.
THANK YOU, MONGOLIAN CHOP SQUAD
9.8.06
vocês gostam de macintosh? eu amo. seja pelo design robusto, seja pelo sistema operacional impecável, seja pela segurança ao navegar na rede, seja pelo alto desempenho de programas gráficos e de audio, ele é quase perfeito. ou deveria dizer era, simplesmente pelo fato de que a apple decidiu ignorar o slogan mais famoso de todas as empresas de computador ("think different") ao abandonar o chip power pc por intel.
não que isso faça dos macintosh computadores piores ou menos valorizados, longe disso. os novos processadores da intel estão entre os melhores do mercado, e o novo desktop intel-apple é realmente de tirar o chapéu em termos de perfomance. mas será que o g6 não seria melhor?
andei lendo um textos na internet de que a IBM já começou há algum tempo a feitura dos novos processadores power - o tão esperado G6. do jeito que as coisas estão indo, com certeza eles darão um pau bonito no xeon - o processador intel que a apple colocou em seu ultimo desktop. então, por que a apple fez a troca para a intel, se esta sacrificava o slogan da companhia (isso de uma empresa que se diz "design related") e computadores absurdamente potentes? apenas para abocanhar fatias novas de mercado - e assim, traindo seus consumidores antigos? não sei não. acho que existe mais coisa, e apenas não é revelado para nós.
enquanto isso, vou ver se consigo um mac mini intel. que me desculpem os usuários de pcs, mas Mac OS é excencial. :)
não que isso faça dos macintosh computadores piores ou menos valorizados, longe disso. os novos processadores da intel estão entre os melhores do mercado, e o novo desktop intel-apple é realmente de tirar o chapéu em termos de perfomance. mas será que o g6 não seria melhor?
andei lendo um textos na internet de que a IBM já começou há algum tempo a feitura dos novos processadores power - o tão esperado G6. do jeito que as coisas estão indo, com certeza eles darão um pau bonito no xeon - o processador intel que a apple colocou em seu ultimo desktop. então, por que a apple fez a troca para a intel, se esta sacrificava o slogan da companhia (isso de uma empresa que se diz "design related") e computadores absurdamente potentes? apenas para abocanhar fatias novas de mercado - e assim, traindo seus consumidores antigos? não sei não. acho que existe mais coisa, e apenas não é revelado para nós.
enquanto isso, vou ver se consigo um mac mini intel. que me desculpem os usuários de pcs, mas Mac OS é excencial. :)
1.8.06
justo quando resolvo voltar com esse blog, meu computador resolve morrer; ele já estava com várias partes avariadas, como dois dos três slots de ram com mal contato, mas ainda assim funcionava. agora, após dois picos de luz seguidos aqui em casa, não mais. talk about the bad things about living at barra!
portanto, estarei um pouco ausente da internet, ao menos até adquirir uma máquina nova. provavelmente isso vai demorar um pouco, então estarei escrevendo ou de alguma lan-house ou do computador de meu irmão (como faço agora).
portanto, estarei um pouco ausente da internet, ao menos até adquirir uma máquina nova. provavelmente isso vai demorar um pouco, então estarei escrevendo ou de alguma lan-house ou do computador de meu irmão (como faço agora).
30.7.06
26.7.06
vocês já leram um mangá chamado beck? provavelmente eu já falei dele aqui (justamente por ser minha HQ favorita), mas não custa repetir porque é bom.
beck é um mangá relativamente recente (2003, talvez?) escrito e desenhado por harold sakuishi. conta a história de como koyuki, um rapaz de 14 anos sem nenhuma grande perspectiva na vida, muda após conhecer minami ryusuke, garoto de 16 anos (é mesmo? todos os personagens da série parecem que têm mais) e guitarrista soberbo.
koyuki, então, embarca fundo no mundo da música, começa a ter aulas de guitarra e aprofundar seu relacionamento com minami maho, irmã de ryusuke e a personagem mais apaixonante de todos os tempos que alguém poderia criar num mangá. eventualmente, koyuki entra para a banda de ryusuke, chamada beck - a banda foi batizada com esse nome por conta do cachorro esquisitíssimo de ryusuke, que tem esse nome. quanto ao relacionamento de maho e o garoto, leiam o mangá!
esse foi um dos poucos mangás que conseguiu mudar minha vida. simplesmente por me identificar com quase tudo existente nele: as referências musicais, o que é estar numa banda, os relacionamentos, etc. vale muito a pena!
swimming bare, under the moon~
beck é um mangá relativamente recente (2003, talvez?) escrito e desenhado por harold sakuishi. conta a história de como koyuki, um rapaz de 14 anos sem nenhuma grande perspectiva na vida, muda após conhecer minami ryusuke, garoto de 16 anos (é mesmo? todos os personagens da série parecem que têm mais) e guitarrista soberbo.
koyuki, então, embarca fundo no mundo da música, começa a ter aulas de guitarra e aprofundar seu relacionamento com minami maho, irmã de ryusuke e a personagem mais apaixonante de todos os tempos que alguém poderia criar num mangá. eventualmente, koyuki entra para a banda de ryusuke, chamada beck - a banda foi batizada com esse nome por conta do cachorro esquisitíssimo de ryusuke, que tem esse nome. quanto ao relacionamento de maho e o garoto, leiam o mangá!
esse foi um dos poucos mangás que conseguiu mudar minha vida. simplesmente por me identificar com quase tudo existente nele: as referências musicais, o que é estar numa banda, os relacionamentos, etc. vale muito a pena!
swimming bare, under the moon~
22.7.06
ah, sobre jogos...
estou jogando kingdom hearts: chain of memories, para game boy advance. resolvi pegar o jogo na iminência de jogar a continuação, kingdom hearts 2, já que gostei bastante do primeiro título da série (que, assim como a continuação, também é para o playstation 2). esse jogo para GBA, então, é como se fosse um kingdom hearts 1.5 - ele serve para fazer o elo entre a história dos dois jogos do ps2.
assim como no primeiro título da série, o grande atrativo do jogo é ver como os personagens da disney (donald, goofy, jiminy the cricket, etc) interagem com os da square (cloud, squall, aerith, etc) de maneira convincente - nada parece fora do lugar e até mesmo os desenhos se entendem e são visualmente harmônicos. a história também é boa, mas o jogo assume de imediato que você jogou kingdom hearts e terminou a aventura. isso restringe um pouco, portanto, o público alvo do jogo, mas não tira seu charme.
quanto ao gameplay, o jogo tem um sistema de cartinhas interessante no começo, mas que logo fica chato porque restringe muito suas opções (porra, porque o sora simplesmente não pode sair batendo em todo mundo com sua keyblade como no kingdom hearts sem se preocupar se vai ter sua carta "quebrada"?). a história das cartinhas, de início, também parece envolver um esquema tático maior, mas na verdade é tudo furada e você só precisa botar um bando de carta de valor alto no seu baralho para detonar qualquer inimigo que aparecer na sua frente. a square poderia ter desenvolvido melhor o sistema de jogo, já que os gráficos são bonitos, as músicas são boas e os efeitos sonoros bacanas (tem até algumas vozes gravadas, o que para um portátil sempre é impressionante).
ao menos esse jogo não foi uma decepção feito o final fantasy tactics advance. thumbs up!
estou jogando kingdom hearts: chain of memories, para game boy advance. resolvi pegar o jogo na iminência de jogar a continuação, kingdom hearts 2, já que gostei bastante do primeiro título da série (que, assim como a continuação, também é para o playstation 2). esse jogo para GBA, então, é como se fosse um kingdom hearts 1.5 - ele serve para fazer o elo entre a história dos dois jogos do ps2.
assim como no primeiro título da série, o grande atrativo do jogo é ver como os personagens da disney (donald, goofy, jiminy the cricket, etc) interagem com os da square (cloud, squall, aerith, etc) de maneira convincente - nada parece fora do lugar e até mesmo os desenhos se entendem e são visualmente harmônicos. a história também é boa, mas o jogo assume de imediato que você jogou kingdom hearts e terminou a aventura. isso restringe um pouco, portanto, o público alvo do jogo, mas não tira seu charme.
quanto ao gameplay, o jogo tem um sistema de cartinhas interessante no começo, mas que logo fica chato porque restringe muito suas opções (porra, porque o sora simplesmente não pode sair batendo em todo mundo com sua keyblade como no kingdom hearts sem se preocupar se vai ter sua carta "quebrada"?). a história das cartinhas, de início, também parece envolver um esquema tático maior, mas na verdade é tudo furada e você só precisa botar um bando de carta de valor alto no seu baralho para detonar qualquer inimigo que aparecer na sua frente. a square poderia ter desenvolvido melhor o sistema de jogo, já que os gráficos são bonitos, as músicas são boas e os efeitos sonoros bacanas (tem até algumas vozes gravadas, o que para um portátil sempre é impressionante).
ao menos esse jogo não foi uma decepção feito o final fantasy tactics advance. thumbs up!
vocês já escutaram kyuss?
ultimamente tenho escutado bastante - realmente stoner metal é perfeito para gastação, ou para quando se está transtornado com alguma coisa. e as letras do album blues for the red sun, minimalistas, humoristicamente negras e sarcásticas reforçam a sensação de que é um tipo de música ótima para se escutar quando se está indo para uma boate (o problema disso é que nenhuma música que você escutar na boate será tão boa quanto, salvo por algumas excessões como radiohead), ou em casa quando se está fazendo um trabalho.
isso sem contar as influências óbvias do psicodelismo dos anos 60 em várias composições, principalmente nas instrumentais - umas, feito molten universe, realmente sensacionais. parece um black sabbath nascido nos anos 60. muito bom.
falando de sons obscuros, esse album também procura explorar alguns sons soturnos, principalmente pelo fato de que josh homme (que depois veio a formar o excelente queens of the stone age) plugava sua guitarra em amplificadores de baixo para aquele ganho extra nas frequências graves. claro que o enfoque é bem mais metaleiro do que o queens, principalmente pela voz limitada do vocalista andy garcia. mas ainda assim é interessante ver que vários clichês criados por josh homme já estavam lá, inclusive alguns riffs que acredito que tenham sido reutilizados em albuns do queens.
vale a pena a escuta, para aqueles desavisados que desconhecem a banda.
ultimamente tenho escutado bastante - realmente stoner metal é perfeito para gastação, ou para quando se está transtornado com alguma coisa. e as letras do album blues for the red sun, minimalistas, humoristicamente negras e sarcásticas reforçam a sensação de que é um tipo de música ótima para se escutar quando se está indo para uma boate (o problema disso é que nenhuma música que você escutar na boate será tão boa quanto, salvo por algumas excessões como radiohead), ou em casa quando se está fazendo um trabalho.
isso sem contar as influências óbvias do psicodelismo dos anos 60 em várias composições, principalmente nas instrumentais - umas, feito molten universe, realmente sensacionais. parece um black sabbath nascido nos anos 60. muito bom.
falando de sons obscuros, esse album também procura explorar alguns sons soturnos, principalmente pelo fato de que josh homme (que depois veio a formar o excelente queens of the stone age) plugava sua guitarra em amplificadores de baixo para aquele ganho extra nas frequências graves. claro que o enfoque é bem mais metaleiro do que o queens, principalmente pela voz limitada do vocalista andy garcia. mas ainda assim é interessante ver que vários clichês criados por josh homme já estavam lá, inclusive alguns riffs que acredito que tenham sido reutilizados em albuns do queens.
vale a pena a escuta, para aqueles desavisados que desconhecem a banda.
21.7.06
decidi voltar pra música pop, pro azul e pros pensamentos do passado. decidi reler algumas coisas que estavam aqui, e vi que eram belas e ingênuas, mas eram eu. e a volta não é para ser promissora, não é para contar historinhas. com "vencendo a batalha mas perdendo a guerra" eu vivi momentos difíceis e depositava as historinhas no fundo preto. mas eu nunca fui preto, o azul condiz com quem sou, assim como a música pop. foi uma das músicas que mudou minha vida e agora está na hora de mais uma mudança. escrevendo bem menos do que um dia escrevi, ou então sendo tão saudosista como sempre fui. talvez eu não esteja voltando e sim apenas procurando novos ares para respirar, ou ainda me encontrando comigo novamente e com tudo aquilo que fui. talvez tenha sido isso que o i-ching quis dizer quando estou cada vez mais buscando deixar-me levar e contemplar. os resultados vêm com o passar das estações. são importantíssimos.
mas eu decidi também não abandonar. e já que houve tempo para que a cor desse blog realmente possa ser vista como azul e fria, manter a batalha viva também é uma opção. agora eu não vou mais largar, agora eu vou procurar a melhor maneira de viver o preto, o azul e os cinzas, tão belos cinzas, que sempre me fizeram enxergar diferente. a cor das nuvens quando resolver chover, a cor dos olhos quando resolvem expressar, a cor da pele quando resolve suar. a minha cor favorita.
sejam bem vindos de volta a mais música pop. e quem sabe, com um pouquinho de batalha também. :>
mas eu decidi também não abandonar. e já que houve tempo para que a cor desse blog realmente possa ser vista como azul e fria, manter a batalha viva também é uma opção. agora eu não vou mais largar, agora eu vou procurar a melhor maneira de viver o preto, o azul e os cinzas, tão belos cinzas, que sempre me fizeram enxergar diferente. a cor das nuvens quando resolver chover, a cor dos olhos quando resolvem expressar, a cor da pele quando resolve suar. a minha cor favorita.
sejam bem vindos de volta a mais música pop. e quem sabe, com um pouquinho de batalha também. :>
20.7.06
15.1.05
vocês já escutaram gastr del sol?
dave grubbs é o mentor da banda. ex-squirrel bait (banda que deu origem à banda expoente do post-rock, slint) e ex-bastro, o senhor grubbs começou a experimentar com sonoridades fragmentadas e músicas sem estrutura aparente no final da bastro. ausentando-se por uns tempos, decidiu mudar o nome da banda para gastr del sol e o enfoque também.
o gastr del sol fez com que um cara chamado jim o roarke aparecesse ao mundo.
recomendo! :)
dave grubbs é o mentor da banda. ex-squirrel bait (banda que deu origem à banda expoente do post-rock, slint) e ex-bastro, o senhor grubbs começou a experimentar com sonoridades fragmentadas e músicas sem estrutura aparente no final da bastro. ausentando-se por uns tempos, decidiu mudar o nome da banda para gastr del sol e o enfoque também.
o gastr del sol fez com que um cara chamado jim o roarke aparecesse ao mundo.
recomendo! :)
31.12.04
25.12.04
18.11.04
12.11.04
fazia bastante calor quando entrei na galeria vip para comprar meu ingresso para o show do nada surf - o vento gelado do ar condicionado do local acalmou um pouco minha excitação e fez-me pensar melhor. "que tal uma passadinha na musicale antes?"
e para a loja fui. dentro estava abafado e com um cheiro de detergente forte, daqueles feitos para exterminar qualquer vestígio de bactéria mas não necessariamente funcionando. caso não saibam, musicale é uma loja que vende discos e cd's usados, geralmente em boas condições e por um preço razoável. mas mal sabia eu que a loja me faria descobrir, nesse dia, uma das bandas mais importantes do cenário indie norte americano, o consonant.
ao dar uma passada pelos cd's, encontro na letra C um com uma capa muito interessante - um design realmente bacana - e a banda com um nome muito sugestivo. "consonant, é? deve ser banda indie."
levei o compacto ao player e mandei ver o som. a primeira música logo me impressionou, com guitarras pesadas, vocal introspectivo - mas seguro - e uma bateria concentrada apenas nos pratos e no bumbo. a caixa é tocada apenas umas três ou quatro vezes na música inteira. me impressionou de imediato. comprei o disco.
ao chegar em casa, fui cavar mais detalhes dessa tal consonant e descobri que a banda foi produzida por um dos integrantes do ótimo shellac e que o principal compositor, guitarrista e vocalista da banda havia feito parte da ótima mission of burma - estava parado havia anos, alegando "artistic block". compreensível. mesmo porque ele voltou com gás total e consoantes também.
muitas coisas boas saem dessa ceninha indie de massachussets eim?
e para a loja fui. dentro estava abafado e com um cheiro de detergente forte, daqueles feitos para exterminar qualquer vestígio de bactéria mas não necessariamente funcionando. caso não saibam, musicale é uma loja que vende discos e cd's usados, geralmente em boas condições e por um preço razoável. mas mal sabia eu que a loja me faria descobrir, nesse dia, uma das bandas mais importantes do cenário indie norte americano, o consonant.
ao dar uma passada pelos cd's, encontro na letra C um com uma capa muito interessante - um design realmente bacana - e a banda com um nome muito sugestivo. "consonant, é? deve ser banda indie."
levei o compacto ao player e mandei ver o som. a primeira música logo me impressionou, com guitarras pesadas, vocal introspectivo - mas seguro - e uma bateria concentrada apenas nos pratos e no bumbo. a caixa é tocada apenas umas três ou quatro vezes na música inteira. me impressionou de imediato. comprei o disco.
ao chegar em casa, fui cavar mais detalhes dessa tal consonant e descobri que a banda foi produzida por um dos integrantes do ótimo shellac e que o principal compositor, guitarrista e vocalista da banda havia feito parte da ótima mission of burma - estava parado havia anos, alegando "artistic block". compreensível. mesmo porque ele voltou com gás total e consoantes também.
muitas coisas boas saem dessa ceninha indie de massachussets eim?
2.11.04
cara.
como slint consegue ser tão bom? estou escutando o spiderland provavelmente provavelmente pela milésima vez e é um disco sempre surpreendente e inovador - tendo sido gravado a mais de dez anos! possivelmente é um daqueles discos que muitos chamam "atemporais".
não só o slint era uma puta banda de estúdio, com seus tempos fragmentados, suas mudanças subtas de volume, sua voz soturna - muitas vezes nada mais que um sussurro -, como também era sensacional ao vivo. comprovei isso quando baixei um bootleg deles - tocando em chicago em 89.
o show tem versões interessantes de "nosferatu man", "breadcrumb trail" e "good morning captain" - sendo que essas duas ultimas estão sem o vocal, e "nosferatu..." está com a voz completamente diferente. o concerto tem também uma música inédita (desconfio que minha versão esteja com problemas, visto que no meio da música entram uns barulhos completamente desconexos) e músicas do primeiro disco da banda, tweez.
mais interessante é escutar the for carnation após a dose incessante de slint e ver que brian mcmahan continua o mesmo - apenas mais velho, mais maduro.
e mais quieto.
como slint consegue ser tão bom? estou escutando o spiderland provavelmente provavelmente pela milésima vez e é um disco sempre surpreendente e inovador - tendo sido gravado a mais de dez anos! possivelmente é um daqueles discos que muitos chamam "atemporais".
não só o slint era uma puta banda de estúdio, com seus tempos fragmentados, suas mudanças subtas de volume, sua voz soturna - muitas vezes nada mais que um sussurro -, como também era sensacional ao vivo. comprovei isso quando baixei um bootleg deles - tocando em chicago em 89.
o show tem versões interessantes de "nosferatu man", "breadcrumb trail" e "good morning captain" - sendo que essas duas ultimas estão sem o vocal, e "nosferatu..." está com a voz completamente diferente. o concerto tem também uma música inédita (desconfio que minha versão esteja com problemas, visto que no meio da música entram uns barulhos completamente desconexos) e músicas do primeiro disco da banda, tweez.
mais interessante é escutar the for carnation após a dose incessante de slint e ver que brian mcmahan continua o mesmo - apenas mais velho, mais maduro.
e mais quieto.
23.10.04
22.10.04
18.10.04
19.9.04
sabem? eu quero voltar mesmo com a lp. não que seja um som mais fácil de tocar. não que seja mais difícil whatsoever. não que seja exatamente o som que quero fazer. não que se afaste totalmente do som que quero fazer. mas é que sinto muita falta de tocar aqueles indie rocks que tocava quando nem sabia o que era isso. e também, falta de tocar com o luiz, meu parceirão de longa data. quando a gente vai poder se unir e voltar a fazer aquelas músicas de revolta adolescente? haha. saudades.
ah. e uma coisa. cansei de falar de meus problemas nesse blog. vou falar só de música agora. e também, das minhas bandas, porque algo narcisista eu preciso manter. apenas pelo hábito.
ah. e uma coisa. cansei de falar de meus problemas nesse blog. vou falar só de música agora. e também, das minhas bandas, porque algo narcisista eu preciso manter. apenas pelo hábito.
16.9.04
terça feira, logo após o show do GRAM (que foi magnífico, por sinal), dei uma olhada na banquinha de cds e acabei por comprar o lp debutante do valv, por 15 reais. o disco foi lançado pela midsummer madness, do lariú - caso não saibam quem é, dêem uma checada no blog da maldita - volta e meia ele discoteca lá. a banda conta, neste álbum, com a participação especial de fernanda takai, do pato fu, na música que dá título ao disco - the sense of movement - além de john, também do pato fu, na produção da mesma música.
o valv é uma banda de bh que faz um som influenciado por bandas como sonic youth, kent e swerdriver, formada em 2000.
the sense of movement pega onde o ammonite (primeiro lançamento da banda, um ep) parou e apresenta sonoridades mais coesas e, embora possa parecer um disco difícil numa primeira escuta, existe escondido por trás um forte apelo pop que é apresentado após algumas ouvidas. o valv abusa de distorções bem altas e também de alguns clichês do post rock e do indie rock, mas sai do comum ao esbarrar no shoegaze. a pressão da banda é percebida principalmente na música de número 7, between the knees, uma porrada do início ao fim. a participação de fernanda takai em nada acrescenta ao disco. talvez, se ela cantasse uma música inteira sozinha...
como uma das melhores bandas do "cenário indie nacional" (pfffffffffff), é uma boa compra, pois dá para sentir o cheiro de algo muito maior vindo do valv num futuro próximo.
o valv é uma banda de bh que faz um som influenciado por bandas como sonic youth, kent e swerdriver, formada em 2000.
the sense of movement pega onde o ammonite (primeiro lançamento da banda, um ep) parou e apresenta sonoridades mais coesas e, embora possa parecer um disco difícil numa primeira escuta, existe escondido por trás um forte apelo pop que é apresentado após algumas ouvidas. o valv abusa de distorções bem altas e também de alguns clichês do post rock e do indie rock, mas sai do comum ao esbarrar no shoegaze. a pressão da banda é percebida principalmente na música de número 7, between the knees, uma porrada do início ao fim. a participação de fernanda takai em nada acrescenta ao disco. talvez, se ela cantasse uma música inteira sozinha...
como uma das melhores bandas do "cenário indie nacional" (pfffffffffff), é uma boa compra, pois dá para sentir o cheiro de algo muito maior vindo do valv num futuro próximo.
13.9.04
8.9.04
é engraçado, e ao mesmo tempo muito triste, olhar meu computador do jeito que está: zerado. formatei o drive C. estou sem nenhuma mp3, sem nenhum jogo... enfim, meu computador parece que chegou da loja agora, com aqueles errinhos iniciais de instalação de drivers até. a única coisa que anda me provando o contrário é meu mouse, que está bem surrado e mal anda para a esquerda e os ligeiros crashes, que ainda me deixam fulo da vida.
eu consegui salvar apenas o ragnarok online (há! o vício eu não abandono) da destruição total. sei que sentirei muita falta de escutar meus discos favoritos, mas dou graças por ter salvo alguns em cds.
estou sem saber muito bem como reagir a esta mudança, visto que é a primeira vez que zero meu computador. estou até sem icq! tudo que fiz foi catar as atualizações do windowns, o mozilla e o slsk. perdi com meu hd antigo e-mails importantes para mim, coisas que nunca mais verei.
será que meu computador resolveu apagar meu ano passado? posso estar ficando maluco, mas realmente acredito que essas maquinas tem vontade própria. volta e meia me pego chingando e praguejando meu pc quando ele começa a reclamar de conflitos internos. ha!
já chega desse papo. como foi o feriado de vocês? bom? amanhã é volta as aulas.
eu consegui salvar apenas o ragnarok online (há! o vício eu não abandono) da destruição total. sei que sentirei muita falta de escutar meus discos favoritos, mas dou graças por ter salvo alguns em cds.
estou sem saber muito bem como reagir a esta mudança, visto que é a primeira vez que zero meu computador. estou até sem icq! tudo que fiz foi catar as atualizações do windowns, o mozilla e o slsk. perdi com meu hd antigo e-mails importantes para mim, coisas que nunca mais verei.
será que meu computador resolveu apagar meu ano passado? posso estar ficando maluco, mas realmente acredito que essas maquinas tem vontade própria. volta e meia me pego chingando e praguejando meu pc quando ele começa a reclamar de conflitos internos. ha!
já chega desse papo. como foi o feriado de vocês? bom? amanhã é volta as aulas.
5.9.04
estou um pouco sumido. não apenas deste blog - várias pessoas andaram reclamando que "sumi". algumas até alegaram que talvez eu tivesse descoberto algum jogo novo de playstation e outras pensaram que eu estivesse doente. talvez, "doença" é a palavra que mais se aproxime de minha ausência.
é fato que estou recluso. ando sem vontade, muitas vezes, de conversar. parece que estou passando por mais um de meus momentos de mudança. eu já discorri muito sobre isso aqui. e gosto de mudar. é necessário. como fazer um ok computer e um kid a e continuar sendo a mesma coisa.
outra coisa também é que, relendo meu textos, percebo que muitos deles nem deveriam ter sido escritos. minha impetuosidade está me custando caro para comigo mesmo. alguma coisa perfeccionista está me cobrando deleta-los. mas me pergunto mesmo se devo fazê-lo, já que eles representam algo que fui (ou que ainda sou? - talvez até mesmo este post não devesse existir).
talvez eu tenha medo de apagar meus escritos. contam tantas coisas, lembram-me tantos eventos. uma agenda de lembranças, do passado. como se eu quisesse ver o que teve para fazer dia tal, se quisesse relembrar de uma possível tristeza, se quisesse rever os mesmos problemas de sempre.
ando achando-me simplório. talvez seja uma fase, talvez eu tenha sempre sido assim. antigamente, o tênis, a calça e a camiseta não serviam. precisava de algo mais. me contento, agora (e que se frise esse agora), com o novo tênis que comprei e com uma camiseta do meu irmão.
isso significa algo?
é possível que eu esteja me cansando um pouco de tentar parecer tanto para as pessoas, mas isso significaria que estou andando em círculos e voltando a ser quem eu era quando fui à pelotas.
não, não, não, hopefully not.
hopefully not. hmmmmm.
é fato que estou recluso. ando sem vontade, muitas vezes, de conversar. parece que estou passando por mais um de meus momentos de mudança. eu já discorri muito sobre isso aqui. e gosto de mudar. é necessário. como fazer um ok computer e um kid a e continuar sendo a mesma coisa.
outra coisa também é que, relendo meu textos, percebo que muitos deles nem deveriam ter sido escritos. minha impetuosidade está me custando caro para comigo mesmo. alguma coisa perfeccionista está me cobrando deleta-los. mas me pergunto mesmo se devo fazê-lo, já que eles representam algo que fui (ou que ainda sou? - talvez até mesmo este post não devesse existir).
talvez eu tenha medo de apagar meus escritos. contam tantas coisas, lembram-me tantos eventos. uma agenda de lembranças, do passado. como se eu quisesse ver o que teve para fazer dia tal, se quisesse relembrar de uma possível tristeza, se quisesse rever os mesmos problemas de sempre.
ando achando-me simplório. talvez seja uma fase, talvez eu tenha sempre sido assim. antigamente, o tênis, a calça e a camiseta não serviam. precisava de algo mais. me contento, agora (e que se frise esse agora), com o novo tênis que comprei e com uma camiseta do meu irmão.
isso significa algo?
é possível que eu esteja me cansando um pouco de tentar parecer tanto para as pessoas, mas isso significaria que estou andando em círculos e voltando a ser quem eu era quando fui à pelotas.
não, não, não, hopefully not.
hopefully not. hmmmmm.
1.9.04
30.8.04
é deveras necessário separar o autor do que está escrito. depois que um texto toma forma - que o escritor o termina - ele não é mais de quem o escreveu, e sim, das pessoas que o lêem. não existe, portanto, uma visão unilateral de um texto, porque as pessoas têm opiniões e vivências diferentes sobre um mesmo escrito. logo, dizer que gostar de textos de pessoas de quem você não gosta é plenamente plausível e compreensível. da mesma maneira que muitas pessoas quando lêem felicidade interpretam como "alegria douradoura", enquanto eu interpreto como "orgasmo".
não queiram entender o "porque" desse post, ou porque ele está tão mal escrito. eu não ando me entendendo ultimamente, então eu prefiro ficar sem entender por uns tempos. também não ando conseguindo fazer nada e minha vida está estagnada. de fato, criou-se uma estabilidade e é bom segurar-me um pouco nela, mas ela precisa ser quebrada pois é falsa.
as coisas não poderiam estar mais ociosas. nada acontece. apenas a velha rotina e alguma diversão e algumas esperanças e alguma tristeza e alguns orgasmos e algumas músicas e a falta de inspiração e a falta ou não de sono. entre outras coisas/estados/fatores/sentimentos/etc que não estou me recordando agora.
fazer o que? meus textos são para ninguém. e ninguém realmente gosta da minha banda. porque eu tenho uma banda só.
bah. puta brainstorm.
não queiram entender o "porque" desse post, ou porque ele está tão mal escrito. eu não ando me entendendo ultimamente, então eu prefiro ficar sem entender por uns tempos. também não ando conseguindo fazer nada e minha vida está estagnada. de fato, criou-se uma estabilidade e é bom segurar-me um pouco nela, mas ela precisa ser quebrada pois é falsa.
as coisas não poderiam estar mais ociosas. nada acontece. apenas a velha rotina e alguma diversão e algumas esperanças e alguma tristeza e alguns orgasmos e algumas músicas e a falta de inspiração e a falta ou não de sono. entre outras coisas/estados/fatores/sentimentos/etc que não estou me recordando agora.
fazer o que? meus textos são para ninguém. e ninguém realmente gosta da minha banda. porque eu tenho uma banda só.
bah. puta brainstorm.
26.8.04
duas coisas:
- quando voltei da faculdade, estava um pouco cansado e acabei adormecendo. nisso, tive um sonho muito fera, que gostaria de compartilhar com vocês. mas daria um trabalho muito grande escrever tudo, então, o que fica aqui é apenas a menção à esse sonho. e quem sabe, as lembranças que a festa surreal, as galera cantando no ônibus e o ápice se tornem realidade.
- voltei a jogar final fantasy tactics. não adianta. nunca vão fazer jogo melhor que esse. eu estava lá, entretido com o (ótimo) ragnarok online, jogando todo dia, até que botei o fft para rodar e o ro foi para o lixo. viva a square que faz esses jogos lindos. :~
até.
- quando voltei da faculdade, estava um pouco cansado e acabei adormecendo. nisso, tive um sonho muito fera, que gostaria de compartilhar com vocês. mas daria um trabalho muito grande escrever tudo, então, o que fica aqui é apenas a menção à esse sonho. e quem sabe, as lembranças que a festa surreal, as galera cantando no ônibus e o ápice se tornem realidade.
- voltei a jogar final fantasy tactics. não adianta. nunca vão fazer jogo melhor que esse. eu estava lá, entretido com o (ótimo) ragnarok online, jogando todo dia, até que botei o fft para rodar e o ro foi para o lixo. viva a square que faz esses jogos lindos. :~
até.
24.8.04
funny.
a lírio branco (fotolog.net/liriobranco) acabou de fazer uma participaçãozinha especial num show de bandas da arte música (uma escola de música aqui da barra). tocamos desfalcados de baterista e de guitarra mas foi engraçado e divertido. estava precisando de um incentivo desses.
o set-list:
1 - meia cinza
2 - chorar
3 - nova
4 - sun
é isso, gente. até a próxima.
a lírio branco (fotolog.net/liriobranco) acabou de fazer uma participaçãozinha especial num show de bandas da arte música (uma escola de música aqui da barra). tocamos desfalcados de baterista e de guitarra mas foi engraçado e divertido. estava precisando de um incentivo desses.
o set-list:
1 - meia cinza
2 - chorar
3 - nova
4 - sun
é isso, gente. até a próxima.
20.8.04
18.8.04
é um pouco torturante ser lembrado todo dia de uma comemoração que você não poderá ir, embora queira muito e a presença de seus amigos seja garantida. ver em todos os lugares que tal festa existe, mas não para você. como se o mundo se fechasse num casulo florido, onde todas as cores do arco íris brilhassem dentro dele, e você ficasse do lado de fora, usando suas roupas aparentemente sem graça, seu cabelo aparentemente despenteado, sua barba aparentemente mal-feita e sua estima aparentemente baixa.
então você para e fica a olhar para o chão, como se contemplar os pés fosse mais importante do que as estrelas, e o passado volta correndo e te dá um tapinha nas costas. "e aí? sentiu minha falta?". você olha-o, sorri amarelo, mas não quer responder. porque você sabe que o passado é negro e os pensamentos são pesados, como aquela música que você compos muito tempo atrás com esse nome. ou de algo parecido com isso, tanto faz.
você começa a analizar a situação de sua vida atual e percebe que ela está uma bagunça. okay. nem tão bagunçada como já esteve. seu coração está mais calmo devido a uma estabilidade solitária na imensidão de razões de um ulisses. mas, ao mesmo tempo, se divide na decisão de continuar em frente, mesmo porque o caminho que foi escrito é tão ruim - se não pior - que o anterior.
e você volta a ouvir o tunts-tunts-tunts daquela celebração que você não poderá ir. e que talvez aquilo pudesse lhe ajudar um pouco e isso lhe confunde ainda mais. daí você pega seu instrumento, seja ele qual for, e toca uma música. se segue que lembras de seus trabalhos musicais e como existem diversas reclamações veladas dentro de si para consigo mesmo e outras que não pode revelar.
e o que vem a tona são, ainda, algumas certezas sobre a sua vida, sobre o patamar pré-estabelecido de colunas de concreto que as pessoas insistem em tentar quebrar.
"bah". você é simples. isso não vai acontecer.
então você para e fica a olhar para o chão, como se contemplar os pés fosse mais importante do que as estrelas, e o passado volta correndo e te dá um tapinha nas costas. "e aí? sentiu minha falta?". você olha-o, sorri amarelo, mas não quer responder. porque você sabe que o passado é negro e os pensamentos são pesados, como aquela música que você compos muito tempo atrás com esse nome. ou de algo parecido com isso, tanto faz.
você começa a analizar a situação de sua vida atual e percebe que ela está uma bagunça. okay. nem tão bagunçada como já esteve. seu coração está mais calmo devido a uma estabilidade solitária na imensidão de razões de um ulisses. mas, ao mesmo tempo, se divide na decisão de continuar em frente, mesmo porque o caminho que foi escrito é tão ruim - se não pior - que o anterior.
e você volta a ouvir o tunts-tunts-tunts daquela celebração que você não poderá ir. e que talvez aquilo pudesse lhe ajudar um pouco e isso lhe confunde ainda mais. daí você pega seu instrumento, seja ele qual for, e toca uma música. se segue que lembras de seus trabalhos musicais e como existem diversas reclamações veladas dentro de si para consigo mesmo e outras que não pode revelar.
e o que vem a tona são, ainda, algumas certezas sobre a sua vida, sobre o patamar pré-estabelecido de colunas de concreto que as pessoas insistem em tentar quebrar.
"bah". você é simples. isso não vai acontecer.
13.8.04
meu irmão é um fofo. ele acabou de chegar de viagem e, além de trazer o disco que eu havia pedido a ele (o Lifted or the story is in the soil, keep your ear to the ground do Bright Eyes), ainda trouxe outro presentinho: um par de headphones bem bacanas, com uma definição sonora ótima! estou usando-os neste exato momento, escutando bem alto cat power.
meu irmão esteve em londres por agora. ainda aproveitou para dar uma passadinha no país de gales e na espanha, no final da viagem. mas ele disse que o mais curtiu mesmo foi a capital inglesa.
eu fico dizendo que não, mas eu senti muitas saudades dele sim. meu irmão é uma das pessoas mais importantes na minha vida e eu dou graças a deus por ter um cara tão amigo, tão carinhoso, tão inteligente e tão maduro como irmão.
esse post é pra você, maninho: welcome back. :*
meu irmão esteve em londres por agora. ainda aproveitou para dar uma passadinha no país de gales e na espanha, no final da viagem. mas ele disse que o mais curtiu mesmo foi a capital inglesa.
eu fico dizendo que não, mas eu senti muitas saudades dele sim. meu irmão é uma das pessoas mais importantes na minha vida e eu dou graças a deus por ter um cara tão amigo, tão carinhoso, tão inteligente e tão maduro como irmão.
esse post é pra você, maninho: welcome back. :*
10.8.04
ontem, eu fiquei muito nervoso. e talvez, algo na minha vida esteja prestes a acontecer. é como eu estava falando para uma grande amiga, algum dia desses:
- os meses de agosto, setembro e outubro sempre me apresentam coisas novas. não sei se é o clima friozinho, se foram as mudanças que passei no início do ano ou se, simplesmente, são acasos do destino. o fato é que minha vida sempre acontece em agosto, setembro e outubro.
não quero falar mais que isso, porque sei que pode não acontecer. mas não custa ter um pouquinho de esperança, né?
- os meses de agosto, setembro e outubro sempre me apresentam coisas novas. não sei se é o clima friozinho, se foram as mudanças que passei no início do ano ou se, simplesmente, são acasos do destino. o fato é que minha vida sempre acontece em agosto, setembro e outubro.
não quero falar mais que isso, porque sei que pode não acontecer. mas não custa ter um pouquinho de esperança, né?
9.8.04
daqui a pouco estou indo novamente para a puc. para as aulas de desenho industrial que já não me agradam nem um pouco. mas é algo que preciso terminar. preciso ganhar dinheiro, preciso arrumar um emprego, preciso adquirir minha independência financeira.
eu tenho vários problemas e acredito um deles ser o fato que não consigo fazer absolutamente nada se não estou estruturado (ou bem; não é necessariamente a mesma coisa) psicologicamente. ou seja, assuntos do coração. simples assim.
minha cabeça é simples mas meu coração não é. ele desvia dos caminhos óbvios, se complica todo, ajeita as coisas de maneira confusa e desenfreada e corre como nunca sempre. como todo coração de uma pessoa sadia, acredito. mas eu gostaria de dar menos ênfase a meus sentimentos.
eu só me atrapalho por causa deles. quando estou mal não consigo fazer nada, fico deprimido, cabisbaixo, de mal com o mundo, parecendo uma criança que não conseguiu o brinquedo que queria. embora eu esteja tentando mudar isso, forçando-me a cumprir meus compromissos, sejam eles banda, faculdade, trabalho ou cursos. mas, no fundo, não quero fazer nada.
quero é ficar bebendo o dia inteiro, afogando as mágoas em algum bar com algum doido cantando uma música brega alta, quietamente ouvindo uma música no disc man do meu irmão.
e querendo muito chorar mas se contendo.
eu tenho vários problemas e acredito um deles ser o fato que não consigo fazer absolutamente nada se não estou estruturado (ou bem; não é necessariamente a mesma coisa) psicologicamente. ou seja, assuntos do coração. simples assim.
minha cabeça é simples mas meu coração não é. ele desvia dos caminhos óbvios, se complica todo, ajeita as coisas de maneira confusa e desenfreada e corre como nunca sempre. como todo coração de uma pessoa sadia, acredito. mas eu gostaria de dar menos ênfase a meus sentimentos.
eu só me atrapalho por causa deles. quando estou mal não consigo fazer nada, fico deprimido, cabisbaixo, de mal com o mundo, parecendo uma criança que não conseguiu o brinquedo que queria. embora eu esteja tentando mudar isso, forçando-me a cumprir meus compromissos, sejam eles banda, faculdade, trabalho ou cursos. mas, no fundo, não quero fazer nada.
quero é ficar bebendo o dia inteiro, afogando as mágoas em algum bar com algum doido cantando uma música brega alta, quietamente ouvindo uma música no disc man do meu irmão.
e querendo muito chorar mas se contendo.
6.8.04
sempre que leio seus textos fico abalado. não sei exatamente o porque, afinal já se passou bastante tempo desde que desaventuramos nossos corações com nossas brincadeiras de decepção. ainda sinto alguma coisa estranha entrando dentro de mim, como se palavras quase não fossem suficientes para explicar, como a sensação de sentir o cheiro de sua flor favorita, como tremer-se ao escutar sua música favorita.
você me surpreende sempre, cada vez mais, com a qualidade e beleza do que escreve, embora eu consiga vê-la toda ali. as características claras de estramonium, desde a maneira como pensas até seus atos, seu medo extremo para com as coisas.
as vezes eu me pergunto se não estou invadindo sua vida lendo o que publicas, mas é uma preocupação passageira. eu ando fechado para os outros, talvez como nunca estive antes. a convivência alheia está se tornando a cada dia mais insuportável e ao mesmo tempo cada vez mais necessária. engraçado, não? sou um cara de contradições e tão mutável quanto um camaleão.
minhas mudanças não são externas porém. e, acredite ou não, alguma coisa em mim mudou muito de quatro meses para cá. eu agora sou apenas uma parte de algo que ficou para trás dentre os sonhos com vermes. e isso me causa um pouco de medo, de receio, embora eu tente me acalmar com falsas promessas de que vou melhorar e de que a viagem que farei amanhã vai me fazer bem. quem disse, anyway?
eu ainda estou esperando a chan marshall que ainda acho ser você. inclusive, eu iria colocar outro nome ao invés de "chan marshall". era o seu que estaria ali.
as vezes eu me prendo a saudade, as vezes eu me prendo a pensamentos. mas não acredito que seja isso agora. eu finalmente consegui liberar alguns estigmas que estiveram aqui dentro de mim, como escutar uma música do apples in stereo. e essa liberação fez com que eu conseguisse enxergar o que vinha negando desde que as coisas tomaram o rumo que tomaram.
eu te amo muito e eu faria qualquer coisa por você.
talvez isso não deva estar aqui. e eu posso estar outdated. mas meu coração ainda é seu. cuide com carinho dele. e eu me orgulho de ser emocional, eu me orgulho de poder sentir. mas, no momento, tudo que quero é que você possa um dia voltar a sentir a faísca pequena que eu fiz surgir dentro de você.
o que há de errado em querer-te? talvez você não esteja acostumada a isso. talvez você realmente seja gay. talvez você esteja com alguém que lembra minha pessoa em diversos aspectos ou não.
tens um porto-seguro aqui.
você me surpreende sempre, cada vez mais, com a qualidade e beleza do que escreve, embora eu consiga vê-la toda ali. as características claras de estramonium, desde a maneira como pensas até seus atos, seu medo extremo para com as coisas.
as vezes eu me pergunto se não estou invadindo sua vida lendo o que publicas, mas é uma preocupação passageira. eu ando fechado para os outros, talvez como nunca estive antes. a convivência alheia está se tornando a cada dia mais insuportável e ao mesmo tempo cada vez mais necessária. engraçado, não? sou um cara de contradições e tão mutável quanto um camaleão.
minhas mudanças não são externas porém. e, acredite ou não, alguma coisa em mim mudou muito de quatro meses para cá. eu agora sou apenas uma parte de algo que ficou para trás dentre os sonhos com vermes. e isso me causa um pouco de medo, de receio, embora eu tente me acalmar com falsas promessas de que vou melhorar e de que a viagem que farei amanhã vai me fazer bem. quem disse, anyway?
eu ainda estou esperando a chan marshall que ainda acho ser você. inclusive, eu iria colocar outro nome ao invés de "chan marshall". era o seu que estaria ali.
as vezes eu me prendo a saudade, as vezes eu me prendo a pensamentos. mas não acredito que seja isso agora. eu finalmente consegui liberar alguns estigmas que estiveram aqui dentro de mim, como escutar uma música do apples in stereo. e essa liberação fez com que eu conseguisse enxergar o que vinha negando desde que as coisas tomaram o rumo que tomaram.
eu te amo muito e eu faria qualquer coisa por você.
talvez isso não deva estar aqui. e eu posso estar outdated. mas meu coração ainda é seu. cuide com carinho dele. e eu me orgulho de ser emocional, eu me orgulho de poder sentir. mas, no momento, tudo que quero é que você possa um dia voltar a sentir a faísca pequena que eu fiz surgir dentro de você.
o que há de errado em querer-te? talvez você não esteja acostumada a isso. talvez você realmente seja gay. talvez você esteja com alguém que lembra minha pessoa em diversos aspectos ou não.
tens um porto-seguro aqui.
2.8.04
29.7.04
Passei mais um dia com dor de garganta e gripe, em casa, jogando Ragnarok Online o tempo inteiro. É um joguinho viciante esse, mas cansa, pela falta de npcs competentes e de uma história elaborada como nos one-player rpgs.
Se bem que eu quero jogar Final Fantasy XI. Disseram-me que o jogo é um massive multi-player rpg com história densa e npcs cheios de quests interessantes. Quero só ver. Isso sem contar que FINAL FANTASY, porra.
Estou com saudades, porra...
Se bem que eu quero jogar Final Fantasy XI. Disseram-me que o jogo é um massive multi-player rpg com história densa e npcs cheios de quests interessantes. Quero só ver. Isso sem contar que FINAL FANTASY, porra.
Estou com saudades, porra...
28.7.04
como eu queria que respondessem quando falo, mesmo que aparentemente não existam sinais de que uma resposta é necessária. ainda está tudo guardado aqui: as lembranças, o sentimento, as fotos, as palavras, as músicas, o felipe. a gaveta onde estão guardadas as coisas está fechada. a única coisa que eu não consegui trancar na gaveta, teve que ficar no criado mudo. e ela ainda me atordoa todo dia na esperança de que um dia a resposta vai vir, esforço vão de uma mente atormentada.
a saudade me faz lembrar todo dia. todo dia.
a saudade me faz lembrar todo dia. todo dia.
27.7.04
Muse. Enfim, vou falar de Muse. Preparem-se, coloquem os sintos de segurança. Aliás, esse é um conselho que eu deveria dar a eu mesmo, já que eu sempre vou meio contra a onda. Se existe uma onda, é gostar de duas bandas, sendo elas Placebo e o já citado Muse. O Placebo nem merece menção no meu blog, é uma banda bem chatinha e em decadência. Já o Muse é bom. Mas não passa disso.
Existe algo que não me deixa gostar de Muse de maneira alguma. Tudo bem, Matthew é talvez o melhor vocalista da atualidade na música alternativa, as músicas são bem tocadas e, por favor, eles não são cópias do Radiohead - para serem cópias eles precisariam ser muito melhores, então não façam isso com os garotos -, eles tem um pingo de originalidade. Mas então, o que faz com que essa banda não me toque da maneira como outras?
Simples.
Em primeiro lugar, numa comparação forçadíssima, eu diria que eles são tão romanticos (no movimento musical-clássico) quanto um Lizt. Eles enfocam tudo num mesmo sentimento desesperado e "a-beira-da-morte". Mas aí está o erro: tudo. As músicas chegam a soar falsas depois de um tempo, pois não existe fluxo algum de emoções. Não existe uma baladinha simples, um roque and roul ou uma batida eletronica. É tudo épico, grandioso, pretensioso. E depois de um tempo, chega.
Em segundo, voltemos ao "movimento clássico": eles são romanticos. O romanticismo está ultrapasasado. Existem áreas sônicas que eles simplesmente não exploram musicalmente - ainda mais quando se faz a mesma coisa todo disco. Eu aposto que eles são pau-mandado de produtor.
Terceiro: você pode espernear, eu mesmo já disse que não parece, mas é fato - o vocalista da banda imita porque imita o Thom Yorke, do já citado Radiohead. Ele geme, ele grita, ele parece uma criança chorona. Acontece que o Thom Yorke tem uma gran-de vantagem sobre ele: ele criou isso.
Bem, acho que já dei motivos suficientes. Mas eu gosto de Muse. Really.
Existe algo que não me deixa gostar de Muse de maneira alguma. Tudo bem, Matthew é talvez o melhor vocalista da atualidade na música alternativa, as músicas são bem tocadas e, por favor, eles não são cópias do Radiohead - para serem cópias eles precisariam ser muito melhores, então não façam isso com os garotos -, eles tem um pingo de originalidade. Mas então, o que faz com que essa banda não me toque da maneira como outras?
Simples.
Em primeiro lugar, numa comparação forçadíssima, eu diria que eles são tão romanticos (no movimento musical-clássico) quanto um Lizt. Eles enfocam tudo num mesmo sentimento desesperado e "a-beira-da-morte". Mas aí está o erro: tudo. As músicas chegam a soar falsas depois de um tempo, pois não existe fluxo algum de emoções. Não existe uma baladinha simples, um roque and roul ou uma batida eletronica. É tudo épico, grandioso, pretensioso. E depois de um tempo, chega.
Em segundo, voltemos ao "movimento clássico": eles são romanticos. O romanticismo está ultrapasasado. Existem áreas sônicas que eles simplesmente não exploram musicalmente - ainda mais quando se faz a mesma coisa todo disco. Eu aposto que eles são pau-mandado de produtor.
Terceiro: você pode espernear, eu mesmo já disse que não parece, mas é fato - o vocalista da banda imita porque imita o Thom Yorke, do já citado Radiohead. Ele geme, ele grita, ele parece uma criança chorona. Acontece que o Thom Yorke tem uma gran-de vantagem sobre ele: ele criou isso.
Bem, acho que já dei motivos suficientes. Mas eu gosto de Muse. Really.
25.7.04
Hoje tem canvas tocando o primeiro disco inteiro do foo fighters na casa da matriz. Vamos? Será fera!
Acabei de voltar do ensaio da Lírio Branco. A música nova ("ignorar") está ficando muito boa e é a primeira, em muito tempo, a ter só 3 minutos e pouco. Ae! Graças a deus, eu tinha me cansado um pouco de fazer músicas gigantes.
Nada mais por hoje.
Acabei de voltar do ensaio da Lírio Branco. A música nova ("ignorar") está ficando muito boa e é a primeira, em muito tempo, a ter só 3 minutos e pouco. Ae! Graças a deus, eu tinha me cansado um pouco de fazer músicas gigantes.
Nada mais por hoje.
22.7.04
E quando você pensava que alguém tinha mudado, esse alguém te surpreende mostrando que era outro alguém apenas em sua companhia e vestindo a máscara que dizia que você sempre teve. Esse alguém dizia ter medo do que as pessoas pensavam, quando na verdade se escondia sobre textos publicados e, com certeza, na esperança de que você um dia os lesse e entendesse ao menos uma pequena parte dele.
Mas, aos seus olhos, sobraram pouquíssimos sentimentos, sendo um protagonista e um antagonista, quando o que alguém mais queria que você sentisse outrora era o antagônico. O protagonista vigora em sua força e explendor, mas sente falta de quando era da outra maneira, quando herói e mocinho éram um só e andavam de mãos dadas dentro de seu corpo.
Tudo isso apenas por olhar a vastidão de si mesmo e perceber que você nada mais é que mais um. Mas, apesar de tudo, a comunicação vem, e existe o desprecavimento da parte de alguém.
Então, numa breve viagem ao interior, você descobre que a poeira ainda está lá, perto dos feiches de luz, perto do cíclico, perto do neon rosa. E que ainda toca-o profundamente.
Preciso dar mais alguma bandeira? Ou devo ater-me a descoberta tão óbvia e simples feita aqui, de que quem carrega pureza em seu nome finalmente resolveu dar as caras, e possivelmente, o fez pelos motivos já ditos?
A porta está aberta de novo. Quem irá entrar dessa vez?
Mas, aos seus olhos, sobraram pouquíssimos sentimentos, sendo um protagonista e um antagonista, quando o que alguém mais queria que você sentisse outrora era o antagônico. O protagonista vigora em sua força e explendor, mas sente falta de quando era da outra maneira, quando herói e mocinho éram um só e andavam de mãos dadas dentro de seu corpo.
Tudo isso apenas por olhar a vastidão de si mesmo e perceber que você nada mais é que mais um. Mas, apesar de tudo, a comunicação vem, e existe o desprecavimento da parte de alguém.
Então, numa breve viagem ao interior, você descobre que a poeira ainda está lá, perto dos feiches de luz, perto do cíclico, perto do neon rosa. E que ainda toca-o profundamente.
Preciso dar mais alguma bandeira? Ou devo ater-me a descoberta tão óbvia e simples feita aqui, de que quem carrega pureza em seu nome finalmente resolveu dar as caras, e possivelmente, o fez pelos motivos já ditos?
...e depois de muito tempo...
A porta está aberta de novo. Quem irá entrar dessa vez?
20.7.04
Acabei de voltar da maldita. Não foi tão boa quanto a outra, mas foi proveitosa. Fez-me perceber que a casa da matriz me recorda tantas coisas! Desde boas até ruins. Quando a favela hype ainda era na sala que hoje se encontra a sala de vídeo. Quando as pessoas que frequentavam a casa da matriz eram outras e o clima era de relativa novidade para mim, que estava cada dia mais conhecendo pessoas novas e aquilo tudo ainda era supreendendente.
Lembro-me de um dia em que o sofá da sala onde localiza-se a favela hype hoje em dia foi coroado com uma série de carícias. Lembro-me de outro onde a pista de dança nunca viu casal tão unido por diversas situações. Lembro-me da antiga lojinha vendo discussões e pessoas querendo que eu me retirasse da casa por estar com o espírito quente.
Ah, a casa da matriz. Tantas lembranças, tantas coisas, em tão pouco tempo! Terei eu coragem e saco de frequentar aquele lugar tão assíduamente por mais tempo, vendo sempre as mesmas pessoas e conhecendo (praticamente) ninguém novo?
O ano passado foi bom. Esse ano, com tudo que está acontecendo, está sendo BEN pior.
E agora, repito um post do ano passado, mais ou menos da mesma época, só que, agora, com um pequeno ajuste:
2004 será um ano muito solitário para mim
2004 will be a very lonely year to me
(/interna)
Lembro-me de um dia em que o sofá da sala onde localiza-se a favela hype hoje em dia foi coroado com uma série de carícias. Lembro-me de outro onde a pista de dança nunca viu casal tão unido por diversas situações. Lembro-me da antiga lojinha vendo discussões e pessoas querendo que eu me retirasse da casa por estar com o espírito quente.
Ah, a casa da matriz. Tantas lembranças, tantas coisas, em tão pouco tempo! Terei eu coragem e saco de frequentar aquele lugar tão assíduamente por mais tempo, vendo sempre as mesmas pessoas e conhecendo (praticamente) ninguém novo?
O ano passado foi bom. Esse ano, com tudo que está acontecendo, está sendo BEN pior.
E agora, repito um post do ano passado, mais ou menos da mesma época, só que, agora, com um pequeno ajuste:
2004 será um ano muito solitário para mim
2004 will be a very lonely year to me
(/interna)
18.7.04
Essa música vai para uma amiga minha. Uma amiga realmente querida. E uma amiga que realmente precisa dessa mensagem.
Olha lá quem vem do lado oposto
e vem sem gosto de viver
Olha lá os que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo
mas não deixa ninguém ver
Por que será ?
Eu que já não sou assim
muito de ganhar
junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.
Nós somos vencedores, menina. Vencedores.
:*
Estarei sempre com você. Por mais que você possa nunca vir a ler esse post.
Olha lá quem vem do lado oposto
e vem sem gosto de viver
Olha lá os que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo
mas não deixa ninguém ver
Por que será ?
Eu que já não sou assim
muito de ganhar
junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.
los hermanos - o vencedor
Nós somos vencedores, menina. Vencedores.
:*
Estarei sempre com você. Por mais que você possa nunca vir a ler esse post.
17.7.04
Voltando do show do Los Hermanos, alguns pensamentos me vieram a cabeça, mas o principal foi esse:
- Que saudade da época do bloco!
O show foi bom, mas eu me senti um estranho lá. Como se a banda que um dia me fez pular não estivesse mais lá, como se os meus amigos que compartilharam aquela época comigo não existissem. Como se eu fosse outro, vestido em outras roupas. Porém, sentindo as mesmas coisas - as músicas dos Hermanos ainda me tocam. Principalmente as do bloco. Ai, ai...
Outras considerações: é muito triste que pessoas próximas a você queiram tanto se afastar que o retiram até da sua lista de fãs no orkut. Eu não deveria ligar para essas coisas, mas isso não me deixa acreditar o contrário: eu devo estar me tornando apenas "mais um". Aquele tipo de pessoa que entra na sua vida na hora que você precisa aprender algo com ela e, quando isso acontece, ela se esvai. É como um copo de cerveja. Gelado, gostoso no início, quente no final e sem gostinho de "quero mais". Apenas a lembrança do gelado o faz pedir outra. Mas aí ja é outra cerveja.
Meus pensamentos são minimalistas como eu sou.
Amanhã postarei a letra de uma das músicas novas da Lírio Branco. Estou ansioso: a música ficou legal e, depois de muito tempo, pequena. Fazia tempo que não conseguia fazer uma música de três minutos.
Até. Estou sem palavras por agora.
- Que saudade da época do bloco!
O show foi bom, mas eu me senti um estranho lá. Como se a banda que um dia me fez pular não estivesse mais lá, como se os meus amigos que compartilharam aquela época comigo não existissem. Como se eu fosse outro, vestido em outras roupas. Porém, sentindo as mesmas coisas - as músicas dos Hermanos ainda me tocam. Principalmente as do bloco. Ai, ai...
Outras considerações: é muito triste que pessoas próximas a você queiram tanto se afastar que o retiram até da sua lista de fãs no orkut. Eu não deveria ligar para essas coisas, mas isso não me deixa acreditar o contrário: eu devo estar me tornando apenas "mais um". Aquele tipo de pessoa que entra na sua vida na hora que você precisa aprender algo com ela e, quando isso acontece, ela se esvai. É como um copo de cerveja. Gelado, gostoso no início, quente no final e sem gostinho de "quero mais". Apenas a lembrança do gelado o faz pedir outra. Mas aí ja é outra cerveja.
Meus pensamentos são minimalistas como eu sou.
Amanhã postarei a letra de uma das músicas novas da Lírio Branco. Estou ansioso: a música ficou legal e, depois de muito tempo, pequena. Fazia tempo que não conseguia fazer uma música de três minutos.
Até. Estou sem palavras por agora.
13.7.04
Idéias Malucas III:
As vezes eu tenho vontade de sair escrevendo tudo nesse blog. Tudo que realmente penso, tudo que realmente sinto, parar de vez de florear minhas palavras com metáforas bonitinhas que só eu entendo. Afinal, o que é o bom escritor? Não é aquele que consegue escrever o que todos conseguem entender? Ao menos, para mim sempre foi assim. Não que eu seja um bom escritor (at all) mas eu me esforço. Gostaria muito, também, de escrever um livro, mas isso é tópico para outro "idéias malucas".
Será que devo escrever, então, tudo que realmente quero? É cada vez mais difícil poder se expressar por aqui. Ao contrário de mim, muitas pessoas dão importancia extrema ao que escrevem sobre elas e a internet. Eu descobri que muitos lêem meu blog também, mesmo estando os comentários quase sempre vazios. Por que poucos comentam? Pode ser que a maioria não tenha nada a dizer, mas mesmo assim, é estranha a sensação quando uma pessoa vira para você e lhe diz que não gostou de seu ultimo post.
Acabei de esbarrar, mais uma vez, no problema da ambiguidade: vejam bem, não estou falando de ninguém específico no último parágrafo, como pode certamente parecer. Estou apenas mostrando um descontentamento em não poder falar o que realmente penso no meu espaço por simples capricho de outras pessoas. E eu não sou tão corajo, nem muito menos babaca, a ponto de expor as pessoas se elas simplesmente não querem.
Mas eu gostaria que meu blog pudesse voltar a ser o que era quando se chamava "Cada dia que passa, você está um dia mais morto" ou algo assim. Era um blog muito exclusivo, sem comentários, onde eu sabia que apenas duas pessoas liam - Luiz e Bela. Se bem que, naquela época, eu conhecia bem menos pessoas do que conheço hoje e tinha vivido bem menos coisas.
Então, como todo Idéias Malucas termina com uma pergunta, aqui vai:
- Devo escrever o que realmente penso sobre todos e não usar fru-frus de linguagem para esconder as coisas?
***
Cara, por que toda maldita é sempre foda? Essa ultima então, foi uma loucura só. Valeu muito a pena - e olha que eu estava com pouquíssimo dinheiro.
Até breve.
As vezes eu tenho vontade de sair escrevendo tudo nesse blog. Tudo que realmente penso, tudo que realmente sinto, parar de vez de florear minhas palavras com metáforas bonitinhas que só eu entendo. Afinal, o que é o bom escritor? Não é aquele que consegue escrever o que todos conseguem entender? Ao menos, para mim sempre foi assim. Não que eu seja um bom escritor (at all) mas eu me esforço. Gostaria muito, também, de escrever um livro, mas isso é tópico para outro "idéias malucas".
Será que devo escrever, então, tudo que realmente quero? É cada vez mais difícil poder se expressar por aqui. Ao contrário de mim, muitas pessoas dão importancia extrema ao que escrevem sobre elas e a internet. Eu descobri que muitos lêem meu blog também, mesmo estando os comentários quase sempre vazios. Por que poucos comentam? Pode ser que a maioria não tenha nada a dizer, mas mesmo assim, é estranha a sensação quando uma pessoa vira para você e lhe diz que não gostou de seu ultimo post.
Acabei de esbarrar, mais uma vez, no problema da ambiguidade: vejam bem, não estou falando de ninguém específico no último parágrafo, como pode certamente parecer. Estou apenas mostrando um descontentamento em não poder falar o que realmente penso no meu espaço por simples capricho de outras pessoas. E eu não sou tão corajo, nem muito menos babaca, a ponto de expor as pessoas se elas simplesmente não querem.
Mas eu gostaria que meu blog pudesse voltar a ser o que era quando se chamava "Cada dia que passa, você está um dia mais morto" ou algo assim. Era um blog muito exclusivo, sem comentários, onde eu sabia que apenas duas pessoas liam - Luiz e Bela. Se bem que, naquela época, eu conhecia bem menos pessoas do que conheço hoje e tinha vivido bem menos coisas.
Então, como todo Idéias Malucas termina com uma pergunta, aqui vai:
- Devo escrever o que realmente penso sobre todos e não usar fru-frus de linguagem para esconder as coisas?
***
Cara, por que toda maldita é sempre foda? Essa ultima então, foi uma loucura só. Valeu muito a pena - e olha que eu estava com pouquíssimo dinheiro.
Até breve.
10.7.04
idéias malucas parte II:
Vem me ocorrendo já tem uns anos fazer um disco inteiramente solo, com músicas pop - violão, guitarra, baixo, bateria - apenas pelo gosto de tocar músicas legais, com melodias bonitas e simples. Nada de fru-frus experimentais e presunçosos (como é de meu feitio), apenas música de violão.
Eu tocaria todos os instrumentos do álbum - e, quem sabe, até me arriscaria a tocar teclado numa música que fiz. Seria um disco gostoso de escutar, daqueles que a gente coloca numa festa, ou mesmo então, daqueles que a gente quer escutar para se sentir bem. Músicas leves, como um Ben Kweller ou um Sondre Lerche fazem.
Já cheguei a pensar em vários conceitos para um disco e já cheguei a colocar em prática um projetinho experimental solo chamado Trigger Cap (nome horrível, não?), mas esse cd nada teria a ver com isso. Seria apenas (soft) rock. Não como um The Calling da vida, e sim, como "música boa feita para qualquer hora".
Meus únicos receios de gravar um disco desse são que talvez eu não consiga tocar bateria direito (embora eu tenha praticado e a bateria que penso para tal projeto seja extremamente minimista), que eu gaste muito dinheiro e que a gravação fique uma porcaria (como, geralmente, gravações independentes são).
O tema principal seria, obviamente, músicas de amor, mas não a visão amarga que tenho imprimido sempre na Lírio Branco - seriam amores bem sucedidos, daqueles "e eles viveram felizes para sempre". Aquele tipo de sentimento que todo mundo quer ter, todo mundo que ouvir, mas que realmente ninguém tem.
Já cheguei até a pensar em mesclar algumas coisas que tivessem a ver com "sol" e "calor", já que um amor bem sucedido, ao meu ver, aquece o corpo e o espírito e nos eleva a um estado especial, sendo esse estado quase impossível de passar para o papel. Existem poucas músicas em que eu realmente tenha conseguido isso e - ironicamente - as fiz quando estava no fundo do poço.
Essa empreitada também seria uma maneira de fugir um pouco das influências claras de My Bloody Valentine e Bright Eyes que a Lírio Branco vem mostrando ultimamente. Além, é óbvio, do tema corriqueiro do "choro", onde em (quase) todas as músicas têm o verbo "chorar" no meio. Tem até uma música que se chama "chorar"!
Ah, e eu não chamaria o disco de "Felipe Fortes". Não gosto. Eu criaria um pseudônimo, tipo Phillip Puddle (tá, foi um péssimo exemplo, mas é que gosto muito da idéia de duas letras iguais no início do nome/sobrenome).
Devo tentar?
Vem me ocorrendo já tem uns anos fazer um disco inteiramente solo, com músicas pop - violão, guitarra, baixo, bateria - apenas pelo gosto de tocar músicas legais, com melodias bonitas e simples. Nada de fru-frus experimentais e presunçosos (como é de meu feitio), apenas música de violão.
Eu tocaria todos os instrumentos do álbum - e, quem sabe, até me arriscaria a tocar teclado numa música que fiz. Seria um disco gostoso de escutar, daqueles que a gente coloca numa festa, ou mesmo então, daqueles que a gente quer escutar para se sentir bem. Músicas leves, como um Ben Kweller ou um Sondre Lerche fazem.
Já cheguei a pensar em vários conceitos para um disco e já cheguei a colocar em prática um projetinho experimental solo chamado Trigger Cap (nome horrível, não?), mas esse cd nada teria a ver com isso. Seria apenas (soft) rock. Não como um The Calling da vida, e sim, como "música boa feita para qualquer hora".
Meus únicos receios de gravar um disco desse são que talvez eu não consiga tocar bateria direito (embora eu tenha praticado e a bateria que penso para tal projeto seja extremamente minimista), que eu gaste muito dinheiro e que a gravação fique uma porcaria (como, geralmente, gravações independentes são).
O tema principal seria, obviamente, músicas de amor, mas não a visão amarga que tenho imprimido sempre na Lírio Branco - seriam amores bem sucedidos, daqueles "e eles viveram felizes para sempre". Aquele tipo de sentimento que todo mundo quer ter, todo mundo que ouvir, mas que realmente ninguém tem.
Já cheguei até a pensar em mesclar algumas coisas que tivessem a ver com "sol" e "calor", já que um amor bem sucedido, ao meu ver, aquece o corpo e o espírito e nos eleva a um estado especial, sendo esse estado quase impossível de passar para o papel. Existem poucas músicas em que eu realmente tenha conseguido isso e - ironicamente - as fiz quando estava no fundo do poço.
Essa empreitada também seria uma maneira de fugir um pouco das influências claras de My Bloody Valentine e Bright Eyes que a Lírio Branco vem mostrando ultimamente. Além, é óbvio, do tema corriqueiro do "choro", onde em (quase) todas as músicas têm o verbo "chorar" no meio. Tem até uma música que se chama "chorar"!
Ah, e eu não chamaria o disco de "Felipe Fortes". Não gosto. Eu criaria um pseudônimo, tipo Phillip Puddle (tá, foi um péssimo exemplo, mas é que gosto muito da idéia de duas letras iguais no início do nome/sobrenome).
Devo tentar?
7.7.04
Eu estou muito insatisfeito comigo mesmo. Estou insatisfeito com tudo. O que posso fazer para melhorar? O que posso fazer para aparecer. Começo a achar que certas coisas já não têm mais espaço em minha vida e que preciso retirá-las para dar espaço para outras. Mas complica mesmo quando até o que você achava que fazia bem parece-lhe insuficiente, fraco, apagado.
Am I fadding away?
Am I fadding away?
"quando ela me ver vestida de vermelho eu irei chorar..."
ontem, gravamos 4 músicas ao vivo num estúdio aqui na barra. foi divertida a gravação, apesar do torres não poder ter ido.
vocês podem pegar as músicas aqui:
geogeo @ angelfire
até...
"...que sou quem ela ama e vestida de vermelho, ela vai negar."
ontem, gravamos 4 músicas ao vivo num estúdio aqui na barra. foi divertida a gravação, apesar do torres não poder ter ido.
vocês podem pegar as músicas aqui:
geogeo @ angelfire
até...
"...que sou quem ela ama e vestida de vermelho, ela vai negar."
3.7.04
Por que certas pessoas queridas insistem em fugir quando você mais as precisa por perto? Antigamente, isso era apenas uma impressão que eu tinha, ouvindo amigos meus. Achava que era exagero deles. Percebo que não, agora. Estou me sentindo cada vez mais sozinho. E ninguém parece se importar. Tento dar meu amor a todos meus amigos. As vezes, dou até demais e as pessoas parecem não entender o que sinto. Tudo bem.
Quando sofro minhas crises, parece que ninguém está lá para mim.
E estou sofrendo uma crise agora.
argh. chega.
Quando sofro minhas crises, parece que ninguém está lá para mim.
E estou sofrendo uma crise agora.
argh. chega.
2.7.04
Hoje, pensei num roteiro para um filme.
Não seria grande coisa. Quase não teria falas, seria regado a sons bons, e teria uma história, confesso, pra lá de depressiva. Algo que fizesse as pessoas pensarem. Tenho medo de que soe clichê, pois sei que isso já foi feito antes. O que me consola é que nunca foi feito da minha maneira de ver as coisas. Além disso, acho que um filme feito por mim seria apenas um capricho, uma tentativa de aprender (mais uma coisa) sozinho. Eu e minha eterna presunção de ser artista, mesmo sabendo que muitas vezes posso parecer infantil, precipitado e... raso.
Não que eu tenha medo de que o filme que montei com carinho na minha cabeça seja superficial. Tenho receios, sim, de que seja uma empreitada infeliz. E não valerá a pena gastar dinheiro com algo que talvez não me satisfaça. Porque as coisas nunca sairiam da maneira que quero, pois eu dependeria de outras pessoas, desde atores até camera-mans. E eu precisaria de um mínimo de conhecimento cinematográfico - embora a idéia de fazer algo totalmente do zero, sem conhecimento algum, me apele muito. Vai que eu consigo fazer uma obra prima baseada no meu bom gosto? Seria muito bacana.
Bacana mesmo, também, ficaria a cena do encontro da protagonista (sim, a personagem principal seria uma garota nos seus 20, 21 anos) numa casa noturna com o antagonista - e causador das desaventuras que viriam a acontecer com a menina. Eu já pensei em tudo, na luz vermelha, nas roupas, na fumaça, nos raios amarelos, na música do my bloody valentine, no rapaz falando que gostou dos sapatos dela, na música do bright eyes, no vazio do dia seguinte...
hmmmmmm....
Do rapaz em casa, colocando death cab for cutie, pensando que ela é linda, mas não significa nada para ele. Na desperança, no cinza, nos cigarros europeus, na sinfonia de miséria e gozo.
Eu não consigo desassociar imagens a sons e vice-versa.
Será que vale a pena chamar uns amigos e fazer um filme amador? Eu poderia escrever esse roteiro em um dia, como algo que sairia de súbito da minha cabeça, como algo que sempre esteve guardado aqui dentro e que conserva uma beleza da maneira como vejo beleza. E é uma visão bem pessoal, porque o cinza é lindo, o preto e branco é emotivo e surpreendente e as texturas coloridas são sempre estranhas.
Okay. Preciso parar de divagar. Mas é que a idéia é tão boa que me dá nos nervos! Eu falando de cinema, de querer fazer um filme, realmente deve soar estranho. Eu que nunca realmente liguei para cinema. Mas as vezes é legal entrar em assuntos assim, estranhos. Por mais que saibamos alguma coisa, as pessoas acham que somos leigos totais e isso pode ser proveitoso.
Bah, já chega.
Ah. DEATH CAB FOR CUTIE. Como uma banda me faz chorar tanto?
Não seria grande coisa. Quase não teria falas, seria regado a sons bons, e teria uma história, confesso, pra lá de depressiva. Algo que fizesse as pessoas pensarem. Tenho medo de que soe clichê, pois sei que isso já foi feito antes. O que me consola é que nunca foi feito da minha maneira de ver as coisas. Além disso, acho que um filme feito por mim seria apenas um capricho, uma tentativa de aprender (mais uma coisa) sozinho. Eu e minha eterna presunção de ser artista, mesmo sabendo que muitas vezes posso parecer infantil, precipitado e... raso.
Não que eu tenha medo de que o filme que montei com carinho na minha cabeça seja superficial. Tenho receios, sim, de que seja uma empreitada infeliz. E não valerá a pena gastar dinheiro com algo que talvez não me satisfaça. Porque as coisas nunca sairiam da maneira que quero, pois eu dependeria de outras pessoas, desde atores até camera-mans. E eu precisaria de um mínimo de conhecimento cinematográfico - embora a idéia de fazer algo totalmente do zero, sem conhecimento algum, me apele muito. Vai que eu consigo fazer uma obra prima baseada no meu bom gosto? Seria muito bacana.
Bacana mesmo, também, ficaria a cena do encontro da protagonista (sim, a personagem principal seria uma garota nos seus 20, 21 anos) numa casa noturna com o antagonista - e causador das desaventuras que viriam a acontecer com a menina. Eu já pensei em tudo, na luz vermelha, nas roupas, na fumaça, nos raios amarelos, na música do my bloody valentine, no rapaz falando que gostou dos sapatos dela, na música do bright eyes, no vazio do dia seguinte...
hmmmmmm....
Do rapaz em casa, colocando death cab for cutie, pensando que ela é linda, mas não significa nada para ele. Na desperança, no cinza, nos cigarros europeus, na sinfonia de miséria e gozo.
Eu não consigo desassociar imagens a sons e vice-versa.
Será que vale a pena chamar uns amigos e fazer um filme amador? Eu poderia escrever esse roteiro em um dia, como algo que sairia de súbito da minha cabeça, como algo que sempre esteve guardado aqui dentro e que conserva uma beleza da maneira como vejo beleza. E é uma visão bem pessoal, porque o cinza é lindo, o preto e branco é emotivo e surpreendente e as texturas coloridas são sempre estranhas.
Okay. Preciso parar de divagar. Mas é que a idéia é tão boa que me dá nos nervos! Eu falando de cinema, de querer fazer um filme, realmente deve soar estranho. Eu que nunca realmente liguei para cinema. Mas as vezes é legal entrar em assuntos assim, estranhos. Por mais que saibamos alguma coisa, as pessoas acham que somos leigos totais e isso pode ser proveitoso.
Bah, já chega.
Ah. DEATH CAB FOR CUTIE. Como uma banda me faz chorar tanto?
29.6.04
O que foi a seleção de clipes que acabei de ver agora na MTV? Liguei a tv enquanto preparava umas torradas e a primeira banda a tocar é Lush. Cara, Lush na emetêvê!
Logo depois, rolou o video novo da PJ Harvey, Dead Letter. Musicão eim? Aliás, o disco novo dela, Uh Huh Her está muito bom, escutem.
Mazzy Star em seguida. Cara, como assim? O que aconteceu com essa emissora hoje?
Dando continuidade, Los Hermanos. Não com as músicas chatas e já gastas do Ventura, mas sim com "Sentimental". Bem legal, mesmo porque depois teve Dave Matthews (não -Band, como colocaram na legenda da música. A música apresentada foi a do disco solo dele, some devil, que nunca parei para escutar porque o gordinho nunca conseguirá alcançar o nível de um before these crowded streets.)
Percebi que a série de vídeos bons ia acabar quando eles resolveram colocar Collective Soul. Daí, aqui estou, no meu quarto, acordado, tossindo. E escutando Death Cab For Cutie.
Logo depois, rolou o video novo da PJ Harvey, Dead Letter. Musicão eim? Aliás, o disco novo dela, Uh Huh Her está muito bom, escutem.
Mazzy Star em seguida. Cara, como assim? O que aconteceu com essa emissora hoje?
Dando continuidade, Los Hermanos. Não com as músicas chatas e já gastas do Ventura, mas sim com "Sentimental". Bem legal, mesmo porque depois teve Dave Matthews (não -Band, como colocaram na legenda da música. A música apresentada foi a do disco solo dele, some devil, que nunca parei para escutar porque o gordinho nunca conseguirá alcançar o nível de um before these crowded streets.)
Percebi que a série de vídeos bons ia acabar quando eles resolveram colocar Collective Soul. Daí, aqui estou, no meu quarto, acordado, tossindo. E escutando Death Cab For Cutie.
28.6.04
Wet ground and the snow is still not falling
Circumstances are alarming, darling
The future is just a word, that's how I recall it
The past is much more present in our yawning
But I heard you right
Something was lost from the start
Oh babe, what should we do, what should we say?
Should we give it away?
The future looked so bright then
What happened tonight?
Now aeroplanes are crashing
Who turned out the light?
Seemingly it seems to me I'm subject to a joke
And it's not a test
Wet ground and the stars are still out shining
Neon lights were never oh, so blinding
Prosecute the ones who stand accused
Let the others go or leave them dying
But I heard you right
Everything was here before
We shouldn't add or put away a thing
Let nobody win
The future looked so bright then
What happened tonight?
Now aeroplanes are crashing
Who turned out the light?
Seemingly it seems to me I'm subject to a joke
And it's not a sin
Circumstances are alarming, darling
The future is just a word, that's how I recall it
The past is much more present in our yawning
But I heard you right
Something was lost from the start
Oh babe, what should we do, what should we say?
Should we give it away?
The future looked so bright then
What happened tonight?
Now aeroplanes are crashing
Who turned out the light?
Seemingly it seems to me I'm subject to a joke
And it's not a test
Wet ground and the stars are still out shining
Neon lights were never oh, so blinding
Prosecute the ones who stand accused
Let the others go or leave them dying
But I heard you right
Everything was here before
We shouldn't add or put away a thing
Let nobody win
The future looked so bright then
What happened tonight?
Now aeroplanes are crashing
Who turned out the light?
Seemingly it seems to me I'm subject to a joke
And it's not a sin
24.6.04
O novo disco do Sondre Lerche é sensacional. Two Way Monologue é o nome, e é também o nome da melhor música do disco, onde ele consegue mostrar todas suas influências, que vão desde a música brasileira, os Beach Boys e o indie rock. Isso sem contar que o disco tem um trabalho primoroso de produção - os arranjos são bem trabalhados, desde os corais à lá beach boys até os arranjos de cordas. Tudo montadinho, tudo perfeitinho.
É daqueles discos que a gente escuta, escuta e escuta e a cada escutada ele faz melhor para nós. E eu estava precisando de um disco tão gostoso e alto astral como esse. Isso sem contar que a voz de Lerche continua a mesma - uma voz suave de ouvir.
É daqueles discos que a gente escuta, escuta e escuta e a cada escutada ele faz melhor para nós. E eu estava precisando de um disco tão gostoso e alto astral como esse. Isso sem contar que a voz de Lerche continua a mesma - uma voz suave de ouvir.
23.6.04
Cabeça fora do lugar, surtos estranhos, indecisão, medo, tristeza, fuga, bebedeira, cigarros, simplicidade. Não poderia acontecer de outra maneira: adoeci.
De tantos problemas na cabeça, meu corpo acabou por enfraquecer e eu contraí a gripe - a sensação do momento. Me sinto fraco, meu nariz está entupido, a cabeça tomba, minha garganta reclama. Isso sem contar os sintomas psicológicos que ainda me aflingem. E vão demorar a parar.
Mas uma coisa é curiosa: essa malade fez com que eu me acalmasse um pouco. Os movimentos estão mais lentos, o corpo pede por descanço. Com meu cérebro não é diferente. Mas acho que esse vírus apareceu para que eu me acalmasse. E está conseguindo de maneira primorosa.
Plus, I really need(ed) a break.
Agora que estou mais calmo - mesmo que de maneira forçada - alguns pensamentos sumiram de minha cabeça. Como uma peneira no suco de laranja (oke, sei que existem pessoas que preferem sem a peneira. mas não é legal variar um pouco? Eu mesmo, muitas vezes, tomo suco de laranja não coado). O suco fica mais ralo e as impurezas foram quase todas embora.
O problema é se existe uma laranja podre na composição do suco.
Haha, não é a primeira vez que eu faço uma metáfora usando frutas. Realmente, é bem simples. Eu estou me repetindo de novo, mas isso não é tão importante agora... Talvez eu fale mais sobre isso num post futuro, mas esse aqui não merece isso.
Estou escutando o disco do Mew. Não o escutava fazia muito tempo. Antes de ontem, um amigo meu disse-me que Mew é shoegaze revival. Eu concordo com ele em parte. Falta ao Mew a ambição de brincar com texturas musicais, como fez o Slowdive. Falta, também, um apurado gosto para o pop como o caso do Ride ou do Catherine Wheel. Falta a genialidade de um Kevin Shields.
Mas o Frengers é apenas o primeiro disco da banda. Vamos ver para onde esses europeus vão evoluir. O caminho mais claro é a música eletronica, então por favor tomem outro caminho e me surpreendam. Mas com bom gosto, por favor.
Não, esse post não é um post felizinho como muitos podem achar. Esse é apenas um post falando dos mesmos assuntos de maneira diferente. Assim como eu, minha maneira de escrever está mudando radicalmente.
A única coisa que em mim permanece imutável poucas pessoas conhecem.
De tantos problemas na cabeça, meu corpo acabou por enfraquecer e eu contraí a gripe - a sensação do momento. Me sinto fraco, meu nariz está entupido, a cabeça tomba, minha garganta reclama. Isso sem contar os sintomas psicológicos que ainda me aflingem. E vão demorar a parar.
Mas uma coisa é curiosa: essa malade fez com que eu me acalmasse um pouco. Os movimentos estão mais lentos, o corpo pede por descanço. Com meu cérebro não é diferente. Mas acho que esse vírus apareceu para que eu me acalmasse. E está conseguindo de maneira primorosa.
Plus, I really need(ed) a break.
Agora que estou mais calmo - mesmo que de maneira forçada - alguns pensamentos sumiram de minha cabeça. Como uma peneira no suco de laranja (oke, sei que existem pessoas que preferem sem a peneira. mas não é legal variar um pouco? Eu mesmo, muitas vezes, tomo suco de laranja não coado). O suco fica mais ralo e as impurezas foram quase todas embora.
O problema é se existe uma laranja podre na composição do suco.
Haha, não é a primeira vez que eu faço uma metáfora usando frutas. Realmente, é bem simples. Eu estou me repetindo de novo, mas isso não é tão importante agora... Talvez eu fale mais sobre isso num post futuro, mas esse aqui não merece isso.
Estou escutando o disco do Mew. Não o escutava fazia muito tempo. Antes de ontem, um amigo meu disse-me que Mew é shoegaze revival. Eu concordo com ele em parte. Falta ao Mew a ambição de brincar com texturas musicais, como fez o Slowdive. Falta, também, um apurado gosto para o pop como o caso do Ride ou do Catherine Wheel. Falta a genialidade de um Kevin Shields.
Mas o Frengers é apenas o primeiro disco da banda. Vamos ver para onde esses europeus vão evoluir. O caminho mais claro é a música eletronica, então por favor tomem outro caminho e me surpreendam. Mas com bom gosto, por favor.
Não, esse post não é um post felizinho como muitos podem achar. Esse é apenas um post falando dos mesmos assuntos de maneira diferente. Assim como eu, minha maneira de escrever está mudando radicalmente.
A única coisa que em mim permanece imutável poucas pessoas conhecem.
21.6.04
Daqui a pouco eu começo a reclamar de novo nesse blog. Estou sentindo ferver dentro de mim algo do passado, algo que, talvez, nunca tenha morrido e que, volta e meia, insiste em me atordoar. As vezes vem como um vômito, que consigo segurar. As vezes não - vem como um vulcão entrando em erupção, onde o que é cuspido muitas vezes fede mais que o vômito e arde mais que magma. E ao cair no chão, borbulha como aqueles líquidos verdes de desenho animado que assistíamos quando éramos crianças. A diferença é que esse líquido é real e nocivo. Corroi como ácido sulfúrico.
E aí, meus amigos, o estrago já está feito, e não há nada mais que possa ser feito. As paredes já foram corroídas, o líquido já está lá.
Muitas vezes, outro líquido vaza de outro compartimento corpóreo, esse não tão aberto como a boca. Seu movimento é sutil, seu gosto azedo. Mas, ainda assim, vem em abundância, ainda mais quando não se consegue expressar o que realmente sente, ou quando as palavras fogem, ou quando você sente falta daquilo que nunca mais poderá ter, ou quando comete os mesmos erros de sempre. et cetera.
Eu desisto. Eu não aguento mais essa minha cabeça fervilhando pensamentos, não aguento ter que pensar pelos outros e receber os problemas dos mesmos sem que ao menos uma pessoa dedique o tempo dela para mim.
Tá, vocês já entenderam tudo, eu sou previsível demais. Eu estou com uma crise braba de solidão e eu estou sendo direto como geralmente nunca sou. Parece-me que as metáforas bonitinhas que vinha usando antes são nada mais, nada menos, que merda. Isso mesmo.
Eu estou começando a ficar com raiva de quem sou. Vontade de mudar totalmente tudo, mas sem poder.
Eu me cansei. Tenho altas vontades que sei não vou cumprir. E todos parecem felizes demais, todos parecem agradecidos demais. Tudo parece hipócrita demais, como se estivessem sempre rindo às minhas costas e isso dói. Uma mistura paranóica de algo indevido no momento indevido.
Que bom que o período está acabando. Assim terei mais tempo para sair dessa gaiola que os entendidos chamam de "indie" ou "underground".
Não liguem. Eu estou surtado. Tem mais de duas semanas.
E aí, meus amigos, o estrago já está feito, e não há nada mais que possa ser feito. As paredes já foram corroídas, o líquido já está lá.
Muitas vezes, outro líquido vaza de outro compartimento corpóreo, esse não tão aberto como a boca. Seu movimento é sutil, seu gosto azedo. Mas, ainda assim, vem em abundância, ainda mais quando não se consegue expressar o que realmente sente, ou quando as palavras fogem, ou quando você sente falta daquilo que nunca mais poderá ter, ou quando comete os mesmos erros de sempre. et cetera.
Eu desisto. Eu não aguento mais essa minha cabeça fervilhando pensamentos, não aguento ter que pensar pelos outros e receber os problemas dos mesmos sem que ao menos uma pessoa dedique o tempo dela para mim.
Tá, vocês já entenderam tudo, eu sou previsível demais. Eu estou com uma crise braba de solidão e eu estou sendo direto como geralmente nunca sou. Parece-me que as metáforas bonitinhas que vinha usando antes são nada mais, nada menos, que merda. Isso mesmo.
Eu estou começando a ficar com raiva de quem sou. Vontade de mudar totalmente tudo, mas sem poder.
Eu me cansei. Tenho altas vontades que sei não vou cumprir. E todos parecem felizes demais, todos parecem agradecidos demais. Tudo parece hipócrita demais, como se estivessem sempre rindo às minhas costas e isso dói. Uma mistura paranóica de algo indevido no momento indevido.
Que bom que o período está acabando. Assim terei mais tempo para sair dessa gaiola que os entendidos chamam de "indie" ou "underground".
Não liguem. Eu estou surtado. Tem mais de duas semanas.
20.6.04
Ganhei um violão muito fera de aniversário. É um Takamine de aço. Para quem não entende nada de violão, isso significa que as cordas são de aço, não o violão.
Ele é eletro-acústico, logo, o usarei nos shows da Lírio Branco. As musicas começaram a brotar também, afinal, é um novo instrumento e sempre aparecem coisas novas quando estou tocando num instrumento diferente - acreditem se quiser. Aconteceu assim com "meia cinza", música da Lírio Branco, composta basicamente no yamaha de aço de meu tio.
Eu poderia ficar falando horas e horas do meu presente (tá, estou parecendo uma criança, mas, se tem uma coisa que me deixa feliz, são instrumetos musicais. Ainda mais quando são novos e meus) mas existem outros assuntos a serem tratados.
Eu vou pegar as matérias do curso de letras no próximo periodo. Acho legal essa mudança - estou me sentindo cada vez mais insatisfeito ao fazer as coisas que fazia antes. Parece que o gosto por elas vai morrendo lentamente.
Antigamente, mudar era mais fácil. As mudanças vinham naturalmente. Agora, parece que terei que procurar por elas e isso cansa muito. Embora isso também seja uma mudança, o que me deixa feliz.
Minha festinha de aniversário foi um sucesso, como a do ano passado. Pessoas diferentes esse ano, porém. E as pessoas que convidei ano passado que não foram, vieram esse ano. Fun, fun, fun.
Finalmente estou conseguindo me ajeitar depois de tanto tempo.
Bem, é isso. Mais depois.
Ele é eletro-acústico, logo, o usarei nos shows da Lírio Branco. As musicas começaram a brotar também, afinal, é um novo instrumento e sempre aparecem coisas novas quando estou tocando num instrumento diferente - acreditem se quiser. Aconteceu assim com "meia cinza", música da Lírio Branco, composta basicamente no yamaha de aço de meu tio.
Eu poderia ficar falando horas e horas do meu presente (tá, estou parecendo uma criança, mas, se tem uma coisa que me deixa feliz, são instrumetos musicais. Ainda mais quando são novos e meus) mas existem outros assuntos a serem tratados.
Eu vou pegar as matérias do curso de letras no próximo periodo. Acho legal essa mudança - estou me sentindo cada vez mais insatisfeito ao fazer as coisas que fazia antes. Parece que o gosto por elas vai morrendo lentamente.
Antigamente, mudar era mais fácil. As mudanças vinham naturalmente. Agora, parece que terei que procurar por elas e isso cansa muito. Embora isso também seja uma mudança, o que me deixa feliz.
Minha festinha de aniversário foi um sucesso, como a do ano passado. Pessoas diferentes esse ano, porém. E as pessoas que convidei ano passado que não foram, vieram esse ano. Fun, fun, fun.
Finalmente estou conseguindo me ajeitar depois de tanto tempo.
Bem, é isso. Mais depois.
16.6.04
Ragnarok Online é daqueles jogos que quando você começa a brincar, não te chama muito a atenção, mas você vai jogando mesmo assim. Logo depois de algum tempo, você já está completamente viciado e envolvido com o gameplay. E, convenhamos, os gráficos de Ragnarok são lindos.
Droga. Estou viciado.
Quem quer jogar? :)
Droga. Estou viciado.
Quem quer jogar? :)
15.6.04
13.6.04
Eu e uns poucos amigos descobrimos a maravilha do pôquer. Uma ótima maneira de se esquecer um pouco da vida, de estar com pessoas que você se importa e tem muito carinho, de tomar uma cerveja gostosa. Lógico, não apostamos dinheiro pois não estamos esbanjando riqueza por aí - muito pelo contrário. Usamos as pecinhas coloridas do war II como fichas de grana.
E os jogos transcorrem bem, junto com conversas, risadas e o sonzinho no fundo, tocando desde Pixies até Queens of The Stone Age. Num cenário de pura amizade, com os biscoitos doces e salgados realçando o sabor do sentimento.
Lógico, no canto de cada um sempre existe algo particular. No meu, é o cinzeiro, onde as bitucas de cigarro vão se acumulando conforme o passar da noite e das rodadas.
O telefone chega a tocar algumas vezes - não apenas o meu - para atrapalhar o nosso momento, mas fazemos de tudo para que não nos tirem nosso templo de diversão. Tudo isso por causa de uma breve reunião casual na casa de um amigo tylenol.
E nisso, com meus amigos, eu vou me levantando. E volta-me a cabeça que nem sempre eu sou o segundo melhor. Posso não ser primeiro em tudo, mas com certeza não sou o ultimo. E, acima de tudo, tenho consciência de que sou eu. E foi muito bom perceber isso, even with the alcohol that lingers on your breath. E me foi provado que, mesmo que corriqueiramente, a vida nem sempre é uma sinfonia de miséria e gozo.
São momentos como esse que me trouxeram isso. E é um sentimento gostoso, mesmo sabendo que não passa de uma escapada de algo que ainda continua batendo aqui dentro e que ainda continua doendo. But, eventually, the pain tends to subside, and then i will be able to move on, and to completely forget the "second best". Myself and yourself. No longer oneself.
Afterall, whats wrong with second best?
E os jogos transcorrem bem, junto com conversas, risadas e o sonzinho no fundo, tocando desde Pixies até Queens of The Stone Age. Num cenário de pura amizade, com os biscoitos doces e salgados realçando o sabor do sentimento.
Lógico, no canto de cada um sempre existe algo particular. No meu, é o cinzeiro, onde as bitucas de cigarro vão se acumulando conforme o passar da noite e das rodadas.
O telefone chega a tocar algumas vezes - não apenas o meu - para atrapalhar o nosso momento, mas fazemos de tudo para que não nos tirem nosso templo de diversão. Tudo isso por causa de uma breve reunião casual na casa de um amigo tylenol.
E nisso, com meus amigos, eu vou me levantando. E volta-me a cabeça que nem sempre eu sou o segundo melhor. Posso não ser primeiro em tudo, mas com certeza não sou o ultimo. E, acima de tudo, tenho consciência de que sou eu. E foi muito bom perceber isso, even with the alcohol that lingers on your breath. E me foi provado que, mesmo que corriqueiramente, a vida nem sempre é uma sinfonia de miséria e gozo.
São momentos como esse que me trouxeram isso. E é um sentimento gostoso, mesmo sabendo que não passa de uma escapada de algo que ainda continua batendo aqui dentro e que ainda continua doendo. But, eventually, the pain tends to subside, and then i will be able to move on, and to completely forget the "second best". Myself and yourself. No longer oneself.
Afterall, whats wrong with second best?
12.6.04
déception
Pedro the Lion - Second Best
The patch, the aftershave, the european cigarettes
The taxi, the alcohol that lingers on your breath
The lipstick, the street lamp, the woven overcoat
The front desk, you tell yourself, it isn't over yet
Second best, oh second best
I can learn to live with this
Plus I really need a rest
After all what's wrong with second best
What's wrong with second best
The motel, the distances, caving to kisses cold and wet
Familiar exchanges, wrapping the pulling thread
The empty movements that once were so inspire
Desperate attempts to fan the flames without a fire
The mattress creeks beneath
The symphony of misery and cum
Still we're latching back and forth
And blurring into what
Second best oh second best
I can learn to live with this
Plus I really need a rest
After all what's wrong with second best
What's wrong with second best
9.6.04
Returned
Finalmente com o computador de volta, finalmente à vida antiga. Mas algo parece diferente, algo parece mudado. Como se uma pequena pedra caísse prevendo a avalanche - e a neve branca subsequente para purificar tudo com sua reza homogênia. E essa prévia de mudança se dá por um pensamento simples que andou aparecendo em minha cabeça. "Eu ando me repetindo".
Esse blog está cheio de imagens repetidas. Já está na hora de trocar as figurinhas para que eu possa completar o álbum. Já cansei de falar tanto sobre algumas coisas já mencionadas aqui. Cansei tanto que estou com preguiça até de dar alguns exemplos, embora saiba exatamente citá-los.
Eu sempre tive cede por novidades, empolgação por me renovar. Já está na hora de entrar o Fel camaleão novamente em ação. Uma amiga disse-me, a pouco, que quando entrei na faculdade eu era totalmente diferente do que sou hoje em dia. Isso me deixou feliz. Mas isso já tem dois anos. E estou sentindo que a hora da mudança chegou.
Pode ser estranho, e eu concordo. Mudanças são graduais, mas acredito que a vontade é o início de tudo. Pode parecer, mas não sou um daqueles caras que acordam num dia e pensam consigo mesmo 'mudei!'. As mudanças são doloridas, mas necessárias. Eu odeio ficar parado em qualquer lugar.
A única mudança que este blog realmente me mostrou foi que, sem perceber, tornei-me muito mais objetivo do que pretendia. Não sei se isso é bom ou ruim - em termos de escrita - mas estou olhando com olhos positivos, já que é uma mudança.
Eu preciso cortar o cabelo.
assinei o Gmail. está começando o domínio Google do mundo. o mondo google.
Finalmente com o computador de volta, finalmente à vida antiga. Mas algo parece diferente, algo parece mudado. Como se uma pequena pedra caísse prevendo a avalanche - e a neve branca subsequente para purificar tudo com sua reza homogênia. E essa prévia de mudança se dá por um pensamento simples que andou aparecendo em minha cabeça. "Eu ando me repetindo".
Esse blog está cheio de imagens repetidas. Já está na hora de trocar as figurinhas para que eu possa completar o álbum. Já cansei de falar tanto sobre algumas coisas já mencionadas aqui. Cansei tanto que estou com preguiça até de dar alguns exemplos, embora saiba exatamente citá-los.
Eu sempre tive cede por novidades, empolgação por me renovar. Já está na hora de entrar o Fel camaleão novamente em ação. Uma amiga disse-me, a pouco, que quando entrei na faculdade eu era totalmente diferente do que sou hoje em dia. Isso me deixou feliz. Mas isso já tem dois anos. E estou sentindo que a hora da mudança chegou.
Pode ser estranho, e eu concordo. Mudanças são graduais, mas acredito que a vontade é o início de tudo. Pode parecer, mas não sou um daqueles caras que acordam num dia e pensam consigo mesmo 'mudei!'. As mudanças são doloridas, mas necessárias. Eu odeio ficar parado em qualquer lugar.
A única mudança que este blog realmente me mostrou foi que, sem perceber, tornei-me muito mais objetivo do que pretendia. Não sei se isso é bom ou ruim - em termos de escrita - mas estou olhando com olhos positivos, já que é uma mudança.
Eu preciso cortar o cabelo.
assinei o Gmail. está começando o domínio Google do mundo. o mondo google.
3.6.04
Ando tossindo muito. Não é uma tosse catarrenta: é seca, amarga e faz-me ficar sem ar. Ainda sinto minha garganta arranhar, como se estivesse sangrando - não é nada agradável sentir um espasmo de tosse passando por uma ferida. Ainda mais se essa é na garganta.
Tenho medo de que a ferida seja nas cordas vocais. Não sei ao certo se está ferido, não sei ao certo o que acontece. Pode ser apenas uma simples dor de garganta, seguida de tosses tubérculas. Mas pode indicar que meus dias como cantor estão contados. Prefiro não pensar dessa maneira - o que faria se não pudesse mais cantar? Tenho outros medos envolvendo minhas cordas vocais, como acabar virando a Julie Andrews - com as cordas vocais destruídas por um erro médico, possivelmente um bisturi que passou um pouquinho além da conta e cortou mais fundo.
Mas o tempo está me dizendo que não é nada demais. É sempre assim; quando está cinza, quando está chuvoso, é sinal de ociosidade. De certa maneira, deposito minhas esperanças no tempo chuvoso, pois sei que ele está me mostrando que nada de ruim pode acontecer. Sofro muito mais com as mudanças repentinas de tempo, sofro muito mais com o calor pavoroso do Rio de Janeiro. Preferia morar num lugar frio, mas receio que entraria em depressão facilmente em tal lugar. Eu penso muito, confundo muito, mas concluo também. Acho que é humano, e acho-me bem pacato. Não por conta disso, mas simplesmente porque sou.
Coff Coff, outra tosse.
Tento parar para pensar em alguma outra coisa, mas os pensamentos insistem em se esquivar de meus tentáculos cerebrais. Lógico, a associação direta que vem ligada à palavra "tentáculo" é "hentai", e minha mente começa a dar risadas de como animes pornográficos com tentáculos e monstros são ridículos. A palavra "monstro" me lembra um amigo meu falando que o filme "Van Hellsing" é ruim, mas divertido a beça. Ainda mais porque o protagonista é "o caçador de mostros". Isso mesmo, sem o "n". Experimentem falar "mostro" (com a tônica no primeiro "o") ao invés de "monstro". É muito mais legal.
Okay, chega de falar de potuguês. (não é muito mais legal falar "português" sem o "r"?)
Acho que vou criar um dicionário de palavras feras. Todas baseadas na cultura do mostro e do potuguês.
Nossa, olha onde meu papo sobre tosse foi parar. Isso se dá porque minha cabeça não para nunca, embora algumas vezes ela possa parecer suspensa. Mas ela apenas parece.
Tenho medo de que a ferida seja nas cordas vocais. Não sei ao certo se está ferido, não sei ao certo o que acontece. Pode ser apenas uma simples dor de garganta, seguida de tosses tubérculas. Mas pode indicar que meus dias como cantor estão contados. Prefiro não pensar dessa maneira - o que faria se não pudesse mais cantar? Tenho outros medos envolvendo minhas cordas vocais, como acabar virando a Julie Andrews - com as cordas vocais destruídas por um erro médico, possivelmente um bisturi que passou um pouquinho além da conta e cortou mais fundo.
Mas o tempo está me dizendo que não é nada demais. É sempre assim; quando está cinza, quando está chuvoso, é sinal de ociosidade. De certa maneira, deposito minhas esperanças no tempo chuvoso, pois sei que ele está me mostrando que nada de ruim pode acontecer. Sofro muito mais com as mudanças repentinas de tempo, sofro muito mais com o calor pavoroso do Rio de Janeiro. Preferia morar num lugar frio, mas receio que entraria em depressão facilmente em tal lugar. Eu penso muito, confundo muito, mas concluo também. Acho que é humano, e acho-me bem pacato. Não por conta disso, mas simplesmente porque sou.
Coff Coff, outra tosse.
Tento parar para pensar em alguma outra coisa, mas os pensamentos insistem em se esquivar de meus tentáculos cerebrais. Lógico, a associação direta que vem ligada à palavra "tentáculo" é "hentai", e minha mente começa a dar risadas de como animes pornográficos com tentáculos e monstros são ridículos. A palavra "monstro" me lembra um amigo meu falando que o filme "Van Hellsing" é ruim, mas divertido a beça. Ainda mais porque o protagonista é "o caçador de mostros". Isso mesmo, sem o "n". Experimentem falar "mostro" (com a tônica no primeiro "o") ao invés de "monstro". É muito mais legal.
Okay, chega de falar de potuguês. (não é muito mais legal falar "português" sem o "r"?)
Acho que vou criar um dicionário de palavras feras. Todas baseadas na cultura do mostro e do potuguês.
Nossa, olha onde meu papo sobre tosse foi parar. Isso se dá porque minha cabeça não para nunca, embora algumas vezes ela possa parecer suspensa. Mas ela apenas parece.
1.6.04
Today, i feel a little bit like writing. In English, if you please.
I´ve skiped religion class again today. I wasn´t in the mood of being in a class where all that realy happens is catequism - you have even to read a few bible texts. I don´t find the bible interesting, and I definately don´t like the institute know as church :b
oh, just blow it.
there´s not really a thing to write, since my days are completely grey, as i´ve said before.
But hey, that´s it.
I´ve skiped religion class again today. I wasn´t in the mood of being in a class where all that realy happens is catequism - you have even to read a few bible texts. I don´t find the bible interesting, and I definately don´t like the institute know as church :b
oh, just blow it.
there´s not really a thing to write, since my days are completely grey, as i´ve said before.
But hey, that´s it.
31.5.04
28.5.04
Caros amigos,
Estou sem computador por agora. Ele simplesmente decidiu que não ia ligar mais. Mas está sendo uma boa terapia só utilizar o pc durante poucos minutos por dia. Estou acessando pelos macintoshs aqui da puc. Nada muito diferente - já fiquei sem computador antes e sei utilizar um apple bem.
O show da minha banda está confirmado! Domingo, galera! Qualquer coisa me LIGUEM. :b
beijinhos...
Estou sem computador por agora. Ele simplesmente decidiu que não ia ligar mais. Mas está sendo uma boa terapia só utilizar o pc durante poucos minutos por dia. Estou acessando pelos macintoshs aqui da puc. Nada muito diferente - já fiquei sem computador antes e sei utilizar um apple bem.
O show da minha banda está confirmado! Domingo, galera! Qualquer coisa me LIGUEM. :b
beijinhos...
26.5.04
Eu me imagino andando por uma rua, vestindo um paletó à maneira antiga, e um chapéu Charlie Chaplin. Me imagino carregando uma maleta - o que existe dentro dela não posso dizer, porque nem eu sei.
Está chovendo, tornando todo ambiente - este, por sinal, bem desértico, onde apenas o que se vê é o asfalto molhado e alguns postes de iluminação aqui e ali - cinza. Piso em uma poça d'água atrás da outra, apenas para brincar sozinho.
Uma hora me canso da brincadeira, uma hora me canso de andar para lugar algum. Então eu paro. No meio da chuva e sem um guarda chuva, esperando algo acontecer.
Quando resolvo olhar as horas, percebo que o relógio não mais funcionava. Estou perdido no meio de uma rua molhada, no meio do nada, onde a chuva atormenta-me os pensamentos, onde o frio começa a abalar-me e tudo que eu peço é um pouco de sol.
Volto a andar pois vejo que ficar parado também não adianta. Tropeço e vejo o conteúdo da pasta perder-se ao cair na pavimentação molhada: desenhos meus. fotos minhas.
Por que guardava-os dentro de uma pasta? A única resposta que vem a minha cabeça é que eu gostaria de vendê-los a alguém que se interessasse pelo trabalho de alguém molhado e que não chega a lugar algum andando pela mesma pista molhada e cinza.
Alguém me dá uma toalha e uma carona para o dinner mais próximo?
Está chovendo, tornando todo ambiente - este, por sinal, bem desértico, onde apenas o que se vê é o asfalto molhado e alguns postes de iluminação aqui e ali - cinza. Piso em uma poça d'água atrás da outra, apenas para brincar sozinho.
Uma hora me canso da brincadeira, uma hora me canso de andar para lugar algum. Então eu paro. No meio da chuva e sem um guarda chuva, esperando algo acontecer.
Quando resolvo olhar as horas, percebo que o relógio não mais funcionava. Estou perdido no meio de uma rua molhada, no meio do nada, onde a chuva atormenta-me os pensamentos, onde o frio começa a abalar-me e tudo que eu peço é um pouco de sol.
Volto a andar pois vejo que ficar parado também não adianta. Tropeço e vejo o conteúdo da pasta perder-se ao cair na pavimentação molhada: desenhos meus. fotos minhas.
Por que guardava-os dentro de uma pasta? A única resposta que vem a minha cabeça é que eu gostaria de vendê-los a alguém que se interessasse pelo trabalho de alguém molhado e que não chega a lugar algum andando pela mesma pista molhada e cinza.
Alguém me dá uma toalha e uma carona para o dinner mais próximo?
25.5.04
Acabei de ter um deja vú ridículo - eu, olhando perfis aleatórios no Orkut, ouvindo Pedro The Lion - Rejoice, lembrando que já vi essa cena anteriormente, e lembrando de como me senti da primeira vez que vi isso acontecer. Foi a um tempo já.
Primeiro, que não havia Orkut, e eu não sabia que raio de website era esse. Segundo, que minha vida estava completamente diferente em todos os aspectos - naquela época, era como se eu tivesse mais chão, embora fosse tão irresponsável quanto sou hoje. Terceiro, que eu raramente fico olhando coisas aleatórias feito perfis no Orkut - é bem falta do que fazer mesmo.
I just tought i'd share that with you guys.
Ah. Só para lembrar: tem show da Lírio Branco dia 30 no Espaço Cultural Estácio de Sá. Terei ingressos comigo. Quem quiser... custa 5 ou 6 reais, não tenho certeza.
Vamos tocar a música nova. Ela se chama "Nova". E eu não estou brincando.
Até.
Primeiro, que não havia Orkut, e eu não sabia que raio de website era esse. Segundo, que minha vida estava completamente diferente em todos os aspectos - naquela época, era como se eu tivesse mais chão, embora fosse tão irresponsável quanto sou hoje. Terceiro, que eu raramente fico olhando coisas aleatórias feito perfis no Orkut - é bem falta do que fazer mesmo.
I just tought i'd share that with you guys.
Ah. Só para lembrar: tem show da Lírio Branco dia 30 no Espaço Cultural Estácio de Sá. Terei ingressos comigo. Quem quiser... custa 5 ou 6 reais, não tenho certeza.
Vamos tocar a música nova. Ela se chama "Nova". E eu não estou brincando.
Até.
23.5.04
Cara... que letra linda.
Priests/Paramedics by Pedro The Lion
Paramedics, brave and strong
up before the break of dawn
putting poker faces on
broken bodies all day long
the neighbors heard a fight
someone had a knife
it must have been the wife
the husband's lost a lot of blood
he wakes up screaming "oh my god"
Am I gonna die?
Am I gonna die?
as they strapped his arms down to his sides
in times like these they've been taught to lie
"buddy just calm down, you'll be alright"
several friends came to his grave
his children were so well behaved
as the priest gone up to speak
the assembly craved relief
but he himself not giving up
So instead he offered them this bitter cup
you're gonna die
we're all gonna die
Could be 20 years, could be tonight
Lately I have been wondering why
We go to so much trouble
To postpone the unavoidable
And prolong the pain of being alive
Priests/Paramedics by Pedro The Lion
Paramedics, brave and strong
up before the break of dawn
putting poker faces on
broken bodies all day long
the neighbors heard a fight
someone had a knife
it must have been the wife
the husband's lost a lot of blood
he wakes up screaming "oh my god"
Am I gonna die?
Am I gonna die?
as they strapped his arms down to his sides
in times like these they've been taught to lie
"buddy just calm down, you'll be alright"
several friends came to his grave
his children were so well behaved
as the priest gone up to speak
the assembly craved relief
but he himself not giving up
So instead he offered them this bitter cup
you're gonna die
we're all gonna die
Could be 20 years, could be tonight
Lately I have been wondering why
We go to so much trouble
To postpone the unavoidable
And prolong the pain of being alive
21.5.04
estou com cheiro de leite. e eu odeio leite. deve ser o sabonete novo que compraram aqui em casa. agora eu vou jantar.
okay. isso não tem nada de interessante. mas eu não estou me sentindo nada interessante hoje. por isso que vou sair para beber e me divertir. para me sentir interessante. e para esquecer as paranóias.
e para perceber que muitas vezes eu sou rude com meus amigos e isso me deixa triste porque não quero ser assim.
vou levar minha vida de uma maneira 1 + 1 = 2, de agora em diante. quem sabe assim eu consigo escapar um pouco dos problemas que atordoam minha cabeça.
okay. isso não tem nada de interessante. mas eu não estou me sentindo nada interessante hoje. por isso que vou sair para beber e me divertir. para me sentir interessante. e para esquecer as paranóias.
e para perceber que muitas vezes eu sou rude com meus amigos e isso me deixa triste porque não quero ser assim.
vou levar minha vida de uma maneira 1 + 1 = 2, de agora em diante. quem sabe assim eu consigo escapar um pouco dos problemas que atordoam minha cabeça.
19.5.04
18.5.04
só para explicar o post sobre política:
eu não sou um analfabeto político. leio sobre as coisas, as vezes até me forçando. porque sei que preciso saber. mesmo porque é uma questão que não é apenas minha, é de várias pessoas.
se eu fosse daqueles que não querem nem ao menos saber, ignoram completamente a existência, aí sim poderiam me chamar de "analfabeto", "alienado" ou o que for. mas não é assim.
e eu não odeio a política. eu odeio política. o artigo muda tudo.
deu.
eu não sou um analfabeto político. leio sobre as coisas, as vezes até me forçando. porque sei que preciso saber. mesmo porque é uma questão que não é apenas minha, é de várias pessoas.
se eu fosse daqueles que não querem nem ao menos saber, ignoram completamente a existência, aí sim poderiam me chamar de "analfabeto", "alienado" ou o que for. mas não é assim.
e eu não odeio a política. eu odeio política. o artigo muda tudo.
deu.
Estou escutando Sneaker Pimps depois de muito tempo e lembrando de tantas coisas. Esses sentimentos me são comuns: saudosismo e nostalgia. Agora, ao escutar essa banda novamente, me veio como uma onda, como uma brisa tingida de amarelo pelo desgaste das páginas.
Mas, mais que tudo, 2003 tinha um cheiro diferente. Eu nunca havia parado para pensar nisso - embora já tenha comentado aqui nesse blog o quanto o cheiro é importante. Chega a ser engraçado: todas as recordações que estou tendo agora vêm acompanhadas de uma lembrança de um cheiro que sei que foi especificamente daquele ano.
2003 me pareceu, também, mais frio. Não se o lugar onde o Sneaker Pimps está me levando é mais frio do que minha casa, mas é assim que estou me sentindo agora. Inclusive, eu estou vendo-me cobrir mais com o edredon e não querer sair nunca mais daquele quarto.
As paredes vermelhas que nunca foram pintadas em 2003. Que saudade do ano passado. E do cheiro. Principalmente do cheiro. E da maneira como as coisas eram arrumadas em casa e de todas as confusões que vivi.
Minha nossa, estou a verter lágrimas com todas essas lembranças.
Cara. Sneaker Pimps nunca mais será a mesma coisa para mim. Me voltam muitas coisas. Mas, ao mesmo tempo, elas me voltam com um sorriso no rosto. Um sorriso acompanhado de uma lágrima. Por que?
Mas, mais que tudo, 2003 tinha um cheiro diferente. Eu nunca havia parado para pensar nisso - embora já tenha comentado aqui nesse blog o quanto o cheiro é importante. Chega a ser engraçado: todas as recordações que estou tendo agora vêm acompanhadas de uma lembrança de um cheiro que sei que foi especificamente daquele ano.
2003 me pareceu, também, mais frio. Não se o lugar onde o Sneaker Pimps está me levando é mais frio do que minha casa, mas é assim que estou me sentindo agora. Inclusive, eu estou vendo-me cobrir mais com o edredon e não querer sair nunca mais daquele quarto.
As paredes vermelhas que nunca foram pintadas em 2003. Que saudade do ano passado. E do cheiro. Principalmente do cheiro. E da maneira como as coisas eram arrumadas em casa e de todas as confusões que vivi.
Minha nossa, estou a verter lágrimas com todas essas lembranças.
Cara. Sneaker Pimps nunca mais será a mesma coisa para mim. Me voltam muitas coisas. Mas, ao mesmo tempo, elas me voltam com um sorriso no rosto. Um sorriso acompanhado de uma lágrima. Por que?
17.5.04
Eu odeio política. É daqueles assuntos que não me interessam, que sempre geram discussões que não levam a nada. Odeio essas pessoas "engajadas" em "causas políticas".
Lógico, é necessário que se tome partido - para isso é necessário analizar a situação, estudar um pouquinho, coisa que faço com alguma cautela. Mas, por mais que eu tente, simplesmente não consigo ver graça nenhuma em política.
Para mim, todo esse rebuliço ao redor da bebedeira de Lula é um saco - mas tem seu lado positivo. Para quem sempre quis vê-lo fora do trono - como assim ele considera - feito eu, é realmente interessante.
Mas é muito engraçado.
But I couldn't care less. I've became way to conformist for my own good.
Lógico, é necessário que se tome partido - para isso é necessário analizar a situação, estudar um pouquinho, coisa que faço com alguma cautela. Mas, por mais que eu tente, simplesmente não consigo ver graça nenhuma em política.
Para mim, todo esse rebuliço ao redor da bebedeira de Lula é um saco - mas tem seu lado positivo. Para quem sempre quis vê-lo fora do trono - como assim ele considera - feito eu, é realmente interessante.
Mas é muito engraçado.
But I couldn't care less. I've became way to conformist for my own good.
16.5.04
Sabe quando você encontra em alguma música, em alguma letra, em alguma pessoa algo que você se identifique tanto que chega a doer? Como se algo fora de você pudesse explicar exatamente como você sempre se sentiu frente a tudo?
Comigo, essa pessoa foi Conor Orbest. Não foi apenas em uma de suas letras e uma de suas músicas que me li - foram em quase todas. Mas posso destacar duas. Primeiro, a música que fez com que eu me apaixonasse por Bright Eyes - e, subsequentemente, o outro trabalho de Orbest, o Desaparecidos -, "False Advertising".
Depois, foi uma música que, apesar de ser uma visão estranha de seguir em frente, me deu esperanças de continuar vivendo todas as minhas febres. De viver tudo aquilo que me deixa acordado a noite. "Sunrise, Sunset" é o nome da canção e a letra da mesma é uma das mais fantásticas que já li em minha vida. A música também; acompanha o ritmo de batidas cardíacas que a letra necessita, com certas explosões de sentimentos, antes contidas por algo que nem mesmo o autor pode explicar, "because you've changed".
Eu só posso agradecer ao Zebo, o Trigger Cut aí do lado, por ter me mostrado essa banda que, de certa maneira, mudou minha maneira de pensar.
***
Ontem, acabei indo parar na ploc 80's. A festa acabou se resumindo a jogar sonic no master system e jogar super trunfo com a Livia, o Fred e o Ivan. Foi bem bacana. Fazia tempo que não ia na Nautillus (ou espaço Marun, whatever) e me diverti.
Logo depois, fui fazer compras no supermercado (!!!) com o Fred e a Livia. Foi muito divertido! Pegamos uns biscoitos e comemos lá mesmo, conversando sobre coisas engraçadas. Também foi curioso ver o cd do Alice in Chains por 6,90 - Hahaha. Enfim.
Bom domingo para vocês. Eu agora vou dormir. Amanhã tem o churrasco "masmorra" (só porque o Museu me chamou :b).
Comigo, essa pessoa foi Conor Orbest. Não foi apenas em uma de suas letras e uma de suas músicas que me li - foram em quase todas. Mas posso destacar duas. Primeiro, a música que fez com que eu me apaixonasse por Bright Eyes - e, subsequentemente, o outro trabalho de Orbest, o Desaparecidos -, "False Advertising".
Depois, foi uma música que, apesar de ser uma visão estranha de seguir em frente, me deu esperanças de continuar vivendo todas as minhas febres. De viver tudo aquilo que me deixa acordado a noite. "Sunrise, Sunset" é o nome da canção e a letra da mesma é uma das mais fantásticas que já li em minha vida. A música também; acompanha o ritmo de batidas cardíacas que a letra necessita, com certas explosões de sentimentos, antes contidas por algo que nem mesmo o autor pode explicar, "because you've changed".
Eu só posso agradecer ao Zebo, o Trigger Cut aí do lado, por ter me mostrado essa banda que, de certa maneira, mudou minha maneira de pensar.
***
Ontem, acabei indo parar na ploc 80's. A festa acabou se resumindo a jogar sonic no master system e jogar super trunfo com a Livia, o Fred e o Ivan. Foi bem bacana. Fazia tempo que não ia na Nautillus (ou espaço Marun, whatever) e me diverti.
Logo depois, fui fazer compras no supermercado (!!!) com o Fred e a Livia. Foi muito divertido! Pegamos uns biscoitos e comemos lá mesmo, conversando sobre coisas engraçadas. Também foi curioso ver o cd do Alice in Chains por 6,90 - Hahaha. Enfim.
Bom domingo para vocês. Eu agora vou dormir. Amanhã tem o churrasco "masmorra" (só porque o Museu me chamou :b).
14.5.04
Estou deveras impressionado. Hoje minha internet funcionou - ao menos por 1 minuto - com o cabo que liga à parede do telefone ao modem do velox desconectado. Eu devo emitir ondas eletro-magnéticas, porque é a primeira vez que vejo isso acontecer e nunca ouvi caso parecido com esse. Eu realmente tenho uma coisa especial com máquinas que nem eu vou entender. Principalmente computadores.
Eu resolvi colocar uma foto minha hoje no fotolog. Amanhã coloco mais alguma carta de magic e mais alguma frase enigmática. A maioria dessas frases não fazem senso nenhum para muitas pessoas, mas a mim sim. E o fotolog é meu, não é verdade? Não preciso que os outros compartilhem de minhas loucuras, porém - por isso me escondo através de enigmas facilmente decifráveis.
Hoje tem o show do Lemonheads no Ballroom. Deve ser legal. Eu só conheço um disco deles - o It's a Shame About Ray - e é bem legal. Gostaria de conhecer outros mas, ao mesmo tempo, as vezes é legal ir a um show sem conhecer muita coisa. Deixar-se surpreender é muito bacana.
Eu quero ver o que vai acontecer, então estou virando a página com dedos sujos de belladona. Se meus dedos virão ou não à boca na próxima página, apenas o futuro poderá dizer. E ele é incerto como sempre foi e como eu nunca quis que fosse.
Mode Riot Fel On.
Eu resolvi colocar uma foto minha hoje no fotolog. Amanhã coloco mais alguma carta de magic e mais alguma frase enigmática. A maioria dessas frases não fazem senso nenhum para muitas pessoas, mas a mim sim. E o fotolog é meu, não é verdade? Não preciso que os outros compartilhem de minhas loucuras, porém - por isso me escondo através de enigmas facilmente decifráveis.
Hoje tem o show do Lemonheads no Ballroom. Deve ser legal. Eu só conheço um disco deles - o It's a Shame About Ray - e é bem legal. Gostaria de conhecer outros mas, ao mesmo tempo, as vezes é legal ir a um show sem conhecer muita coisa. Deixar-se surpreender é muito bacana.
Eu quero ver o que vai acontecer, então estou virando a página com dedos sujos de belladona. Se meus dedos virão ou não à boca na próxima página, apenas o futuro poderá dizer. E ele é incerto como sempre foi e como eu nunca quis que fosse.
Mode Riot Fel On.
13.5.04
Eu só gostaria de deixar uma coisa bem clara aqui:
- Eu odeio que sintam pena de mim. Pena é um sentimento muito baixo e eu não me deixo sentir por ninguém porque não quero que sintam de mim. Especialmente àquelas pessoas que já foram/são próximas a mim.
- Sinceramente, àqueles que sentem pena de mim, vão tomar no meio de seus respectivos orifícios anais.
- Sim, porque poucas pessoas, como a bela, conhecem o riot me.
- And you wish you'd never see me.
- Eu odeio que sintam pena de mim. Pena é um sentimento muito baixo e eu não me deixo sentir por ninguém porque não quero que sintam de mim. Especialmente àquelas pessoas que já foram/são próximas a mim.
- Sinceramente, àqueles que sentem pena de mim, vão tomar no meio de seus respectivos orifícios anais.
- Sim, porque poucas pessoas, como a bela, conhecem o riot me.
- And you wish you'd never see me.
12.5.04
As vezes me bate uma vontade louca de sair gritando palavrões no meio da rua. De encher os pulmões, abrir a boca e deixar minhas cordas vocais ressoarem com sujeira e fúria. O tipo de fúria adolescente punk - cara de criança, roupas largas, inconsequencia.
Mas aí algo dentro de mim me diz para ficar quieto e analizar. Me diz para conter meus sentimentos, me diz para perceber como estou enganado sobre diversas coisas, como tento me cegar perante a realidade. Eu engulo os palavrões e eles descem como uma cerveja ruim e quente no calor de 40 graus - ficam entalados na garganta, meu estomago começa a revirar.
E fico com esse enjoo até o ponto que tenho que colocar o dedo na goela e esses palavrões são todos vomitados dentro de minha mente, para esvaírem-se em acordes de guitarra ou palavras esquivas.
E tento fugir cada vez mais da realidade bebendo, tentando me destrair. Não conseguindo cumprir com meus deveres e sendo displicente como fui quando tinha 18 anos. Achando que mudei sendo que continuando igualzinho ao que já fui.
E aí o sistema imunológico já está enfraquecido e acabo contraindo uma doença - minha cabeça e meu corpo foram esquecidos e o conjunto deles resolve ficar na cama. Com a garganta doento, com os pés frios e com os lábios quebrados.
Pedindo suplicantemente por um copo d'água, apenas um lábio pode sarar a sede dos meus. Mas eu estou doente e ninguém me trará o copo d'água. Preciso levantar-me, correr atrás e ainda assim, ninguém me garante que terá água em casa.
Então, cá estou, deitado, doente da mente, do corpo e do coração, suplicando por um copo d'água, voltando a ser a pessoa que fui por bastante tempo. Eu ainda não me olhei no espelho e tenho medo do que irei encontrar.
Uma nova pessoa foi construída dos poucos frangalhos que existiam de mim. Essa nova pessoa é frágil, pequena, triste e luta por uma causa perdida. Se eu for pensar, muitas coisas do stargazer ainda sobraram. Mas novos pedaços foram descobertos.
Não que sejam legais. São apenas uma condição momentãnea.
Que tristeza. Que tristeza.
Mas aí algo dentro de mim me diz para ficar quieto e analizar. Me diz para conter meus sentimentos, me diz para perceber como estou enganado sobre diversas coisas, como tento me cegar perante a realidade. Eu engulo os palavrões e eles descem como uma cerveja ruim e quente no calor de 40 graus - ficam entalados na garganta, meu estomago começa a revirar.
E fico com esse enjoo até o ponto que tenho que colocar o dedo na goela e esses palavrões são todos vomitados dentro de minha mente, para esvaírem-se em acordes de guitarra ou palavras esquivas.
E tento fugir cada vez mais da realidade bebendo, tentando me destrair. Não conseguindo cumprir com meus deveres e sendo displicente como fui quando tinha 18 anos. Achando que mudei sendo que continuando igualzinho ao que já fui.
E aí o sistema imunológico já está enfraquecido e acabo contraindo uma doença - minha cabeça e meu corpo foram esquecidos e o conjunto deles resolve ficar na cama. Com a garganta doento, com os pés frios e com os lábios quebrados.
Pedindo suplicantemente por um copo d'água, apenas um lábio pode sarar a sede dos meus. Mas eu estou doente e ninguém me trará o copo d'água. Preciso levantar-me, correr atrás e ainda assim, ninguém me garante que terá água em casa.
Então, cá estou, deitado, doente da mente, do corpo e do coração, suplicando por um copo d'água, voltando a ser a pessoa que fui por bastante tempo. Eu ainda não me olhei no espelho e tenho medo do que irei encontrar.
Uma nova pessoa foi construída dos poucos frangalhos que existiam de mim. Essa nova pessoa é frágil, pequena, triste e luta por uma causa perdida. Se eu for pensar, muitas coisas do stargazer ainda sobraram. Mas novos pedaços foram descobertos.
Não que sejam legais. São apenas uma condição momentãnea.
Que tristeza. Que tristeza.
9.5.04
mais um post rapido.
Ainda em cbta, na casa da Lu. Ontem foi o show do Pixies - i´m speachless. Foi fantástico, apesar do frio. Eu estou meio chateado porque eu perdi o Grenade, mas são coisas da vida. Depois fomos eu e mais um grupo de amigos, incluindo Fabio Portugal, Luiza e Bela, tomar um drink pós show na rua 24H. Programinha light, apenas para conversar e descansar a cabeça.
O Pixies não tocou rock music e eu fiquei puto - só para constar.
O show do Teenage Fanclub foi ótimo as well, mas o que me surpreendeu mesmo foi o Hell on Wheels. Um show agitado, realmente bom. Enfim, o saldo desse CPF foi positivo - embora muitas pessoas tenham me dito que o do ano passado foi incomparavelmente melhor. Mas valeu.
Amanhã estou de volta ao Rio.
No som: Franz Ferdinand
Ah. Feliz Dia das Mães! :)
Ainda em cbta, na casa da Lu. Ontem foi o show do Pixies - i´m speachless. Foi fantástico, apesar do frio. Eu estou meio chateado porque eu perdi o Grenade, mas são coisas da vida. Depois fomos eu e mais um grupo de amigos, incluindo Fabio Portugal, Luiza e Bela, tomar um drink pós show na rua 24H. Programinha light, apenas para conversar e descansar a cabeça.
O Pixies não tocou rock music e eu fiquei puto - só para constar.
O show do Teenage Fanclub foi ótimo as well, mas o que me surpreendeu mesmo foi o Hell on Wheels. Um show agitado, realmente bom. Enfim, o saldo desse CPF foi positivo - embora muitas pessoas tenham me dito que o do ano passado foi incomparavelmente melhor. Mas valeu.
Amanhã estou de volta ao Rio.
No som: Franz Ferdinand
Ah. Feliz Dia das Mães! :)
Assinar:
Postagens (Atom)